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24.6.09
SÃO PAULO - O vento pode suprir as necessidades energéticas do mundo, segundo estudo publicado hoje na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)". A notícia é um bom presságio para os defensores das fontes limpas de energia. A matriz eólica, como a solar, suscita esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes as necessidades brasileiras.

Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, determinaram a energia que poderia ser produzida em cada turbina eólica com base na velocidade local do vento, na densidade do ar, no possível espaçamento dos aerogeradores e no tamanho das hélices. Os cientistas também consideraram áreas no mar. Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, seria possível produzir 16 vezes o consumo atual de eletricidade do país. Um dos autores do estudo, Michael McElroy, da Universidade Harvard, considera essencial um esforço global para viabilizar o uso da energia eólica em todo o mundo. ?Também seria necessário reformar o sistema de distribuição de eletricidade atual?, aponta McElroy.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ênio Bueno, especialista em energia eólica, pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento dos ventos para geração de energia. ?Seria preciso considerar também a viabilidade técnica em cada local e a viabilidade financeira?, aponta. ?Isso reduz muito a previsão dos pesquisadores.? Estudo dos técnicos do Inpe, em janeiro, mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% do consumo nacional de energia de forma competitiva. Com o barateamento progressivo da tecnologia, o porcentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia consumida no país é gerada por vento.



O Estado de S. Paulo
link do postPor anjoseguerreiros, às 13:36  comentar

SÃO PAULO - O vento pode suprir as necessidades energéticas do mundo, segundo estudo publicado hoje na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)". A notícia é um bom presságio para os defensores das fontes limpas de energia. A matriz eólica, como a solar, suscita esperanças na luta contra o aquecimento global. No Brasil, se os cálculos do estudo estiverem certos, só os aerogeradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no País. Para os aerogeradores marítimos, a proporção seria de cerca de três vezes as necessidades brasileiras.

Pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e do Centro de Pesquisa Técnica VTT, da Finlândia, determinaram a energia que poderia ser produzida em cada turbina eólica com base na velocidade local do vento, na densidade do ar, no possível espaçamento dos aerogeradores e no tamanho das hélices. Os cientistas também consideraram áreas no mar. Os aerogeradores implantados em terra firme conseguiriam produzir o equivalente a 40 vezes o consumo mundial de eletricidade e cerca de cinco vezes o consumo de energia em todas as suas formas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, seria possível produzir 16 vezes o consumo atual de eletricidade do país. Um dos autores do estudo, Michael McElroy, da Universidade Harvard, considera essencial um esforço global para viabilizar o uso da energia eólica em todo o mundo. ?Também seria necessário reformar o sistema de distribuição de eletricidade atual?, aponta McElroy.

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ênio Bueno, especialista em energia eólica, pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento dos ventos para geração de energia. ?Seria preciso considerar também a viabilidade técnica em cada local e a viabilidade financeira?, aponta. ?Isso reduz muito a previsão dos pesquisadores.? Estudo dos técnicos do Inpe, em janeiro, mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% do consumo nacional de energia de forma competitiva. Com o barateamento progressivo da tecnologia, o porcentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia consumida no país é gerada por vento.



