notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
15.6.09
Corumbá – Os registros de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram nesses primeiros cinco meses de 2009. Foram 17 registros que estão sendo investigados pela Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Daiji). Todas as crianças são ouvidas pela psicóloga Nadja Chauvet, de 45 anos, que também presta serviços à Delegacia da Mulher. Ela ainda é requisitada pelos delegados do 1º Distrito Policial para acompanhar o depoimento de crianças e adolescentes acusados por crimes e atende casos de violência contra a mulher.
“Pais e crianças estão confiando mais no trabalho da polícia e nos procurando para relatar casos de estupro ou tentativas de agressão sexual em família, porque quando as vítimas são crianças o agressor na maioria das vezes está bem próximo, é um padrasto, um tio, um enteado”, afirmou a psicóloga ao Diário.
“Ainda vivemos resquícios da ditadura, quando vigorou a censura de informação e liberdade de expressão, e hoje tentamos estabelecer a cultura da paz, da educação e conscientização, para que os direitos de todos sejam respeitados. As pessoas estão perdendo o medo de falar a verdade, expor seus problemas, de denunciar. A própria criança agora está construindo outra ideia de família. Antes, era educada a não falar com estranhos, que eram indicados como perigosos. Hoje sabe que alguém da família também pode ser perigoso. As escolas têm sido ótimas parceiras da polícia. A internet ajudou a construir uma nova mentalidade, é uma coisa boa, mas também pode excitar, estimular maus costumes. Então estamos a procura do meio termo, do equilíbrio”, acrescentou. Veja os principais pontos da sua entrevista.
Impacto na saúde
“A desestrutura familiar é um dos fatores da violência. Mas existem fatores financeiros. A violência só existe porque temos de sobreviver, temos de resistir a todas as situações que a sociedade impõe. E essas pessoas que se envolvem com a violência são normalmente fragilizadas, não têm condição de vida saudável, às vezes enfrentam a desnutrição, e isso vai construindo uma situação violenta em torno da pessoa. No livro ‘O impacto da violência na Saúde’ há uma constatação de que a violência não é apenas um problema de Justiça, mas também de saúde, porque gera muita morte, muitos acidentes, lesões, provoca impactos violentos e prejuízos ao poder público. A violência é o terceiro indicador de morte no País. É assustador, porque além de provocar mortes, está matando muitos jovens.”

Jovem foi esquecido
“A bebida, a droga, a questão da lei infringida por eles, estamos em busca de uma solução para resolver isso. Como medida inicial sou favorável à redução da idade penal, até que sejam implantadas outras medidas fortalecedoras. O País custou a descobrir que o jovem é que estava sofrendo mais. Tínhamos políticas para crianças e para adultos, e durante muitos anos o adolescente e o jovem ficaram esquecidos. Um exemplo está na área de saúde, onde temos médicos para crianças e adultos, mas não temos médicos para adolescentes, para atender toda essa transição, essas mudanças. O adolescente passou a ser responsabilidade unicamente da família. E para quem não tem família…De quem é a responsabilidade? Passou a ser do Estado. Mas o Estado não está sabendo digerir isso.”

Gravidez de menores
“Os jovens hoje os mais agredidos, sofrem mais violência, porque não há uma diretriz para eles. Devemos encarar os jovens não como um problema, mas como uma solução para o País. Escolas em período integral podem fornecer limites e diretrizes que eles não encontram em casa. Os jovens se perdem porque a criminalidade gera dinheiro, liberdade, sexo à vontade, tudo parece ser mais vantajoso. Além de tudo, eles são manipulados. Todo mundo é educado para o bem ou para o mal. Eles podem ser educados para o mal, para o tráfico de drogas, para a bebida. Percebemos muito esse aspecto quando ocorre gestação entre menores. Elas se sentem com poder quando se relacionam com um traficante. Ocorre o fato de várias meninas engravidarem do mesmo homem. Elas entendem que assim têm o poder. Não tem família, não tem um lar, não tem dinheiro, não tem emprego, não tem escola, mas tem um filho. É uma questão de posse.”

Turismo e comércio sexual
“Trabalhamos com desencadeadores de problemas. Por que a prostituição e o índice de violência estão aumentando em Corumbá? O fator social é muito grave. Para muitas meninas é mais fácil se prostituir do que trabalhar. Quando fiz uma pesquisa de prostituição em Corumbá existia o fantasma do turismo. Todo mundo dizia que aqui a prostituição era grande por causa do turismo. Mas essa tese caiu por terra. O turismo não aumenta a prostituição. O turista procura as boates, casas fechadas. A prostituição ocorre o ano inteiro, é formada por meninas daqui mesmo, elas não vêm de fora. A prostituição em Corumbá é muito grande, não só de solteiras, como de casadas. Elas não têm mais referência em casa, não querem estudar. Por isso é ótima a proposta de escola integral.”

Responsabilidade familiar
“Acredito que as pessoas menos favorecidas não recebem influência de internet e televisão. Na verdade, o que ocorre é a ociosidade mesmo, falta do que fazer. A maioria dos meninos está sem estudar, sem o primeiro grau completo. O maior exemplo foi o crime cometido por um menino de 16 anos (homicídio qualificado, domingo, 7 de junho, em Corumbá). Ele já tinha passagem pela polícia no interior, por causa de roubo de carro. Tem a quinta série incompleta. Nesse caso, a família não tinha nenhuma responsabilidade sobre ele. Penso que uma família nessa situação, que não deu condições para a criança crescer com integridade, não deve ter nenhum benefício social. Posso ser radical demais, mas quem deveria ter benefícios do governo seriam só famílias que produzem crianças de bem, com cultura para o País.”

