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7.7.09

RIO - Depois da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC-Rio também vai fechar o cerco contra os estudantes que fumam maconha dentro do campus. De acordo com a reportagem de Lauro Neto e Wagner Gomes, na Megazine desta terça-feira, o vice-reitor comunitário, Augusto Sampaio, anuncia que seguranças vão fotografar os alunos que forem flagrados usando a droga. A medida, segundo ele, tem como objetivo identificar quem tenta driblar a fiscalização atual.
Opine: O que você acha da repressão às drogas nos campi?
A universidade não chama a polícia nesses casos. Em seu estatuto, prevê a criação de uma "comissão de inquérito" formada por dois professores do curso de Direito. Quando flagrados e identificados, os alunos têm o nome e a matrícula anotados pelos seguranças, que encaminham à comissão uma ata sobre o ocorrido. Os envolvidos são convidados a "depor". A punição varia: desde uma advertência verbal, se o "réu" for primário, à suspensão - gradativa, em caso de reincidência.
Na PUC paulistana, o combate ao uso de maconha começou há quase três meses . As rodinhas de estudantes no campus de Perdizes são desfeitas. A universidade criou ainda uma lista de usuários e orientou os seguranças a identificar quem acender "baseados" no Pátio da Cruz e na Prainha. Hélio Roberto Deliberador, pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias, diz que não fará vista grossa.
Ele conta que é a primeira vez na história da PUC-SP em que o tema é tratado assim e diz que vai manter a postura, pois "a droga causa dependência e deve ser eliminada".
Em março, o Centro Acadêmico 22 de Agosto, da Faculdade de Direito, fez enquete sobre o uso de drogas em suas dependências. Cerca de 800 dos 2.800 alunos deram opinião. Metade votou contra; 13% se disseram a favor; e 37% se mostraram indiferentes. Ficou proibido fumar maconha ali, onde, antes, havia até um espaço exclusivo, a "Toca".
Em março, o Centro Acadêmico 22 de Agosto, da Faculdade de Direito, fez enquete sobre o uso de drogas em suas dependências. Cerca de 800 dos 2.800 alunos deram opinião. Metade votou contra; 13% se disseram a favor; e 37% se mostraram indiferentes. Ficou proibido fumar maconha ali, onde, antes, havia até um espaço exclusivo, a "Toca".
O Globo On Line
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5.7.09
Cartéis como os 'Zetas' têm no seqüestro importante fonte de renda

Autoridades do Estado mexicano de Chiapas, no sul do país, anunciaram ter libertado um grupo de 51 centro-americanos em poder dos Zetas, um dos mais temidos cartéis que disputam o controle do tráfico de drogas no país.
As vítimas permaneceram dois dias em uma casa enquanto os seus raptores entravam em contato com as famílias e exigiam resgate. Oito pessoas ligadas ao grupo foram capturadas.
O grupo de imigrantes ilegais, a maioria de Honduras, foi interceptado próximo à comunidade de Palenque, quando se preparava para tomar um trem que cruzaria o país até a fronteira com os Estados Unidos.
As vítimas foram levadas a uma fazenda conhecida como La Victoria, na cidade de Tenosique, no Estado de Tabasco, a poucos quilômetros da divisa com a Guatemala.
Segundo as autoridades, alguns dos reféns conseguiram fugir e procuraram ajuda. Horas depois, o resto do grupo foi resgatado por um comboio militar formado por soldados do Exército mexicano e as polícias de Tabasco e Chiapas.
Sete dos seqüestradores foram presos na operação. Um deles foi capturado tentando se passar por um imigrante.

Atividade comum

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) mexicana afirmou que em média 1,6 mil seqüestros de imigrantes ilegais são cometidos no país por mês.
"É o pão de cada dia. Quando os imigrantes centro-americanos saem de nosso albergue, pedimos que tomem cuidado, porque entram na terra do seqüestro ", disse à BBC Alexander Solalinde, diretor da Casa do Migrante em Ixtepec, Oaxaca, no sul do México.
Ele afirma que há três anos integrantes dos Zetas seqüestram imigrantes ilegais na fronteira sul do país.
Estima-se que o faturamento gerado por estes crimes supere US$ 25 milhões por ano, de acordo com o relatório especial da CNDH sobre a atividade ilegal.
‘Los Zetas’ surgiram em 1998 com a deserção de 40 membros das forças especiais do Exército mexicano treinados em unidades de elite das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Washington considera o grupo como altamente perigoso, e países da América Central, como a Guatemala, vêem a organização como uma ameaça à sua segurança nacional.
O cartel chegou a ameaçar de morte o presidente guatemalteco, Álvaro Colom.