O Estado de S. Paulo
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19.6.09
Se você gosta de mergulhar e mora no sudeste, provavelmente você já esteve em Ilha Grande (RJ). Até umas semanas atrás, não era meu caso, mas decidi que já era hora de corrigir esse erro imperdoável e lá fui eu.
Saí com um barco até o local de mergulho. O tempo estava ótimo, não chovia fazia algum tempo e o mar estava uma piscina, o que ajudou a ver direito a incrível fauna marinha. Além dos inevitáveis sargentinhos - um peixe nada tímido e bem comum por aqui, com listras verticais - vi moreias, tartarugas, peixes-borboleta e muitos corais.
E, entre esses corais coloridos, um parecia onipresente. Geralmente amarelo, o coral-sol (do gênero Tubastraea) forma colônias circulares com uns 15 cm ou mais de diâmetro, com pólipos filamentosos que só se abrem na escuridão. Como na foto aí em cima.
São lindos, e eu quis saber mais a respeito deles. Qual não foi minha surpresa quando descobri, com o biólogo dono do barco, que esse ser vivo na verdade é uma praga que está rapidamente se espalhando pelos melhores locais de mergulho do sudeste, especialmente Ilha Grande.
Ele me contou que o coral-sol, natural do Indo-Pacífico, surgiu na região há alguns anos trazido pelos navios vindos de oceanos distantes. Durante a navegação, o navio carrega dentro de si litros e litros de água que servem para estabilizá-lo em determinadas condições - a chamada água de lastro. Dentro dessa água, coletada às vezes a milhares de quilômetros do Brasil, também são transportados espécies locais. Ao soltar a água no litoral brasileiro, essas espécies encontraram uma nova fronteira para proliferarem - e muito. Há outras hipóteses para o surgimento desse "estrangeiro", que começou a ser registrado no litoral brasileiro na década de 80. Biólogos acreditam que eles podem ter vindo parar aqui ao se fixarem no casco de navios, por exemplo.
O coral-sol, que se reproduz bem rápido, compete diretamente com espécies nativas de coral, entre elas o coral-cérebro (Mussismilia hispida), que só existe na costa brasileira. O dono do barco disse que há projetos para remover eles manualmente, em mutirões. Há, por exemplo, uma iniciativa interessante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ainda assim, meu amigo disse que, como morador de Ilha Grande, acha que esses projetos ainda são muito tímidos. Terminamos a conversa com eu falando a ele que tinha um aquário de água salgada em São Paulo e ele me incentivando a arrancar uns corais-sol para levar para casa. Daria muito trabalho e desisti.
De volta à capital paulista, fiquei pensando na sugestão do biólogo e fui à minha loja de aquários favorita procurar um coral-sol para comprar. Encontrei. Mas aí, desisti de levar, absolutamente inconformado com o preço: R$ 75 por uma mudinha pequena, US$ 380 por uma grande. Aquarismo marinho é um hobby bem caro, mas cobrar isso por uma praga me pareceu uma piada. Aí o vendedor explicou: "Esses aí não são nacionais. O Ibama proíbe a venda de corais nacionais. Esses são importados."
Por incrível que pareça, até hoje o não tem uma lista nacional de espécies exóticas e invasoras. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, já produziram suas relações. No seu site, o Ministério do Meio Ambiente admite que "as informações relacionadas a este tema são, ainda, incipientes", mas anunciou o início de um "amplo e efetivo programa voltado às espécies exóticas invasoras". Depois, em uma conversa por telefone com um representante do Ministério, descobri que um diagnóstico nacional de espécies invasoras está para ser publicado nos próximos meses.
A importância de se ter esse diagnóstico é clara: em muitos casos as pessoas nem sabem que uma espécie é invasora e pode ser na verdade uma ameaça. Aliás, muitas pessoas, pensando na preservação do meio ambiente, defendem com unhas e dentes que as pessoas não pesquem, não caçem, não coletem nem vendam espécies que encontram na natureza. Mas veja o caso do coral-sol. Saber quais espécies são "alienígenas" também permite a formulação de estratégias para evitar que proliferem.
Cientistas dizem que o mundo perdeu 19% de seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer nas próximas duas décadas. Neste ano, pela primeira vez, o relatório Status dos Recifes de Mundo, da Rede Mundial de Monitoramento de recifes de Coral, dedicou ao Brasil um capítulo especial. O documento destaca como os corais brasileiros estão em perigo devido à poluição, a sedimentos e doenças. Com o coral-sol, e outras espécies invasoras, esse perigo à rica fauna marinha brasileira está cada vez maior.