Estuprador próximo
“De acordo com nossos indicadores, nos casos de estupro geralmente os causadores são pessoas próximas das crianças. Não é um estranho. Até bem pouco tempo, a criança era educada a ter medo do estranho, do bêbado, do mal vestido. Esqueceram de alertar que o próximo também podia agredir. A criança confiava cegamente nas pessoas próximas, no padrasto, enteado, primo, tio. Além disso, quem estupra gera medo, ameaça tirar o que a criança mais ama – teve um que ameaçava cortar a cabeça da avó da vítima. No caso de vítimas adultos, ocorre pela facilitação e o estupro quase sempre é ocasionado por estranhos. Na verdade, o estupro é quase sempre presumido. Antes dos 14 anos qualquer pessoa que passou por ato sexual é presumidamente vítima de estupro, mas às vezes nem se trata mesmo de estupro. A vítima e o autor não consideram estupro, às vezes são namorados, a família permite. Mas a lei entende que é estupro e por isso têm de ser indiciados.”

Bebê por droga
“Já recebi uma oferta de uma presidiária, traficante, usuária de crack, que me deixou chocada. Ela queria me dar sua filha, um bebê de nove meses, em troca de duas pedras de crack. Foi uma paciente que atendi dentro do presídio feminino. Ela não tinha mais nada para me oferecer e me ofereceu o bebê dela. Depois, quando a menina estava com um ano e pouco, já não convivia mais com ela no presídio, a mãe dela descobriu que ela tentava de novo trocar a criança por droga. Perdeu a noção completamente, perdeu o afeto familiar, não tinha mais vínculo com a criança. É questão de consciência. Precisamos trabalhar essa questão de identidade dentro da escola, com meninos e meninas, para que casos como esses não ocorram, para tentar construir um País melhor.”

Nelson Urt


Midiamax News
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:50  comentar

Corumbá – Os registros de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram nesses primeiros cinco meses de 2009. Foram 17 registros que estão sendo investigados pela Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Daiji). Todas as crianças são ouvidas pela psicóloga Nadja Chauvet, de 45 anos, que também presta serviços à Delegacia da Mulher. Ela ainda é requisitada pelos delegados do 1º Distrito Policial para acompanhar o depoimento de crianças e adolescentes acusados por crimes e atende casos de violência contra a mulher.
“Pais e crianças estão confiando mais no trabalho da polícia e nos procurando para relatar casos de estupro ou tentativas de agressão sexual em família, porque quando as vítimas são crianças o agressor na maioria das vezes está bem próximo, é um padrasto, um tio, um enteado”, afirmou a psicóloga ao Diário.
“Ainda vivemos resquícios da ditadura, quando vigorou a censura de informação e liberdade de expressão, e hoje tentamos estabelecer a cultura da paz, da educação e conscientização, para que os direitos de todos sejam respeitados. As pessoas estão perdendo o medo de falar a verdade, expor seus problemas, de denunciar. A própria criança agora está construindo outra ideia de família. Antes, era educada a não falar com estranhos, que eram indicados como perigosos. Hoje sabe que alguém da família também pode ser perigoso. As escolas têm sido ótimas parceiras da polícia. A internet ajudou a construir uma nova mentalidade, é uma coisa boa, mas também pode excitar, estimular maus costumes. Então estamos a procura do meio termo, do equilíbrio”, acrescentou. Veja os principais pontos da sua entrevista.
Impacto na saúde
“A desestrutura familiar é um dos fatores da violência. Mas existem fatores financeiros. A violência só existe porque temos de sobreviver, temos de resistir a todas as situações que a sociedade impõe. E essas pessoas que se envolvem com a violência são normalmente fragilizadas, não têm condição de vida saudável, às vezes enfrentam a desnutrição, e isso vai construindo uma situação violenta em torno da pessoa. No livro ‘O impacto da violência na Saúde’ há uma constatação de que a violência não é apenas um problema de Justiça, mas também de saúde, porque gera muita morte, muitos acidentes, lesões, provoca impactos violentos e prejuízos ao poder público. A violência é o terceiro indicador de morte no País. É assustador, porque além de provocar mortes, está matando muitos jovens.”

Jovem foi esquecido
“A bebida, a droga, a questão da lei infringida por eles, estamos em busca de uma solução para resolver isso. Como medida inicial sou favorável à redução da idade penal, até que sejam implantadas outras medidas fortalecedoras. O País custou a descobrir que o jovem é que estava sofrendo mais. Tínhamos políticas para crianças e para adultos, e durante muitos anos o adolescente e o jovem ficaram esquecidos. Um exemplo está na área de saúde, onde temos médicos para crianças e adultos, mas não temos médicos para adolescentes, para atender toda essa transição, essas mudanças. O adolescente passou a ser responsabilidade unicamente da família. E para quem não tem família…De quem é a responsabilidade? Passou a ser do Estado. Mas o Estado não está sabendo digerir isso.”

Gravidez de menores
“Os jovens hoje os mais agredidos, sofrem mais violência, porque não há uma diretriz para eles. Devemos encarar os jovens não como um problema, mas como uma solução para o País. Escolas em período integral podem fornecer limites e diretrizes que eles não encontram em casa. Os jovens se perdem porque a criminalidade gera dinheiro, liberdade, sexo à vontade, tudo parece ser mais vantajoso. Além de tudo, eles são manipulados. Todo mundo é educado para o bem ou para o mal. Eles podem ser educados para o mal, para o tráfico de drogas, para a bebida. Percebemos muito esse aspecto quando ocorre gestação entre menores. Elas se sentem com poder quando se relacionam com um traficante. Ocorre o fato de várias meninas engravidarem do mesmo homem. Elas entendem que assim têm o poder. Não tem família, não tem um lar, não tem dinheiro, não tem emprego, não tem escola, mas tem um filho. É uma questão de posse.”