Alberto Nájar
Da BBC Mundo na Cidade do México
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Gabriel (nome fictício) experimentou maconha aos 14 anos. Estudioso e sem nunca ter preocupado os pais, o adolescente foi aprovado no primeiro vestibular para o curso de Engenharia Elétrica aos 17 anos. Na universidade se tornou viciado em drogas, o que o levou a nove meses de internação em uma clínica particular para dependentes químicos.
A curiosidade própria da idade, a frustração com o fim de um namoro de dois anos, a predisposição, o convívio com colegas e professor usuários, segundo a mãe, foram motivos para a mudança de comportamento do adolescente, hoje com 22 anos. “Ele começou a faltar aula do estágio, perdeu o semestre, não tomava banho. Trocou o dia pela noite”, afirmou a mãe de Gabriel que não quis se identificar.
Ela já procurou tratamento para o filho em Barbacena-MG, Birigui-SP e em Uberlândia. “Hoje ele está em uma fase de estabilidade, apesar de não estar abstinente”, disse. “Ele já usou várias drogas: cocaína, crack, mas a fissura dele é pela maconha”. Gabriel foi internado sem o seu consentimento. “Não tive outra escolha”, disse a mãe, que também precisou se tratar de depressão.
No Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e outras Drogas (Caps AD), dos 118 pacientes, 19 têm de 12 a 17 anos e, segundo a coordenadora e psicóloga Elaine Bordini Villar, diferentemente dos adultos, a procura por tratamento para os jovens não é espontânea. “O desejo que eles se tratem é sempre do outro, do pai, da mãe, do cuidador ou do juiz. Eles mesmos acham que não têm problema”, disse.
Diferentemente de Gabriel, a maioria destes jovens está fora da escola e tem histórico de repetência e evasão escolar. Ainda de acordo com a coordenadora, quando eles tentam retornar aos estudos, têm dificuldade de adaptação. “As instituições de ensino têm dificuldade de lidar com as diferenças, não estão preparadas para receber estes jovens”, disse Elaine Villar.
Imaturidade, dificuldade de aceitar limites, autoafirmação, fragilidade familiar e amizade são alguns dos motivos que levem ao vício, de acordo com ela. “É todo um contexto. Nessa idade, logicamente, eles são muito imaturos e ficam apaixonados pela droga, não conseguem enxergar os riscos. Grande parte dos adultos que se tratam aqui também começou o uso na adolescência”, afirmou a psicóloga.
Em sua maioria são jovens de classe social baixa, mas Elaine Villar já recebeu jovens de famílias de classe média alta. “Atendi um menino que estudou em escola particular e tinha uma mãe presente. Com 16 anos fazia pequenos furtos pela aventura de fazer o que é errado, porque dinheiro ele tinha.”

Crimes envolvendo jovens estão ligados a drogas
O promotor de Justiça da Infância e da Juventude da comarca de Uberlândia, Jadir Cirqueira de Souza, afirma que a maior parte dos jovens que chega ao seu gabinete tem de 14 a 17 anos, vai por intermédio da mãe, quase nunca pelo pai, e é pobre, de família fragilizada socialmente e desinformada. “As drogas atingem todas as camadas da sociedade, mas os ricos não nos procuram, pedem ajuda em clínicas particulares”, afirmou Cirqueira.
Ainda de acordo com o promotor, 90% dos crimes envolvendo jovens estão relacionados a entorpecentes. “Se não é tráfico, é roubo, geralmente para comprar drogas”, disse.Segundo levantamento da 9ª Região de Polícia Militar, do total de pessoas presas por tráfico de drogas até maio deste ano, 18% são menores de idade. No ano passado, neste mesmo período este número correspondia a 26% dos adultos.
Cirqueira afirma que os programas públicos que atendem a essa camada da sociedade são falhos e insuficientes, motivo pelo qual ele ajuizou uma ação pública contra o Município cobrando programas que se adaptam ao sistema de proteção psicossocial voltado ao combate das drogas. “Os jovens que são tratados no Caps devem representar 0,1% dos que precisam de ajuda. Só no dia 22 de junho, recebi sete jovens aqui”, afirmou.
O promotor trabalha nesta área há 19 anos e conta que, de todos os municípios pelos quais passou, somente os que trabalham com programas educativos de repreensão às drogas tiveram redução no número de jovens usuários. “Cidades como Uberlândia que trabalham com sistema punitivo não têm o número de usuários reduzido. Ação judicial e policial é uma parte imprescindível, mas é o que menos efeito produz”, disse o promotor.
Pai de família, o Cirqueira afirma que a participação dos pais na vida do jovem é ainda maior do que antigamente. “Os pais precisam saber que o filho é um sujeito, que precisa ter direito, ter voz, dizer o que sente, o que pensa, do que gosta. Ele tem deveres, mas direitos também”, afirmou.