BBC Brasil Blogs
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Se você gosta de mergulhar e mora no sudeste, provavelmente você já esteve em Ilha Grande (RJ). Até umas semanas atrás, não era meu caso, mas decidi que já era hora de corrigir esse erro imperdoável e lá fui eu.
Saí com um barco até o local de mergulho. O tempo estava ótimo, não chovia fazia algum tempo e o mar estava uma piscina, o que ajudou a ver direito a incrível fauna marinha. Além dos inevitáveis sargentinhos - um peixe nada tímido e bem comum por aqui, com listras verticais - vi moreias, tartarugas, peixes-borboleta e muitos corais.
E, entre esses corais coloridos, um parecia onipresente. Geralmente amarelo, o coral-sol (do gênero Tubastraea) forma colônias circulares com uns 15 cm ou mais de diâmetro, com pólipos filamentosos que só se abrem na escuridão. Como na foto aí em cima.
São lindos, e eu quis saber mais a respeito deles. Qual não foi minha surpresa quando descobri, com o biólogo dono do barco, que esse ser vivo na verdade é uma praga que está rapidamente se espalhando pelos melhores locais de mergulho do sudeste, especialmente Ilha Grande.
Ele me contou que o coral-sol, natural do Indo-Pacífico, surgiu na região há alguns anos trazido pelos navios vindos de oceanos distantes. Durante a navegação, o navio carrega dentro de si litros e litros de água que servem para estabilizá-lo em determinadas condições - a chamada água de lastro. Dentro dessa água, coletada às vezes a milhares de quilômetros do Brasil, também são transportados espécies locais. Ao soltar a água no litoral brasileiro, essas espécies encontraram uma nova fronteira para proliferarem - e muito. Há outras hipóteses para o surgimento desse "estrangeiro", que começou a ser registrado no litoral brasileiro na década de 80. Biólogos acreditam que eles podem ter vindo parar aqui ao se fixarem no casco de navios, por exemplo.
O coral-sol, que se reproduz bem rápido, compete diretamente com espécies nativas de coral, entre elas o coral-cérebro (Mussismilia hispida), que só existe na costa brasileira. O dono do barco disse que há projetos para remover eles manualmente, em mutirões. Há, por exemplo, uma iniciativa interessante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ainda assim, meu amigo disse que, como morador de Ilha Grande, acha que esses projetos ainda são muito tímidos. Terminamos a conversa com eu falando a ele que tinha um aquário de água salgada em São Paulo e ele me incentivando a arrancar uns corais-sol para levar para casa. Daria muito trabalho e desisti.
De volta à capital paulista, fiquei pensando na sugestão do biólogo e fui à minha loja de aquários favorita procurar um coral-sol para comprar. Encontrei. Mas aí, desisti de levar, absolutamente inconformado com o preço: R$ 75 por uma mudinha pequena, US$ 380 por uma grande. Aquarismo marinho é um hobby bem caro, mas cobrar isso por uma praga me pareceu uma piada. Aí o vendedor explicou: "Esses aí não são nacionais. O Ibama proíbe a venda de corais nacionais. Esses são importados."
Por incrível que pareça, até hoje o não tem uma lista nacional de espécies exóticas e invasoras. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, já produziram suas relações. No seu site, o Ministério do Meio Ambiente admite que "as informações relacionadas a este tema são, ainda, incipientes", mas anunciou o início de um "amplo e efetivo programa voltado às espécies exóticas invasoras". Depois, em uma conversa por telefone com um representante do Ministério, descobri que um diagnóstico nacional de espécies invasoras está para ser publicado nos próximos meses.
A importância de se ter esse diagnóstico é clara: em muitos casos as pessoas nem sabem que uma espécie é invasora e pode ser na verdade uma ameaça. Aliás, muitas pessoas, pensando na preservação do meio ambiente, defendem com unhas e dentes que as pessoas não pesquem, não caçem, não coletem nem vendam espécies que encontram na natureza. Mas veja o caso do coral-sol. Saber quais espécies são "alienígenas" também permite a formulação de estratégias para evitar que proliferem.
Cientistas dizem que o mundo perdeu 19% de seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer nas próximas duas décadas. Neste ano, pela primeira vez, o relatório Status dos Recifes de Mundo, da Rede Mundial de Monitoramento de recifes de Coral, dedicou ao Brasil um capítulo especial. O documento destaca como os corais brasileiros estão em perigo devido à poluição, a sedimentos e doenças. Com o coral-sol, e outras espécies invasoras, esse perigo à rica fauna marinha brasileira está cada vez maior.