Turismo e comércio sexual
“Trabalhamos com desencadeadores de problemas. Por que a prostituição e o índice de violência estão aumentando em Corumbá? O fator social é muito grave. Para muitas meninas é mais fácil se prostituir do que trabalhar. Quando fiz uma pesquisa de prostituição em Corumbá existia o fantasma do turismo. Todo mundo dizia que aqui a prostituição era grande por causa do turismo. Mas essa tese caiu por terra. O turismo não aumenta a prostituição. O turista procura as boates, casas fechadas. A prostituição ocorre o ano inteiro, é formada por meninas daqui mesmo, elas não vêm de fora. A prostituição em Corumbá é muito grande, não só de solteiras, como de casadas. Elas não têm mais referência em casa, não querem estudar. Por isso é ótima a proposta de escola integral.”

Responsabilidade familiar
“Acredito que as pessoas menos favorecidas não recebem influência de internet e televisão. Na verdade, o que ocorre é a ociosidade mesmo, falta do que fazer. A maioria dos meninos está sem estudar, sem o primeiro grau completo. O maior exemplo foi o crime cometido por um menino de 16 anos (homicídio qualificado, domingo, 7 de junho, em Corumbá). Ele já tinha passagem pela polícia no interior, por causa de roubo de carro. Tem a quinta série incompleta. Nesse caso, a família não tinha nenhuma responsabilidade sobre ele. Penso que uma família nessa situação, que não deu condições para a criança crescer com integridade, não deve ter nenhum benefício social. Posso ser radical demais, mas quem deveria ter benefícios do governo seriam só famílias que produzem crianças de bem, com cultura para o País.”

Estuprador próximo
“De acordo com nossos indicadores, nos casos de estupro geralmente os causadores são pessoas próximas das crianças. Não é um estranho. Até bem pouco tempo, a criança era educada a ter medo do estranho, do bêbado, do mal vestido. Esqueceram de alertar que o próximo também podia agredir. A criança confiava cegamente nas pessoas próximas, no padrasto, enteado, primo, tio. Além disso, quem estupra gera medo, ameaça tirar o que a criança mais ama – teve um que ameaçava cortar a cabeça da avó da vítima. No caso de vítimas adultos, ocorre pela facilitação e o estupro quase sempre é ocasionado por estranhos. Na verdade, o estupro é quase sempre presumido. Antes dos 14 anos qualquer pessoa que passou por ato sexual é presumidamente vítima de estupro, mas às vezes nem se trata mesmo de estupro. A vítima e o autor não consideram estupro, às vezes são namorados, a família permite. Mas a lei entende que é estupro e por isso têm de ser indiciados.”

Bebê por droga
“Já recebi uma oferta de uma presidiária, traficante, usuária de crack, que me deixou chocada. Ela queria me dar sua filha, um bebê de nove meses, em troca de duas pedras de crack. Foi uma paciente que atendi dentro do presídio feminino. Ela não tinha mais nada para me oferecer e me ofereceu o bebê dela. Depois, quando a menina estava com um ano e pouco, já não convivia mais com ela no presídio, a mãe dela descobriu que ela tentava de novo trocar a criança por droga. Perdeu a noção completamente, perdeu o afeto familiar, não tinha mais vínculo com a criança. É questão de consciência. Precisamos trabalhar essa questão de identidade dentro da escola, com meninos e meninas, para que casos como esses não ocorram, para tentar construir um País melhor.”

Nelson Urt


Midiamax News
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Corumbá – Os registros de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram nesses primeiros cinco meses de 2009. Foram 17 registros que estão sendo investigados pela Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude (Daiji). Todas as crianças são ouvidas pela psicóloga Nadja Chauvet, de 45 anos, que também presta serviços à Delegacia da Mulher. Ela ainda é requisitada pelos delegados do 1º Distrito Policial para acompanhar o depoimento de crianças e adolescentes acusados por crimes e atende casos de violência contra a mulher.
“Pais e crianças estão confiando mais no trabalho da polícia e nos procurando para relatar casos de estupro ou tentativas de agressão sexual em família, porque quando as vítimas são crianças o agressor na maioria das vezes está bem próximo, é um padrasto, um tio, um enteado”, afirmou a psicóloga ao Diário.
“Ainda vivemos resquícios da ditadura, quando vigorou a censura de informação e liberdade de expressão, e hoje tentamos estabelecer a cultura da paz, da educação e conscientização, para que os direitos de todos sejam respeitados. As pessoas estão perdendo o medo de falar a verdade, expor seus problemas, de denunciar. A própria criança agora está construindo outra ideia de família. Antes, era educada a não falar com estranhos, que eram indicados como perigosos. Hoje sabe que alguém da família também pode ser perigoso. As escolas têm sido ótimas parceiras da polícia. A internet ajudou a construir uma nova mentalidade, é uma coisa boa, mas também pode excitar, estimular maus costumes. Então estamos a procura do meio termo, do equilíbrio”, acrescentou. Veja os principais pontos da sua entrevista.
Impacto na saúde
“A desestrutura familiar é um dos fatores da violência. Mas existem fatores financeiros. A violência só existe porque temos de sobreviver, temos de resistir a todas as situações que a sociedade impõe. E essas pessoas que se envolvem com a violência são normalmente fragilizadas, não têm condição de vida saudável, às vezes enfrentam a desnutrição, e isso vai construindo uma situação violenta em torno da pessoa. No livro ‘O impacto da violência na Saúde’ há uma constatação de que a violência não é apenas um problema de Justiça, mas também de saúde, porque gera muita morte, muitos acidentes, lesões, provoca impactos violentos e prejuízos ao poder público. A violência é o terceiro indicador de morte no País. É assustador, porque além de provocar mortes, está matando muitos jovens.”