Curiosidade própria da idade é um dos motivos que levam ao uso de drogas

Falta figura de pai para os menores

No Centro Sócio Educativo de Uberlândia (Ceseu), dos 119 jovens internos com idades entre 12 e 17 anos, de 60% a 70% são criados pelos avós e o restante são filhos de mães separadas ou solteiras, segundo levantamento do Comissariado de Menores. “Vai desvinculando o sentido de família e isso é um agravante, porque, como os jovens do Ceseu são homens, eles não têm a presença paterna. Tem só a mãe que precisa trabalhar e os deixam sozinhos, à mercê do destino”, afirmou Célia Firmino de Menezes, comissária de Justiça da Infância e Juventude.
De todos os meninos, uma média de 90% já fez uso de maconha ou tabaco, 30% já usaram crack e uma minoria assume ter usado álcool. Entre as infrações, como homicídio, tráfico, estupro, a maioria dos jovens, cerca de 90%, foi aprendida por roubo ou furto.“Geralmente isso é para sustentar o vício. Já vi casos de traficante matar por causa de R$ 8”, disse a comissária.
Grande parte destes meninos fez uso de alguma substância psicoativa a partir dos 9 anos, por intermédio de um vizinho ou parente. De com acordo Elaine Firmino, as famílias as quais eles pertencem são de baixa renda e recebem até dois salários mínimos. “Nessa idade, eles querem um boné, um tênis e por isso furtam e traficam. Estão encantados, partindo para a fase adulta, mas ainda são crianças. Os meninos que vejo têm dois extremos, ou tímidos demais ou muito agressivos.”
Ainda segundo a comissária, é frequente a reincidência no Ceseu, onde os meninos podem permanecer entre 45 dias e 3 anos, dependendo da gravidade da infração. “As mães não conseguem controlar em casa e eles pedem limites”, afirmou.
Para Firmino, nestes casos é preciso tratar a família inteira, para se adequar e receber o filho que passou por reabilitação.“Tem que despertar também para o lado da saúde. A dependência química é genética. A pessoa nasce com propensão para usar, ou porque o pai bebe, ou para acobertar uma outra doença, um trauma, uma timidez”, disse a comissária.

Pai não acha que filho se recupera
Na porta do Ceseu, o aposentado Adalto (nome fictício) espera sua vez para visitar o filho caçula de 14 anos, apreendido por tráfico de drogas. Na mão do pai, um saco com bananas, livros e cartas dos três irmãos mais velhos, todos formados em curso superior. Um deles, mestre pela Universidade Estadual de Campinas. “Trouxe as cópias dos diplomas para mostrar para a psicóloga e ninguém duvidar de mim. Sou um pai carinhoso, meus filhos são bons, mas hoje em dia está difícil. Os maconheiros vão para a porta da minha casa e, como ele é menor, pagou o pato”, afirmou o aposentado.
O menino, que está no 7º ano do ensino fundamental, foi preso há 10 dias no bairro Morumbi e, segundo o pai, além de traficar, consome drogas. “Tenho fé que ele melhore, mas do jeito que está desobediente é mais fácil ir para cadeia do que voltar para escola”, afirmou.
Segundo Adalto, tudo começou depois que se mudou com a família para o bairro Morumbi, zona Leste da cidade, há cerca de sete anos. Na esperança de reverter a situação do filho, o aposentado está de mudança para o bairro Segismundo Pereira, antes que o filho saia do Ceseu. “O advogado falou que em 40 dias ele sai e quero já estar longe daquele lugar”, disse.