BBC Brasil Blogs
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Se você gosta de mergulhar e mora no sudeste, provavelmente você já esteve em Ilha Grande (RJ). Até umas semanas atrás, não era meu caso, mas decidi que já era hora de corrigir esse erro imperdoável e lá fui eu.
Saí com um barco até o local de mergulho. O tempo estava ótimo, não chovia fazia algum tempo e o mar estava uma piscina, o que ajudou a ver direito a incrível fauna marinha. Além dos inevitáveis sargentinhos - um peixe nada tímido e bem comum por aqui, com listras verticais - vi moreias, tartarugas, peixes-borboleta e muitos corais.
E, entre esses corais coloridos, um parecia onipresente. Geralmente amarelo, o coral-sol (do gênero Tubastraea) forma colônias circulares com uns 15 cm ou mais de diâmetro, com pólipos filamentosos que só se abrem na escuridão. Como na foto aí em cima.
São lindos, e eu quis saber mais a respeito deles. Qual não foi minha surpresa quando descobri, com o biólogo dono do barco, que esse ser vivo na verdade é uma praga que está rapidamente se espalhando pelos melhores locais de mergulho do sudeste, especialmente Ilha Grande.
Ele me contou que o coral-sol, natural do Indo-Pacífico, surgiu na região há alguns anos trazido pelos navios vindos de oceanos distantes. Durante a navegação, o navio carrega dentro de si litros e litros de água que servem para estabilizá-lo em determinadas condições - a chamada água de lastro. Dentro dessa água, coletada às vezes a milhares de quilômetros do Brasil, também são transportados espécies locais. Ao soltar a água no litoral brasileiro, essas espécies encontraram uma nova fronteira para proliferarem - e muito. Há outras hipóteses para o surgimento desse "estrangeiro", que começou a ser registrado no litoral brasileiro na década de 80. Biólogos acreditam que eles podem ter vindo parar aqui ao se fixarem no casco de navios, por exemplo.
O coral-sol, que se reproduz bem rápido, compete diretamente com espécies nativas de coral, entre elas o coral-cérebro (Mussismilia hispida), que só existe na costa brasileira. O dono do barco disse que há projetos para remover eles manualmente, em mutirões. Há, por exemplo, uma iniciativa interessante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ainda assim, meu amigo disse que, como morador de Ilha Grande, acha que esses projetos ainda são muito tímidos. Terminamos a conversa com eu falando a ele que tinha um aquário de água salgada em São Paulo e ele me incentivando a arrancar uns corais-sol para levar para casa. Daria muito trabalho e desisti.
De volta à capital paulista, fiquei pensando na sugestão do biólogo e fui à minha loja de aquários favorita procurar um coral-sol para comprar. Encontrei. Mas aí, desisti de levar, absolutamente inconformado com o preço: R$ 75 por uma mudinha pequena, US$ 380 por uma grande. Aquarismo marinho é um hobby bem caro, mas cobrar isso por uma praga me pareceu uma piada. Aí o vendedor explicou: "Esses aí não são nacionais. O Ibama proíbe a venda de corais nacionais. Esses são importados."
Por incrível que pareça, até hoje o não tem uma lista nacional de espécies exóticas e invasoras. Alguns Estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, já produziram suas relações. No seu site, o Ministério do Meio Ambiente admite que "as informações relacionadas a este tema são, ainda, incipientes", mas anunciou o início de um "amplo e efetivo programa voltado às espécies exóticas invasoras". Depois, em uma conversa por telefone com um representante do Ministério, descobri que um diagnóstico nacional de espécies invasoras está para ser publicado nos próximos meses.
A importância de se ter esse diagnóstico é clara: em muitos casos as pessoas nem sabem que uma espécie é invasora e pode ser na verdade uma ameaça. Aliás, muitas pessoas, pensando na preservação do meio ambiente, defendem com unhas e dentes que as pessoas não pesquem, não caçem, não coletem nem vendam espécies que encontram na natureza. Mas veja o caso do coral-sol. Saber quais espécies são "alienígenas" também permite a formulação de estratégias para evitar que proliferem.
Cientistas dizem que o mundo perdeu 19% de seus recifes de coral desde 1950 e outros 15% estão seriamente ameaçados de desaparecer nas próximas duas décadas. Neste ano, pela primeira vez, o relatório Status dos Recifes de Mundo, da Rede Mundial de Monitoramento de recifes de Coral, dedicou ao Brasil um capítulo especial. O documento destaca como os corais brasileiros estão em perigo devido à poluição, a sedimentos e doenças. Com o coral-sol, e outras espécies invasoras, esse perigo à rica fauna marinha brasileira está cada vez maior.