Jovem foi esquecido
“A bebida, a droga, a questão da lei infringida por eles, estamos em busca de uma solução para resolver isso. Como medida inicial sou favorável à redução da idade penal, até que sejam implantadas outras medidas fortalecedoras. O País custou a descobrir que o jovem é que estava sofrendo mais. Tínhamos políticas para crianças e para adultos, e durante muitos anos o adolescente e o jovem ficaram esquecidos. Um exemplo está na área de saúde, onde temos médicos para crianças e adultos, mas não temos médicos para adolescentes, para atender toda essa transição, essas mudanças. O adolescente passou a ser responsabilidade unicamente da família. E para quem não tem família…De quem é a responsabilidade? Passou a ser do Estado. Mas o Estado não está sabendo digerir isso.”

Gravidez de menores
“Os jovens hoje os mais agredidos, sofrem mais violência, porque não há uma diretriz para eles. Devemos encarar os jovens não como um problema, mas como uma solução para o País. Escolas em período integral podem fornecer limites e diretrizes que eles não encontram em casa. Os jovens se perdem porque a criminalidade gera dinheiro, liberdade, sexo à vontade, tudo parece ser mais vantajoso. Além de tudo, eles são manipulados. Todo mundo é educado para o bem ou para o mal. Eles podem ser educados para o mal, para o tráfico de drogas, para a bebida. Percebemos muito esse aspecto quando ocorre gestação entre menores. Elas se sentem com poder quando se relacionam com um traficante. Ocorre o fato de várias meninas engravidarem do mesmo homem. Elas entendem que assim têm o poder. Não tem família, não tem um lar, não tem dinheiro, não tem emprego, não tem escola, mas tem um filho. É uma questão de posse.”

Turismo e comércio sexual
“Trabalhamos com desencadeadores de problemas. Por que a prostituição e o índice de violência estão aumentando em Corumbá? O fator social é muito grave. Para muitas meninas é mais fácil se prostituir do que trabalhar. Quando fiz uma pesquisa de prostituição em Corumbá existia o fantasma do turismo. Todo mundo dizia que aqui a prostituição era grande por causa do turismo. Mas essa tese caiu por terra. O turismo não aumenta a prostituição. O turista procura as boates, casas fechadas. A prostituição ocorre o ano inteiro, é formada por meninas daqui mesmo, elas não vêm de fora. A prostituição em Corumbá é muito grande, não só de solteiras, como de casadas. Elas não têm mais referência em casa, não querem estudar. Por isso é ótima a proposta de escola integral.”

Responsabilidade familiar
“Acredito que as pessoas menos favorecidas não recebem influência de internet e televisão. Na verdade, o que ocorre é a ociosidade mesmo, falta do que fazer. A maioria dos meninos está sem estudar, sem o primeiro grau completo. O maior exemplo foi o crime cometido por um menino de 16 anos (homicídio qualificado, domingo, 7 de junho, em Corumbá). Ele já tinha passagem pela polícia no interior, por causa de roubo de carro. Tem a quinta série incompleta. Nesse caso, a família não tinha nenhuma responsabilidade sobre ele. Penso que uma família nessa situação, que não deu condições para a criança crescer com integridade, não deve ter nenhum benefício social. Posso ser radical demais, mas quem deveria ter benefícios do governo seriam só famílias que produzem crianças de bem, com cultura para o País.”

Estuprador próximo
“De acordo com nossos indicadores, nos casos de estupro geralmente os causadores são pessoas próximas das crianças. Não é um estranho. Até bem pouco tempo, a criança era educada a ter medo do estranho, do bêbado, do mal vestido. Esqueceram de alertar que o próximo também podia agredir. A criança confiava cegamente nas pessoas próximas, no padrasto, enteado, primo, tio. Além disso, quem estupra gera medo, ameaça tirar o que a criança mais ama – teve um que ameaçava cortar a cabeça da avó da vítima. No caso de vítimas adultos, ocorre pela facilitação e o estupro quase sempre é ocasionado por estranhos. Na verdade, o estupro é quase sempre presumido. Antes dos 14 anos qualquer pessoa que passou por ato sexual é presumidamente vítima de estupro, mas às vezes nem se trata mesmo de estupro. A vítima e o autor não consideram estupro, às vezes são namorados, a família permite. Mas a lei entende que é estupro e por isso têm de ser indiciados.”

Bebê por droga
“Já recebi uma oferta de uma presidiária, traficante, usuária de crack, que me deixou chocada. Ela queria me dar sua filha, um bebê de nove meses, em troca de duas pedras de crack. Foi uma paciente que atendi dentro do presídio feminino. Ela não tinha mais nada para me oferecer e me ofereceu o bebê dela. Depois, quando a menina estava com um ano e pouco, já não convivia mais com ela no presídio, a mãe dela descobriu que ela tentava de novo trocar a criança por droga. Perdeu a noção completamente, perdeu o afeto familiar, não tinha mais vínculo com a criança. É questão de consciência. Precisamos trabalhar essa questão de identidade dentro da escola, com meninos e meninas, para que casos como esses não ocorram, para tentar construir um País melhor.”