Jovens pedem dinheiro para sustentar o vício
Em um semáforo da cidade, os amigos Jonas e Alísson tiram seu sustento. O dinheiro, também conseguido ao vigiar carros na rua, vai todo para a compra de crack. “Comida ninguém nega, mas droga só dão quando querem viciar a gente. Depois que se vicia, só querem te vender”, disse Jonas, de 22 anos. “Gasto uns R$ 35 por dia com sete pedras”, afirmou Alísson, de 19 anos.
Apesar de já terem atingido a maioridade, os dois rapazes são usuários de droga desde a adolescência. O consumo do crack aconteceu depois de terem saído de casa e ido morar na rua, há cerca de dois anos. Eles contam que dormem em uma casa abandonada, onde além de consumir droga, conversam sobre o futuro. “Essa noite eu até falei para ele, o que vai ser da gente daqui um tempo. Tenho uma filha de 5 anos e olha o exemplo que estou dando para ela”, afirmou o mais velho que já foi preso três vezes e diz vir de uma família estruturada e que saiu de casa por vontade própria.
Alísson conta que saiu da casa da mãe depois de uma discussão com o padrasto. “Eles bebem muito. Um dia, ele bateu nela, entrei no meio e bati nele. Ela disse que nós dois não podíamos morar na mesma casa. Então, saí e aqui fora acabou minha vida”, afirmou o jovem que não conheceu o pai, já estudou inglês, informática e sonha com um futuro melhor. “Tenho vontade de ter uma esposa, filhos, um carro, mas nem minha mãe me quis”, disse ele. “Outra hora penso que posso amanhecer morto.”
Ambos afirmam ter experimentado crack por curiosidade e por incentivo de colegas. Também não negam que já roubaram para comprar a droga. “Tem hora que as pessoas dão bobeira, pedem para serem roubadas. Penso: isso aqui dá para comprar tantas pedras e pego. Quem está nessa e fala que não rouba, é mentira”, disse Jonas. “As pessoas viram as costas para gente. Somos maltratados, principalmente pela polícia. A culpa é da minha mãe e minha também. Eu escolhi assim”, disse o mais novo.
Fase é propícia a novas experiências
Os adolescentes passam por um processo de transição do estado infantil para o adulto, quando são cobrados pela sociedade sobre os caminhos que seguirão. É quando também encontram novas atividades de lazer, buscam por modelos de identidade, a aceitação do grupo onde estão inseridos e fazem a escolha profissional. “Apresenta-se ao jovem um novo estilo de vida”, disse a psicóloga Natália Fontes Caputo de Castro que trabalha com adolescentes dependentes químicos e com outras compulsões.
Segundo a profissional, é neste período que o adolescente se torna vulnerável a vários tipos de experimentação, entre elas, as drogas. “E quanto mais cedo experimentarem substâncias psicoativas, maior o risco de se tornarem usuários e dependentes químicos”, disse.
Sobre bebidas alcoólicas, a especialista fala de um estudo feito pelo governo federal, realizado em 2007, o primeiro levantamento nacional sobre o padrão de consumo de uso de álcool no País. Dentre a população geral, 14 milhões de adolescentes, entre 14 e 17 anos, foram ouvidos, dos quais 35% consomem bebidas alcoólicas uma vez no ano e 24% fazem uso mensalmente. “Esse dado é muito alto quando falamos de jovens”, disse a psicóloga.
Para a profissional, os motivos da dependência química são multifatoriais, como genética, hereditariedade, social, psicossocial e influências do meio de comunicação, entre outros. “Há relatos de pessoas que usam maconha uma única vez e desenvolvem um surto de esquizofrenia. A pessoa já tem um núcleo psicótico que não sabia que existia e a maconha, diferentemente do que se fala, é droga e vicia”, afirmou.
Para a psicóloga, a prevenção deve iniciar com crianças de 10 anos, inclusive para drogas lícitas, como o álcool e o tabaco. “Eles já deveriam entender sobre esses riscos desde cedo. Talvez não se falando diretamente sobre o assunto, mas ensinando o que é uma vida prazerosa, sem vícios. Deve ter um conjunto de ações”, disse a especialista.

