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14.7.09



Desde 2005 o empresário Sérgio Luiz Daitschman passa o dia dos pais sozinho. Ano passado ele chegou a fazer um anúncio em um jornal para lembrar a data e dividir com outros pais a dor de passar esse dia sem os filhos. Há cinco anos ele a companheira se separaram, mas o fim da vida conjugal levou embora a convivência com os três filhos, que, assim como a ex-esposa, não aceitavam o fim do casamento. Desde então, o contato entre eles se resume a esparsas conversas anuais. O mais novo ficou sem ver Sérgio por quase dois anos. Nos aniversários eles não se falam e, quando o empresário tenta encontrá-los, surge sempre a mesma informação do porteiro: “ Não estão em casa”.
Para muitos casais, o fim do relacionamento significa também o fim da convivência saudável com os filhos. Este conflito sempre aconteceu, mas foi na década de 80 que um especialista norte-americano o nomeou. O psicanalista Richard Gardner criou o termo Síndrome da Alienação Parental, definido como a situação em que um pai ou uma mãe “treina” o filho para que ele odeie e rompa os laços com o outro cônjuge. A gravidade é tanta que a criança interioriza esse treinamento e passa, ela mesma, a agir desta forma.
O maior problema apontado por especialistas é que a Justiça é muito morosa. A comprovação da ocorrência da síndrome pode levar anos. Uma pensão que deixa de ser paga, por exemplo, pode ser reavida com juros e correção monetária. Mas o rompimento de laços afetivos e falta de convivência com um dos pais pode deixar sequelas para sempre e a relação entre pais e filhos pode nunca mais voltar a ser como antes. Para os especialistas, somente agora o Judiciário passa a abrir os olhos para este mal.
Outro ponto criticado é a falta de punição para os alienadores. Em alguns locais da Europa e dos Estados Unidos, quem comete este tipo de prática perde automaticamente a guarda dos filhos. No Brasil, são raros os casos em que há algum tipo de punição. Para tentar modificar isso, o deputado federal Regis Oliveira (PSC-SP) propôs ano passado um projeto de lei tipificando o crime de alienação parental e estabelecendo punições como multa e suspensão da autoridade do alienador.