Nelson Urt


Midiamax News
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13.6.09


Por: Stefanno
A revista Carta Capital desta semana publica uma extensa reportagem e uma entrevista sobre um dos segredos mais guardados do mundo: as finanças do Vaticano e seu banco, que lava dinheiro para a máfia e para políticos. O Vaticano tem a proteção do Estado italiano e consegue escapar de qualquer tipo de investigação policial e judicial, mesmo quando se trata de assassinatos, estupros e outros crimes hediondos. O que a revista Carta Capital mostra é uma pesquisa feita por um jornalista italiano e a compilação de escândalos que se avolumam envolvendo cardeais e o papa (não somente o atual). Os desvios vão desde o desvio de recursos coletados para a caridade, até a lavagem de dinheiro e a troca de favores (apoio a políticos fascistas em troca de dinheiro e de vantagens). Enquanto isso, reforça-se a presença da igreja católica em assuntos civis e de Estado. A igreja católica se mete nos assuntos sexuais das pessoas e quer mudar leis para preservar seu poder ideológico contra as mulheres, por exemplo.
Bento XVI tende a reforçar a interferência política da Igreja Católica no mundo e na Itália, ampliando o raio de ação atingido durante o pontificado de João Paulo II. Em visita à França entre 15 e 17 passados, o papa Ratzinger voltou ao tema da família em uma alocução aos bispos do país ao atacar as leis “que há décadas relativizam a sua natureza de célula primordial da sociedade”.
A Igreja, disse o papa, deve opor-se à legalização das uniões estáveis fora do matrimônio. Observe-se que a França é pioneira no reconhecimento dessas uniões, legalizadas dede 1999. “Amiúde – sublinhou –, as leis cuidam de adaptar-se aos hábitos e às reivindicações de certos indivíduos ou grupos, em lugar de promover o bem comum.”
Dias antes, na Itália, Ratzinger lamentara a ausência de verdadeiros católicos praticantes entre os políticos em geral e no próprio governo. Trata-se de manifestações que ofendem poucos e não surpreendem o mundo cristão, acostumado com as dubiedades de uma Igreja que diz preocupar-se com a saúde espiritual dos homens, mas na prática, age freqüentemente como poder temporal. E nem sempre a bem da humanidade.
Por exemplo. A Santa Sé, como paraíso fiscal, é muito mais segura que as Ilhas Cayman, e, se Daniel Dantas usufruísse de conhecimentos certos no Vaticano, com muitas probabilidades a Operação Satiagraha teria abortado ao nascer. O Instituto para as Obras de Religião, ou como todos o conhecem: IOR, este é o nome do banco do papa, que concede aos seus selecionadíssimos clientes juros mínimos de 12% ao ano, a garantia, além da segurança do capital, de proventos com risco zero, impensáveis no restante mundo ocidental, um anonimato blindado no caveau da torre onde se localiza a sede central do Instituto, com os seus 5 bilhões de euros.
Nos últimos 30 anos, o IOR esteve envolvido em todos os escândalos que assolaram a Itália, mas nunca nenhum juiz solicitou uma investigação, nem de rotina, para procurar compreender, caso houvessem, quais as responsabilidades dos banqueiros vaticanos. Não, não é uma ficção científica, mas apenas algumas revelações do La Questua, ensaio que há meses lidera as estatísticas de vendas na Itália, embora seja ignorado pela maioria dos mass media. No entanto, o volume é o fruto de anos de pesquisas realizadas por Curzio Maltese, jornalista investigativo do diário La Repubblica que há tempo indaga teimosamente sobre esses temas, batendo contra a parede de borracha das autoridades eclesiásticas.

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4620&Itemid=1

http://unabrasil.wordpress.com/2009/05/06/a-mafia-de-deus/

http://unabrasil.wordpress.com/2009/04/30/processo-contra-o-banco-vaticano/


Fonte: IN GO(L)D WE TRU$T
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:17  ver comentários (1) comentar



Por: Stefanno
A revista Carta Capital desta semana publica uma extensa reportagem e uma entrevista sobre um dos segredos mais guardados do mundo: as finanças do Vaticano e seu banco, que lava dinheiro para a máfia e para políticos. O Vaticano tem a proteção do Estado italiano e consegue escapar de qualquer tipo de investigação policial e judicial, mesmo quando se trata de assassinatos, estupros e outros crimes hediondos. O que a revista Carta Capital mostra é uma pesquisa feita por um jornalista italiano e a compilação de escândalos que se avolumam envolvendo cardeais e o papa (não somente o atual). Os desvios vão desde o desvio de recursos coletados para a caridade, até a lavagem de dinheiro e a troca de favores (apoio a políticos fascistas em troca de dinheiro e de vantagens). Enquanto isso, reforça-se a presença da igreja católica em assuntos civis e de Estado. A igreja católica se mete nos assuntos sexuais das pessoas e quer mudar leis para preservar seu poder ideológico contra as mulheres, por exemplo.
Bento XVI tende a reforçar a interferência política da Igreja Católica no mundo e na Itália, ampliando o raio de ação atingido durante o pontificado de João Paulo II. Em visita à França entre 15 e 17 passados, o papa Ratzinger voltou ao tema da família em uma alocução aos bispos do país ao atacar as leis “que há décadas relativizam a sua natureza de célula primordial da sociedade”.
A Igreja, disse o papa, deve opor-se à legalização das uniões estáveis fora do matrimônio. Observe-se que a França é pioneira no reconhecimento dessas uniões, legalizadas dede 1999. “Amiúde – sublinhou –, as leis cuidam de adaptar-se aos hábitos e às reivindicações de certos indivíduos ou grupos, em lugar de promover o bem comum.”
Dias antes, na Itália, Ratzinger lamentara a ausência de verdadeiros católicos praticantes entre os políticos em geral e no próprio governo. Trata-se de manifestações que ofendem poucos e não surpreendem o mundo cristão, acostumado com as dubiedades de uma Igreja que diz preocupar-se com a saúde espiritual dos homens, mas na prática, age freqüentemente como poder temporal. E nem sempre a bem da humanidade.
Por exemplo. A Santa Sé, como paraíso fiscal, é muito mais segura que as Ilhas Cayman, e, se Daniel Dantas usufruísse de conhecimentos certos no Vaticano, com muitas probabilidades a Operação Satiagraha teria abortado ao nascer. O Instituto para as Obras de Religião, ou como todos o conhecem: IOR, este é o nome do banco do papa, que concede aos seus selecionadíssimos clientes juros mínimos de 12% ao ano, a garantia, além da segurança do capital, de proventos com risco zero, impensáveis no restante mundo ocidental, um anonimato blindado no caveau da torre onde se localiza a sede central do Instituto, com os seus 5 bilhões de euros.
Nos últimos 30 anos, o IOR esteve envolvido em todos os escândalos que assolaram a Itália, mas nunca nenhum juiz solicitou uma investigação, nem de rotina, para procurar compreender, caso houvessem, quais as responsabilidades dos banqueiros vaticanos. Não, não é uma ficção científica, mas apenas algumas revelações do La Questua, ensaio que há meses lidera as estatísticas de vendas na Itália, embora seja ignorado pela maioria dos mass media. No entanto, o volume é o fruto de anos de pesquisas realizadas por Curzio Maltese, jornalista investigativo do diário La Repubblica que há tempo indaga teimosamente sobre esses temas, batendo contra a parede de borracha das autoridades eclesiásticas.