Correio de Uberlândia
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3.7.09
Uma idéia que já havia amadurecido há cerca de um mês terminou num gesto desesperado na madrugada de quinta-feira.
Querendo se livrar da dependência da cocaína, o adolescente Tiago (nome fictício), 16 anos, procurou uma base da Guarda Municipal, entregou 51 porções de droga de uso pessoal e pediu para ser preso. Sua intenção era receber tratamento, mesmo que atrás das grades.
Tiago estava em sua casa, no bairro Nova Esperança, zona leste de Sorocaba, e havia consumido 19 “balas” (porções) de cocaína quando, por volta das 3h, decidiu procurar pelos guardas municipais que passam a noite em uma base do bairro. “Eu tentei ser preso porque queria que todo meu acesso às drogas fosse cortado”, afirma o jovem, que só na noite de anteontem gastou em cocaína R$ 400 que havia ganho em bicos como pintor.
Tiago usa cocaína há seis meses. “Dinheiro para pagar um tratamento em clínica nós não temos”, diz uma irmã.Para o promotor da Vara da Infância e Juventude, Antônio Farto Neto, o rapaz precisa de tratamento, não de internação. Após prestar depoimento, ele foi liberado.

Nais e Caps farão o acompanhamento
Ontem à tarde Tiago começou a participar das atividades no Clube do Nais, braço da Secretaria da Juventude que lida com adolescentes envolvidos em delitos. Lá ele receberá acompanhamento psicológico.
O tratamento médico deverá ser conduzido pelo Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) Jovem, da Secretaria de Saúde, que trata, de graça, de menores dependentes químicos.


Jornal Bom Dia
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Bento Gonçalves – A Justiça determinou que a Prefeitura custeasse o tratamento de desintoxicação de dois menores em uma clínica de reabilitação. Na manhã de ontem, eles foram encaminhados para o Hospital Petrópolis, em Porto Alegre. Há 12 dias, os adolescentes estavam internados no Tacchini onde permaneciam 24 horas por dia algemados e sob escolta policial.
Segundo o promotor Élcio Resmini Meneses, a escolta foi determinada pela juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo, depois de inúmeras tentativas de manter os adolescentes internados. O presidente do Conselho Tutelar, Moacir Camerini confirma que os dois menores são infratores e um deles já sofreu duas tentativas de homicídio.

Medidas urgentes
Para Meneses, responsável pelo processo a pedido do Conselho Tutelar, a medida abre um precedente para discutir a situação dos dependes químicos no município. “É preciso acelerar e viabilizar um espaço adequado para atender pacientes que precisam de internação”, pondera Meneses.
“Ele quebrou até as paredes de casa”
Sob o domínio do crack, um adolescente levou o irmão de 11 anos, hoje com 13 anos, para a pedra. Na tarde de ontem o adolescente, de 16 anos, foi encaminhado para uma Clínica de reabilitação em Porto Alegre enquanto o irmão de 13 anos continua internado e algemado, no hospital Tacchini.
A mãe dos menores, uma empregada doméstica, moradora do bairro Municipal, se diz aliviada com a possibilidade de reabilitação de um, mas apreensiva com a situação do outro filho que permanece algemado à cama.
No final da tarde de ontem, ela aguardava uma determinação da Justiça para manter um policial militar na escolta do filho, durante 24 horas. “Ele não aceita o tratamento e quer fugir”, diz a mãe.“Prefiro ver meu filho algemado a ser agredido ou morto. Nossa vida se tornou um inferno há três anos e isso tem que ter fim. Eu percebi muito tarde. Fiquei completamente desorientada e comecei a buscar uma saída na polícia, no hospital, no Ministério Público e no Conselho Tutelar. Chequei a implorar por ajuda”, desabafa a mãe.
Chorando muito, a mãe conta que o filho de 16 anos já levou três tiros, um no braço, na perna e no terceiro, o projétil continua alojado próximo ao coração. “Não criei meu filho para ser bandido”. E relata:
- Não tenho nada dentro de casa. Ele quebrou até as paredes, agressões verbais se tornaram rotina. Uma vez me jogou pedras. Tudo pela droga.


Jornal Gazeta
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2.7.09

SÃO PAULO - O principal suspeito do assassinato da dona-de-casa Ana Maria Sanches de Castro, de 59 anos, se entregou à Polícia Civil nesta quarta-feira. Trata-se do sobrinho dela, Rafael Castro Santiago, de 25 anos. Segundo a polícia, o jovem confessou ter matado a tia porque ela tentou impedi-lo de sair de casa para usar drogas.
O corpo de Ana Maria foi encontrado com marcas de facadas dentro da casa dela, em São Caetano do Sul, no ABC, na última terça-feira. Rafael morou com a tia por 20 dias e estava desaparecido desde o dia do crime.