Sentença
Para especialistas, a Justiça é a forma mais rápida e eficaz de cessar a alienação. Geralmente o alienador tem plena consciência do que está fazendo e a autoridade do juiz, que pode destituir a guarda da criança, é o caminho mais curto para o fim do problema. Isso porque nem sempre o acompanhamento psicológico vai ajudar. O advogado Waldir Grisard Filho é doutor em Direito das Relações Sociais e afirma que a Justiça tem um papel essencial nessa hora. “Mesmo não sendo tipificado nenhuma sanção, o juiz pode tomar algumas medidas. Com o apoio de sua equipe técnica pode indicar tratamento psicológico e a mudança de guarda, por exemplo”.
Alguns casos de alienação ocorrem também com avós e tios, mas acabam acontecendo mais com mulheres porque, na maioria dos casos, são elas que ficam com a guarda dos filhos após a separação. Com o companheiro distante, o ex-cônjuge encontra na guerra uma maneira de se consolar. Sem aceitar o fim do relacionamento, partem para o ataque. As ações começam com pequenos comentários como “seu pai não nos sustenta porque agora tem outra família” ou “você vai deixar a sua mãe sozinha para ir com seu pai?”.
Com o tempo a situação pode evoluir para casos mais graves. A advogada especialista em direito da família Sandra Vilela conta que já teve um cliente acusado pela ex-mulher de ter abusado da filha na única visita que fez. Ficou comprovado que o pai nunca fizera isso, mas a mãe não recebeu nenhuma pena do juiz.
No caso de Daitschman, dois filhos já eram maiores. Mas as visitas ao caçula não chegaram nem a ser regulamentadas pela Justiça. Hoje todos são maiores, mas não comentam com o pai qual foi o motivo do afastamento. Ele afirma que o Judiciário poderia ter um papel mais ativo neste momento de fragilidade da família. “É preciso que alguém diga que a separação dos pais não quer dizer separação dos filhos e falta este acompanhamento”.
Criança não deve optar por um lado ou outro
O alerta de especialistas é para que os pais ajam rápido. Ao perceber que o ex-companheiro está tendo uma atitude perigosa e começando o processo da alienação parental, o pai ou mãe deve procurar a Justiça imediatamente e também se cercar de cuidados psicológicos para o filho. “Por mais que a outra pessoa crie impedimentos, nunca se afaste do filho. Se não conseguir fazer visitas, passe ao menos na saída da escola para dar um beijo e dizer que o ama. Assim a criança vai constatar que o afastamento é uma mentira”, afirma a advogada Sandra Vilela. “O filho não tem que escolher entre um lado ou outro. Se uma mulher foi traída por um homem, ele não traiu o filho, não o abandonou. É uma questão apenas do casal”, diz a psicóloga Tamara Brockhausen.
A brecha para que comecem os problemas com a alienação parental é a falta de diálogo e planejamento do casal sobre como será a separação. “Então começa a disputa de quem vai dar a diretriz da educação e da vida do filho. Não há diálogo”. A psicóloga diz que mesmo sendo um momento difícil, em que os ânimos podem estar acirrados, é importante a conversa.
Uma visão distorcida da realidade
A síndrome da alienação parental pode causar grandes prejuízos ao desenvolvimento do filho. Pesquisas mostram que crianças que viveram nesta situação têm tendência ao alcoolismo, uso de drogas, tendencias ao suicídio, depressão e crises de pânico. A privação da convivência saudável com um dos pais impede a criação de um referencial afetivo. O filho passa a enxergar o mundo sob a ótica de um dos pais e esta visão é cheia de dissimulações e mentiras. “O adulto impede a criança de conhecer a realidade e isso prejudica o modo dela se relacionar com o mundo”, diz a psicóloga Tamara Brockhausen.
Outra característica comum é que depois de adulto, o filho perceba as manipulações do alienador e rompa relações com ele. Há muitos casos em que os filhos reatam com o pais e deixam de falar com a mãe, quando ela é a alienada, por exemplo. “Vai do 8 ao 80. O filho não consegue suportar o pai e a mãe ao mesmo tempo. Ainda é o mesmo modelo de patologia”, argumenta Tamara.
A psicóloga Denise Maria Perissini afirma que é comum que as crianças rompam com os pais, porque quando percebem que foram manipuladas pela mãe, criam um sentimento de revolta. “É um sofrimento duplo porque, se ela passou odiando o pai dez anos, quando descobrir a verdade vai odiar mais dez anos a mãe”. (PC)Fique atento
Quando começar a se preocupar com os filhos, após a separação:
1 - Filho não atende mais telefonemas.
2 - Nunca está em casa nos dias de visita.
3 - Ex-companheiro sempre arranja passeios divertidos para os filhos nos dias de visita do outro.
4 - Ex-cônjuge muda atividades de rotina do filho sem avisar, como matriculá-lo em outra escola.
5 -Fala mal do ex-companheiro para o filho, reclama da falta de dinheiro e da nova família do outro.

O que diz o projeto de lei
Artigo 1º: Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente, promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para que repudie genitor ou que cause prejuízos ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.
Artigo 5º: Caracterizados atos típicos de alienação parental (…) o juiz poderá:
Ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado; estipular multa ao alienador, determinar intervenção psicológica monitorada; determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão, declarar a suspensão da autoridade parental.