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4620&Itemid=1

http://unabrasil.wordpress.com/2009/05/06/a-mafia-de-deus/

http://unabrasil.wordpress.com/2009/04/30/processo-contra-o-banco-vaticano/


Fonte: IN GO(L)D WE TRU$T
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Por: Stefanno
A revista Carta Capital desta semana publica uma extensa reportagem e uma entrevista sobre um dos segredos mais guardados do mundo: as finanças do Vaticano e seu banco, que lava dinheiro para a máfia e para políticos. O Vaticano tem a proteção do Estado italiano e consegue escapar de qualquer tipo de investigação policial e judicial, mesmo quando se trata de assassinatos, estupros e outros crimes hediondos. O que a revista Carta Capital mostra é uma pesquisa feita por um jornalista italiano e a compilação de escândalos que se avolumam envolvendo cardeais e o papa (não somente o atual). Os desvios vão desde o desvio de recursos coletados para a caridade, até a lavagem de dinheiro e a troca de favores (apoio a políticos fascistas em troca de dinheiro e de vantagens). Enquanto isso, reforça-se a presença da igreja católica em assuntos civis e de Estado. A igreja católica se mete nos assuntos sexuais das pessoas e quer mudar leis para preservar seu poder ideológico contra as mulheres, por exemplo.
Bento XVI tende a reforçar a interferência política da Igreja Católica no mundo e na Itália, ampliando o raio de ação atingido durante o pontificado de João Paulo II. Em visita à França entre 15 e 17 passados, o papa Ratzinger voltou ao tema da família em uma alocução aos bispos do país ao atacar as leis “que há décadas relativizam a sua natureza de célula primordial da sociedade”.
A Igreja, disse o papa, deve opor-se à legalização das uniões estáveis fora do matrimônio. Observe-se que a França é pioneira no reconhecimento dessas uniões, legalizadas dede 1999. “Amiúde – sublinhou –, as leis cuidam de adaptar-se aos hábitos e às reivindicações de certos indivíduos ou grupos, em lugar de promover o bem comum.”
Dias antes, na Itália, Ratzinger lamentara a ausência de verdadeiros católicos praticantes entre os políticos em geral e no próprio governo. Trata-se de manifestações que ofendem poucos e não surpreendem o mundo cristão, acostumado com as dubiedades de uma Igreja que diz preocupar-se com a saúde espiritual dos homens, mas na prática, age freqüentemente como poder temporal. E nem sempre a bem da humanidade.
Por exemplo. A Santa Sé, como paraíso fiscal, é muito mais segura que as Ilhas Cayman, e, se Daniel Dantas usufruísse de conhecimentos certos no Vaticano, com muitas probabilidades a Operação Satiagraha teria abortado ao nascer. O Instituto para as Obras de Religião, ou como todos o conhecem: IOR, este é o nome do banco do papa, que concede aos seus selecionadíssimos clientes juros mínimos de 12% ao ano, a garantia, além da segurança do capital, de proventos com risco zero, impensáveis no restante mundo ocidental, um anonimato blindado no caveau da torre onde se localiza a sede central do Instituto, com os seus 5 bilhões de euros.
Nos últimos 30 anos, o IOR esteve envolvido em todos os escândalos que assolaram a Itália, mas nunca nenhum juiz solicitou uma investigação, nem de rotina, para procurar compreender, caso houvessem, quais as responsabilidades dos banqueiros vaticanos. Não, não é uma ficção científica, mas apenas algumas revelações do La Questua, ensaio que há meses lidera as estatísticas de vendas na Itália, embora seja ignorado pela maioria dos mass media. No entanto, o volume é o fruto de anos de pesquisas realizadas por Curzio Maltese, jornalista investigativo do diário La Repubblica que há tempo indaga teimosamente sobre esses temas, batendo contra a parede de borracha das autoridades eclesiásticas.

http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4620&Itemid=1

http://unabrasil.wordpress.com/2009/05/06/a-mafia-de-deus/

http://unabrasil.wordpress.com/2009/04/30/processo-contra-o-banco-vaticano/


Fonte: IN GO(L)D WE TRU$T
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:17  ver comentários (1) comentar

11.6.09
As notas da menina de 11 anos começaram a despencar nos últimos meses. Educadores da Escola Estadual Frei Galvão perceberam que a criança começara a guardar segredos demais. A irmã mais velha, de 25 anos, percebeu que a aluna da 5ª série passou a usar maquiagem e chegar em casa com dinheiro. Estranhou. E com razão. A menina estava sendo aliciada sexualmente. Ela foi encontrada nesta quarta-feira na casa do copeiro W.A.S., de 36 anos. Viam juntos um filme pornográfico.