O Globo On Line
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1.7.09
Unidades vão tratar usuários de crack, álcool e outros entorpecentes

Rio - A expansão do consumo de drogas como crack, álcool, solventes e cocaína, principalmente entre jovens e adolescentes, levou o Ministério da Saúde a lançar ontem o “plano de emergência para combate ao uso nocivo de álcool e drogas”. O objetivo prioritário é o atendimento de 12 mil usuários de crack, de acordo com o governo federal. No Rio, serão abertos 11 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 329 leitos de referência para o tratamento de problemas relacionados ao álcool e drogas.
Para isso, R$117,3 milhões serão investidos em prevenção e tratamento em todo País.
“Infelizmente, o consumo de algumas drogas atinge de forma predominante crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Este plano está voltado exatamente para atacar esses problemas”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que trabalha em parceria com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos.
Segundo o ministério, os 11 CAPS do estado serão instalados em dez cidades: Rio, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Niterói, São João de Meriti, Campos, Petrópolis e Volta Redonda. Em todo País serão 92 novos CAPS.
As ações são direcionadas aos 100 maiores municípios brasileiros — com mais de 250 mil habitantes — e a oito de fronteira, totalizando 108 municípios. Essas cidades somam 77,6 milhões de habitantes — 41,2% da população nacional.

Prefeitura: Rio tem 32 ‘cracolândias’

O Rio tem 32 ‘cracolândias’, segundo mapeamento feito pela prefeitura, divulgado em maio por O DIA. Nove delas ficam no Centro, cinco em Bonsucesso e, empatados com quatro pontos de venda da droga, estão Madureira e Engenho Novo. No mapa, também são citadas ‘cracolândias’ em Deodoro, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Vila Isabel, Copacabana e Catete.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, 500 crianças e adolescentes viciados em crack perambulam pelo Rio. A explosão da droga na cidade gerou problema alarmante: a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis e Aids entre menores de idade.

PÂMELA OLIVEIRA
RIO DE JANEIRO


O DIA ONLINE
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Use o carro contra o crack

Hoje pela manhã, no saguão da agência central do Banrisul (Rua Capitão Montanha, 177, em Porto Alegre), ocorreu o lançamento dos adesivos da campanha Crack, Nem Pensar. O banco estatal gaúcho aderiu à campanha lançada em maio pelo Grupo RBS.Após a apresentação de uma esquete teatral, o material foi distribuído a clientes que entravam na agência. Serão distribuídos um total de 1 milhão de adesivos no RS e em SC.