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17.6.09
SÃO PAULO - Só este ano, 805 animais silvestres foram resgatados em situação de risco em Manaus. O número é 57% maior do que os resgates feitos em todo o ano de 2008. A cheia, o avanço das comunidades sobre áreas de mata e a conscientização da população, que tem acionado mais as autoridades, explicam o aumento. O resgate é feito pelo Refúgio Sauim Castanheiras, serviço de salvamento de animais silvestres em situação de risco mantido pela Prefeitura de Manaus desde 2004.
Os 805 animais foram capturados até o último dia 16. Primatas e répteis - cobras e jacarés - são maioria, entre eles o macaco sauim, típico da área, que empresta seu nome à reserva. Destes, 631 já foram devolvidos à natureza e 48 permanecem internados. Em 2008, 510 animais foram socorridos e 417 deles foram devolvidos à natureza.
Nesta terça, uma cobra sucuri e 142 tartarugas foram soltas na reserva de Tupé, no Amazonas. Foi a maior soltura de animais silvestres feita de uma única vez pelo Refúgio Sauim Castanheiras.
Os animais em situação de risco são levados para uma reserva de 90 hectares, localizada no distrito industrial da cidade. Ali, são tratados por veterinários e devolvidos à natureza.

A parceria com a Justiça ajuda na manutenção do local. Recentemente, foram compradas balança de pesagem dos bichos e uma Centrífuga Microhematócrito, para análise sanguínea e diagnóstico. O recurso foi obtido graças ao acordo firmado com uma empresa autuada pela Vara Especializada de Meio Ambiente por infração ambiental. A unidade já recebeu material hospitalar e instrumentos cirúrgicos graças a este mecanismo de punição judicial.
A sucuri, de 3 metros, foi achada pela própria equipe de resgate no trajeto para o aeroporto de Manaus. Os quelônios estavam sendo levados em um saco por dois homens. Ao perceber a presença da polícia, eles abandonaram os animais e fugiram.
Ao Portal Amazônia, o veterinário Jean Samonek afirmou que o refúgio tem tido um crescimento de atendimento da ordem de 30% por conta da cheia deste ano. Além disso, a população está mais consciente.
- Manaus é uma cidade que se estabeleceu no meio de uma floresta muito grande e o Refúgio Sauim Castanheiras tem uma importância fundamental.
- Nós fazemos o resgate dos animais que acabam perdendo os lugares em que vivem e os transportamos para outros locais - afirmou o ambientalista.
A área para onde os quelônios e a sucuri foram levados tem 11.973 hectares e é uma reserva de desenvolvimento sustentável. Os animais foram libertados em um igapó - área alagada próxima a um rio.
O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:21  comentar