A denúncia foi feita pela própria diretora da escola onde a menina estuda.
Na casa do acusado, no Jardim Cabuçu, Zona Norte de São Paulo, a polícia apreendeu a fita de vídeo e revistas de conteúdo sexual. De acordo com a soldado Daniela Rizzo da Cruz, a vítima narrou que, em outras oportunidades, o copeiro se despia e se masturbava na sua frente. O copeiro foi encaminhado ao 73 Distrito Policial (Jaçanã) e foi autuado em flagrante por tentativa de atentado violento ao pudor.

A prisão do copeiro só foi possível porque a comunidade do bairro se uniu

- Vi essa menina entrar na casa dele com frequência. Já faz uns quatro meses que isso acontece. Dia sim, dia não ela está lá na porta. Toca a campainha. Ele vem na ponta dos pés, abre o portão e bota ela pra dentro de casa – contou uma dona de casa, de 32 anos.
A testemunha afirma que a criança de 11 anos costumava ir muito cedo para a casa do acusado. Permanecia duas horas lá dentro e depois saía.
Nesta quarta, uma vizinha viu a criança entrar na casa e ligou para uma amiga, que conhecia a diretora da escola onde a menina estudava. A diretora, que já estava preocupada com a rotina da menina, chamou a Polícia Militar.
A soldado Daniela e o soldado Marcos Gravina, da viatura 43124, foram à casa.
- Encontrei a menina na cozinha. O meu parceiro abordou o acusado na sala, onde estava sendo exibido no vídeo um filme pornográfico – disse a policial.
Segundo uma vizinha, que preferiu não se identificar, no ano passado, um grupo de crianças, com idades entre 9 e 11 anos, esteve por duas vezes na casa do acusado. “As crianças saíram com sacos de pão de lá”, lembrou a mulher.
A diretora disse que a aluna vítima de assédio sexual confessou-lhe as visitas à casa do acusado.
- Ela também disse que algumas coleguinhas estiveram lá – revelou a educadora.
A garota conheceu o acusado em um telecentro, perto da escola. Na delegacia, a menina mostrava-se confusa. Segundo a PM Daniela Rizzo Cruz, ora ela dizia ter tocado o acusado, ora negava.
- Trata-se de uma criança e nós devemos ter todo o cuidado para que não sofra com tudo isso. Perguntei a ela se estava com medo e ela respondeu que não. Não sei se compreende o que aconteceu – comentou a soldado que prendeu o suspeito.


O Globo
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As notas da menina de 11 anos começaram a despencar nos últimos meses. Educadores da Escola Estadual Frei Galvão perceberam que a criança começara a guardar segredos demais. A irmã mais velha, de 25 anos, percebeu que a aluna da 5ª série passou a usar maquiagem e chegar em casa com dinheiro. Estranhou. E com razão. A menina estava sendo aliciada sexualmente. Ela foi encontrada nesta quarta-feira na casa do copeiro W.A.S., de 36 anos. Viam juntos um filme pornográfico.

A denúncia foi feita pela própria diretora da escola onde a menina estuda.
Na casa do acusado, no Jardim Cabuçu, Zona Norte de São Paulo, a polícia apreendeu a fita de vídeo e revistas de conteúdo sexual. De acordo com a soldado Daniela Rizzo da Cruz, a vítima narrou que, em outras oportunidades, o copeiro se despia e se masturbava na sua frente. O copeiro foi encaminhado ao 73 Distrito Policial (Jaçanã) e foi autuado em flagrante por tentativa de atentado violento ao pudor.

A prisão do copeiro só foi possível porque a comunidade do bairro se uniu

- Vi essa menina entrar na casa dele com frequência. Já faz uns quatro meses que isso acontece. Dia sim, dia não ela está lá na porta. Toca a campainha. Ele vem na ponta dos pés, abre o portão e bota ela pra dentro de casa – contou uma dona de casa, de 32 anos.
A testemunha afirma que a criança de 11 anos costumava ir muito cedo para a casa do acusado. Permanecia duas horas lá dentro e depois saía.
Nesta quarta, uma vizinha viu a criança entrar na casa e ligou para uma amiga, que conhecia a diretora da escola onde a menina estudava. A diretora, que já estava preocupada com a rotina da menina, chamou a Polícia Militar.
A soldado Daniela e o soldado Marcos Gravina, da viatura 43124, foram à casa.
- Encontrei a menina na cozinha. O meu parceiro abordou o acusado na sala, onde estava sendo exibido no vídeo um filme pornográfico – disse a policial.
Segundo uma vizinha, que preferiu não se identificar, no ano passado, um grupo de crianças, com idades entre 9 e 11 anos, esteve por duas vezes na casa do acusado. “As crianças saíram com sacos de pão de lá”, lembrou a mulher.
A diretora disse que a aluna vítima de assédio sexual confessou-lhe as visitas à casa do acusado.
- Ela também disse que algumas coleguinhas estiveram lá – revelou a educadora.
A garota conheceu o acusado em um telecentro, perto da escola. Na delegacia, a menina mostrava-se confusa. Segundo a PM Daniela Rizzo Cruz, ora ela dizia ter tocado o acusado, ora negava.
- Trata-se de uma criança e nós devemos ter todo o cuidado para que não sofra com tudo isso. Perguntei a ela se estava com medo e ela respondeu que não. Não sei se compreende o que aconteceu – comentou a soldado que prendeu o suspeito.