Zero Hora
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É meia-noite. Maria volta para casa. Bairro pobre, periferia, ruas quase escuras, com raras e distantes lâmpadas. Como sempre, Maria vinha do trabalho de fazer salgados, em festa de aniversário de gente rica. Vinha cansada do trabalho nas tardes e noites de pouco ganho. Tinha que madrugar, porque de dia era arrumadeira na casa rica do seu Alcides. Queria um pouco de cama, de sossego e quem sabe algum sonho feliz, afinal Deus existe... Ainda longe, divulgou agitação lá por sua casa. Tinha Rádio Patrulha, gente, movimento e faladeira alta. Apressou o passo cansado, chegou à sua casa, que já não era casa; era monte de tijolos, tudo destruído por um fogo que ainda lambia os restos do que eram telhado, porta e as duas únicas janelas. Horror, os vizinhos calavam a boca, abriam alas para ela se achegar ao que era seu e nada mais era. O cabo da RP foi delicado. Também tinha nascido na pobreza e entendia que Maria, agora, estava mais que na pobreza, sozinha no mundo. Nem queria perguntar ou falar, nem tinha olhos e lágrimas pra chorar. O cabo deu a notícia que não precisava, ela já sabia. Foi seu filho, dona Maria! Chegou doidão, xingando o mundo e todo mundo. A senhora sabe, cheio de crack, parece que de mistura também maconha. Disse que a senhora sabia, ele já tinha ameaçado, toda a rua sabia, porque Dió e Xeda eram seus amigos juntos na droga e na fogueira – último sonho e haver da dona Maria. Ninguém pulou na frente pra falar ou defender – afinal, a sua rua, seu bairro, seu alto, sua cidade, o mundo todo, era uma droga só. Não adiantava protestar nem pedir, porque a sua casa poderia ser a próxima fogueira. Fazer um B.O., o cabo disse que podia, mas já sabia. Chegariam à delegacia, já teriam advogado na porta. Não eram traficantes, apenas usuários de droga. Já eram conhecidos e não poderiam ficar presos. Veja, senhor delegado, não tem uma pedrinha qualquer no bolso!... E logo estariam de volta para as ruas e seu mundo imundo. A Maria, nesta história? Pra que ir à delegacia fazer sua queixa? O pessoal de serviço já estava cheio de histórias iguais e até piores, como o Arceu, que queimou a casa com a mãe lá dentro, saiu e sumiu no mundo... E a Antônia, o seu Pedro da carroça? A Artemira, estuprada, com a filha de quinze aninhos e sonhos, que teria de virar puta, porque a mãe tinha que comer e ficou lelé da cuca? Que mundo era este que Deus esqueceu... ou não existe?
Amigos que me leem, os nomes não são estes, mas as pessoas são. Atendo num ambulatório da pobreza, uma noite apenas por semana – mas cada vez encontro uma nova Maria, Artemira, Antônia ou Pedro. Este é o meu caminho ao redor do mundo, onde encontro alguns exemplos, mas agora é de nós todos – porque, hoje, ricos, remediados e miseráveis estão todos criados na merda social das drogas. Deste vasto adubo nascem desgraças diárias, de que nós, privilegiados, tentamos fugir – mas trombamos logo ali adiante. Todo mundo, toda a imprensa, todos os políticos e chefes de estado contam escândalos, roubos, mortes, instalam inquéritos e ordenam leis, mas a droga fica à parte, é perigosa, temida, ameaça... e o medo cala o mundo. Eu já escrevi sobre esta desgraça; tenho pensado e sofrido com seus personagens – e penso que descobri um jeito de “chegar lá”. Vou contar em outra crônica. Não tenho medo, porque o drogado não é criminoso – é vítima, precisa de tratamento.

João Gilberto Rodrigues da Cunha
Médico e pecuarista


Jornal da Manhã
Uberaba
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Com o objetivo de alertar a comunidade escolar sobre os malefícios que o crack causa na vida do ser humano, a Polícia Civil vem realizando palestras nas escolas da rede pública e privada do município. O evento conta com o apoio de empresas locais e é realizado em parceria com o Consepro, Rede Jovem e Associação de Jovens Amigos Voluntários de Igrejinha. Segundo o agente Jairo Almeida dos Reis, da DP de Igrejinha, desde o mês de maio já foram realizadas 20 palestras, de um total de 40, as quais estão programadas para ocorrer até a primeira quinzena do mês de julho, atingindo os alunos a partir da 5ª série do Ensino Fundamental e 1ºs anos do Ensino Médio.
As palestras são realizadas para grupos de até 100 alunos a fim de que o assunto seja melhor aproveitado. São mostrados slides com os danos causados pela droga na vida familiar, educacional e profissional do usuário. Conforme levantamento de dados realizados pelos agentes da Polícia Civil, em Igrejinha cerca de 60% dos delitos registrados são praticados devido o uso do crack, sendo que mais de 50% dos usuários possuem idade entre 18 e 30 anos e cerca de 20% dos menores infratores, atendidos pelo Conselho Tutelar, são usuários da droga.
Durante as palestras também são sorteadas camisetas aos alunos com a frase: “CRAQUE NÃO USA CRACK”, além de serem distribuídos folders que alertam sobre os sintomas da epidemia e orientam a comunidade a participar do Disque-Denuncia através do fone (51) 3545-1190, a fim de que novos pontos de tráfico sejam desbaratados. De acordo com os agentes, durante os encontros são citados casos que são atendidos diariamente na Delegacia de Polícia, de adolescentes que estão se prostituindo por causa da “pedra”, que furtam objetos de dentro de casa e pais de família que chegaram a vender até a própria casa para sustentarem o vício.
A iniciativa cita ainda casos de usuários que buscam ajuda para recuperação, os quais são encaminhados ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), localizado na Rua 7 de Setembro, 964, Bairro Bom Pastor, em Igrejinha, e o Desafio Jovem de Três Coroas.



Diário de Canoas
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colaboradores: carmen e maria celia

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