SÃO PAULO - Só este ano, 805 animais silvestres foram resgatados em situação de risco em Manaus. O número é 57% maior do que os resgates feitos em todo o ano de 2008. A cheia, o avanço das comunidades sobre áreas de mata e a conscientização da população, que tem acionado mais as autoridades, explicam o aumento. O resgate é feito pelo Refúgio Sauim Castanheiras, serviço de salvamento de animais silvestres em situação de risco mantido pela Prefeitura de Manaus desde 2004.
Os 805 animais foram capturados até o último dia 16. Primatas e répteis - cobras e jacarés - são maioria, entre eles o macaco sauim, típico da área, que empresta seu nome à reserva. Destes, 631 já foram devolvidos à natureza e 48 permanecem internados. Em 2008, 510 animais foram socorridos e 417 deles foram devolvidos à natureza.
Nesta terça, uma cobra sucuri e 142 tartarugas foram soltas na reserva de Tupé, no Amazonas. Foi a maior soltura de animais silvestres feita de uma única vez pelo Refúgio Sauim Castanheiras.
Os animais em situação de risco são levados para uma reserva de 90 hectares, localizada no distrito industrial da cidade. Ali, são tratados por veterinários e devolvidos à natureza.

A parceria com a Justiça ajuda na manutenção do local. Recentemente, foram compradas balança de pesagem dos bichos e uma Centrífuga Microhematócrito, para análise sanguínea e diagnóstico. O recurso foi obtido graças ao acordo firmado com uma empresa autuada pela Vara Especializada de Meio Ambiente por infração ambiental. A unidade já recebeu material hospitalar e instrumentos cirúrgicos graças a este mecanismo de punição judicial.
A sucuri, de 3 metros, foi achada pela própria equipe de resgate no trajeto para o aeroporto de Manaus. Os quelônios estavam sendo levados em um saco por dois homens. Ao perceber a presença da polícia, eles abandonaram os animais e fugiram.
Ao Portal Amazônia, o veterinário Jean Samonek afirmou que o refúgio tem tido um crescimento de atendimento da ordem de 30% por conta da cheia deste ano. Além disso, a população está mais consciente.
- Manaus é uma cidade que se estabeleceu no meio de uma floresta muito grande e o Refúgio Sauim Castanheiras tem uma importância fundamental.
- Nós fazemos o resgate dos animais que acabam perdendo os lugares em que vivem e os transportamos para outros locais - afirmou o ambientalista.
A área para onde os quelônios e a sucuri foram levados tem 11.973 hectares e é uma reserva de desenvolvimento sustentável. Os animais foram libertados em um igapó - área alagada próxima a um rio.
O Globo On Line
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SÃO PAULO - Só este ano, 805 animais silvestres foram resgatados em situação de risco em Manaus. O número é 57% maior do que os resgates feitos em todo o ano de 2008. A cheia, o avanço das comunidades sobre áreas de mata e a conscientização da população, que tem acionado mais as autoridades, explicam o aumento. O resgate é feito pelo Refúgio Sauim Castanheiras, serviço de salvamento de animais silvestres em situação de risco mantido pela Prefeitura de Manaus desde 2004.
Os 805 animais foram capturados até o último dia 16. Primatas e répteis - cobras e jacarés - são maioria, entre eles o macaco sauim, típico da área, que empresta seu nome à reserva. Destes, 631 já foram devolvidos à natureza e 48 permanecem internados. Em 2008, 510 animais foram socorridos e 417 deles foram devolvidos à natureza.
Nesta terça, uma cobra sucuri e 142 tartarugas foram soltas na reserva de Tupé, no Amazonas. Foi a maior soltura de animais silvestres feita de uma única vez pelo Refúgio Sauim Castanheiras.
Os animais em situação de risco são levados para uma reserva de 90 hectares, localizada no distrito industrial da cidade. Ali, são tratados por veterinários e devolvidos à natureza.