O Globo
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As notas da menina de 11 anos começaram a despencar nos últimos meses. Educadores da Escola Estadual Frei Galvão perceberam que a criança começara a guardar segredos demais. A irmã mais velha, de 25 anos, percebeu que a aluna da 5ª série passou a usar maquiagem e chegar em casa com dinheiro. Estranhou. E com razão. A menina estava sendo aliciada sexualmente. Ela foi encontrada nesta quarta-feira na casa do copeiro W.A.S., de 36 anos. Viam juntos um filme pornográfico.

A denúncia foi feita pela própria diretora da escola onde a menina estuda.
Na casa do acusado, no Jardim Cabuçu, Zona Norte de São Paulo, a polícia apreendeu a fita de vídeo e revistas de conteúdo sexual. De acordo com a soldado Daniela Rizzo da Cruz, a vítima narrou que, em outras oportunidades, o copeiro se despia e se masturbava na sua frente. O copeiro foi encaminhado ao 73 Distrito Policial (Jaçanã) e foi autuado em flagrante por tentativa de atentado violento ao pudor.

A prisão do copeiro só foi possível porque a comunidade do bairro se uniu

- Vi essa menina entrar na casa dele com frequência. Já faz uns quatro meses que isso acontece. Dia sim, dia não ela está lá na porta. Toca a campainha. Ele vem na ponta dos pés, abre o portão e bota ela pra dentro de casa – contou uma dona de casa, de 32 anos.
A testemunha afirma que a criança de 11 anos costumava ir muito cedo para a casa do acusado. Permanecia duas horas lá dentro e depois saía.
Nesta quarta, uma vizinha viu a criança entrar na casa e ligou para uma amiga, que conhecia a diretora da escola onde a menina estudava. A diretora, que já estava preocupada com a rotina da menina, chamou a Polícia Militar.
A soldado Daniela e o soldado Marcos Gravina, da viatura 43124, foram à casa.
- Encontrei a menina na cozinha. O meu parceiro abordou o acusado na sala, onde estava sendo exibido no vídeo um filme pornográfico – disse a policial.
Segundo uma vizinha, que preferiu não se identificar, no ano passado, um grupo de crianças, com idades entre 9 e 11 anos, esteve por duas vezes na casa do acusado. “As crianças saíram com sacos de pão de lá”, lembrou a mulher.
A diretora disse que a aluna vítima de assédio sexual confessou-lhe as visitas à casa do acusado.
- Ela também disse que algumas coleguinhas estiveram lá – revelou a educadora.
A garota conheceu o acusado em um telecentro, perto da escola. Na delegacia, a menina mostrava-se confusa. Segundo a PM Daniela Rizzo Cruz, ora ela dizia ter tocado o acusado, ora negava.
- Trata-se de uma criança e nós devemos ter todo o cuidado para que não sofra com tudo isso. Perguntei a ela se estava com medo e ela respondeu que não. Não sei se compreende o que aconteceu – comentou a soldado que prendeu o suspeito.


O Globo
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10.6.09
Desde o último 17 de março, o web designer brasileiro Marcelo Augusto Alves, 38 anos, casado, está detido na Penitenciária do Condado de Orange, Flórida, sob a acusação de ter estuprado uma internauta que ele havia conhecido através do serviço de mensagens Yahoo.com. O réu morava em Orlando, região sul do estado, e trabalhava como mantenedor da página eletrônica do Valencia Community College. O incidente foi destaque na edição nº 1060, de 28 a 31 de março de 2008, do BV.
Investigadores especulam que Marcelo tenha conhecido a jovem de 20 anos cerca de 2 semanas antes de sua apreensão. Na ocasião, ele havia se apresentado com um nome diferente e descreveu-se como “louro dos olhos azuis”. Além disso, ele enviou fotografias de outro homem e disse à vítima que eram dele, disse o Sargento Rich Mankewich, do departamento do xerife do Condado de Orange.
A jovem havia combinado encontrar-se com Alves na “casa dele”, na 9301 Kilgore Road, na região de Dr. Phillips. Na realidade o imóvel de US$ 3.5 milhões estava vazio, disseram as autoridades. Quando a vítima chegou, um homem mascarado a ameaçou com uma faca, estuprou-a e ameaçou matar a família da vítima se ela contasse para alguém. O ataque durou cerca de 30 minutos, disse Mankewich.
Descrições do atacante e seu automóvel BMW levaram os detetives ao brasileiro. Ele confessou o crime durante um interrogatório, disse Mankewich.
Embora Alves não possua antecedentes criminais, as autoridades especulam se ele tentou atrair outras mulheres. “Seria muito estranho ele ter planejado tudo isso na primeira vez”, comentou o Sargento.

A vítima não é estudante do Valencia Community College.
O brasileiro era contratado da SunGard Higher Education, uma empresa especializada em alta tecnologia, disse Carol Traynor, porta-voz do Valencia.
Uma porta-voz da SunGard, sediada em Malvern (PA), disse que a empresa está colaborando nas investigações.
Segundo a página eletrônica da Penitenciária do Condado de Orange, Marcelo Augusto Alves enfrenta 5 acusações de estupro com uso de arma mortal e força física, sem direito à fiança. Ainda não foi divulgada a data que o réu terá que comparecer à Corte para ouvir oficialmente tais acusações.


Brazilian Voice
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