A parceria com a Justiça ajuda na manutenção do local. Recentemente, foram compradas balança de pesagem dos bichos e uma Centrífuga Microhematócrito, para análise sanguínea e diagnóstico. O recurso foi obtido graças ao acordo firmado com uma empresa autuada pela Vara Especializada de Meio Ambiente por infração ambiental. A unidade já recebeu material hospitalar e instrumentos cirúrgicos graças a este mecanismo de punição judicial.
A sucuri, de 3 metros, foi achada pela própria equipe de resgate no trajeto para o aeroporto de Manaus. Os quelônios estavam sendo levados em um saco por dois homens. Ao perceber a presença da polícia, eles abandonaram os animais e fugiram.
Ao Portal Amazônia, o veterinário Jean Samonek afirmou que o refúgio tem tido um crescimento de atendimento da ordem de 30% por conta da cheia deste ano. Além disso, a população está mais consciente.
- Manaus é uma cidade que se estabeleceu no meio de uma floresta muito grande e o Refúgio Sauim Castanheiras tem uma importância fundamental.
- Nós fazemos o resgate dos animais que acabam perdendo os lugares em que vivem e os transportamos para outros locais - afirmou o ambientalista.
A área para onde os quelônios e a sucuri foram levados tem 11.973 hectares e é uma reserva de desenvolvimento sustentável. Os animais foram libertados em um igapó - área alagada próxima a um rio.
O Globo On Line
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14.6.09
SÃO PAULO - Nada menos que 86% dos crimes de desmatamento e de extração ilegal de madeira ou minério dentro das áreas legalmente protegidas da Amazônia Legal ficam impunes. É o que revela pesquisa inédita do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrada em reportagem de Soraya Aggege publicada na edição deste domingo do GLOBO. Os dados revelam que um criminoso ambiental tem apenas 14% de chances de sofrer punição ao fim do processo. E a pena pode ser substituída por doação de cestas básicas. ( Leia mais: Embrapa vai mapear fazendas que desmatam para criar gado no Pará )
Segundo o levantamento, um processo demora, em média, 5,5 anos, da investigação à sentença. Por causa da lentidão, principalmente nos inquéritos, que demoram até 4.206 dias, 15,5% dos processos acabam prescritos. Para que um crime ambiental seja reconhecido e as investigações iniciadas, a espera, em média, é de 74 dias. Na fase de investigação são, em média, 676 dias corridos. ( Blog Verde: Supermercados suspendem compra de carne de área desmatada da Amazônia )
- Tem havido um esforço da Polícia Federal, da Justiça, do governo, mas levará anos para que essas medidas, como a informatização dos processos judiciais, tragam resultados. A única saída imediata é garantir uma vigilância constante nas áreas de proteção - avalia um dos autores do estudo, o pesquisador Paulo Barreto.



O Globo On Line
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link do postPor anjoseguerreiros, às 18:48  comentar

SÃO PAULO - Nada menos que 86% dos crimes de desmatamento e de extração ilegal de madeira ou minério dentro das áreas legalmente protegidas da Amazônia Legal ficam impunes. É o que revela pesquisa inédita do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostrada em reportagem de Soraya Aggege publicada na edição deste domingo do GLOBO. Os dados revelam que um criminoso ambiental tem apenas 14% de chances de sofrer punição ao fim do processo. E a pena pode ser substituída por doação de cestas básicas. ( Leia mais: Embrapa vai mapear fazendas que desmatam para criar gado no Pará )
Segundo o levantamento, um processo demora, em média, 5,5 anos, da investigação à sentença. Por causa da lentidão, principalmente nos inquéritos, que demoram até 4.206 dias, 15,5% dos processos acabam prescritos. Para que um crime ambiental seja reconhecido e as investigações iniciadas, a espera, em média, é de 74 dias. Na fase de investigação são, em média, 676 dias corridos. ( Blog Verde: Supermercados suspendem compra de carne de área desmatada da Amazônia )
- Tem havido um esforço da Polícia Federal, da Justiça, do governo, mas levará anos para que essas medidas, como a informatização dos processos judiciais, tragam resultados. A única saída imediata é garantir uma vigilância constante nas áreas de proteção - avalia um dos autores do estudo, o pesquisador Paulo Barreto.



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