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12.7.09

Universidade do Minho conclui:
Violência entre casais homossexuais é maior do que nos heterossexuais

Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é “tendencialmente mais elevada”. Esta é a ideia-chave de um estudo que acaba de ser feito na Universidade do Minho (UM): 39,1 por cento dos participantes admitiram ter adoptado algum comportamento violento e 37,7 revelaram ter sido vítimas de, pelo menos, um acto abusivo no ano anterior.
“A amostra é pequena e específica”, ressalva Carla Machado, co-autora com Laura Gil Costa e Rute Antunes. Responderam ao inquérito 151 indivíduos dos 15 aos 60 anos ligados a associações de defesa dos direitos dos homossexuais – 37,7 por cento eram estudantes, 19,9 exerciam profissões intelectuais e científicas, e as pessoas “mais escolarizadas tendem a identificar como violentos comportamentos banalizados pelas menos escolarizadas”.
Analisando o que cada um admite já ter praticado, a violência psicológica é mais frequente (30,5) do que a física (24,5). Analisando o que cada um diz já ter sofrido, a tendência mantém-se: 35,1 por cento foram vítimas de, pelo menos, um acto de violência emocional e 24,5 de uma agressão física no último ano.
O mais comum é insultar, difamar, humilhar, partir ou danificar objectos de propósito ou deitar a comida no chão para assustar, gritar ou ameaçar, dar uma bofetada. Foi encontrada uma forma específica de abuso: o “outing” ou ameaça de “outing” (revelação indesejada da orientação sexual do parceiro se este tentar acabar a relação). O que pode causar “perda de emprego, abandono de familiares e amigos ou da custódia de um filho”.

Igual a outros países

Estes resultados vão ao encontro das taxas encontradas noutros países. A tendência para maior violência é clara: numa investigação sobre violência conjugal heterossexual, que teve por base 2391 famílias, 22,2 por cento dos sujeitos assumiram-se como vítimas e 26,22 por cento como agressores.
A professora da UM diz que a violência entre casais do mesmo sexo tem sido “negada ou ocultada” pela comunidade homossexual, já que reforça estereótipos negativos, e pelos investigadores da área, já que interroga o pressuposto feminista de que a violência é filha da desigualdade de género. As questões de género “são relativas”, já que estão “associadas a diferenças de poder e as diferenças de poder ocorrem independentemente do género”, advoga.
Como nas relações heterossexuais, “a vítima sente-se isolada, vulnerável, presa à relação”. Prende-a o amor. Prende-a o factor financeiro quando a relação implica rendimentos, negócios, aquisições conjuntas. Há, porém, uma “importante diferença”: o preconceito.

Teia de silêncio

Diversos mitos ajudam a construir uma teia de silêncio. A sociedade tende a encarar as “relações homossexuais como igualitárias”, “imunes à violência íntima”. E a acreditar na suposta “facilidade (emocional e financeira) que a vítima teria em abandonar a relação”. Como se as suas relações fossem “meramente sexuais”.
Múltiplos estudos sugerem que os homossexuais são “profundamente discriminados em diversos sectores da sociedade”. Na família, no acesso a trabalho e morada, no emprego, na escola, na polícia, no exército e noutras instituições. Podem “sentir que estão sós contra o mundo – e esse sentimento pode alimentar a relação, mas também torná-la mais tensa”, explica.
A homofobia pode gerar “baixa auto-estima ou sentimento de inadequação sexual, que o sujeito procura compensar através da subjugação do parceiro”. Também pode “funcionar como um legitimador da violência sofrida, uma vez que o indivíduo acredita que é merecedor ou até mesmo culpado da violência”.
As vítimas homossexuais têm em regra menos apoio. Por vezes, os familiares nem sabem que elas têm uma relação íntima. Revelar a violência também pode ser encarado como uma forma de reforçar a imagem negativa que a família tem da homossexualidade. As vítimas chegam a preferir “manter um relacionamento íntimo violento a permitir comentários do tipo: 'Eu bem te avisei.’”
E os serviços? Não há casas abrigo para homens. E Carla Machado questiona-se sobre a sensibilidade que terá quem trabalha em casas abrigo destinadas a mulheres e crianças para lidar com lésbicas vítimas de violência doméstica.
“A prevalência alerta-nos para a necessidade de maximizarmos a visibilidade deste fenómeno”, conclui o artigo científico, que foi há uns dias para publicação numa revista científica. “Num contexto social preconceituoso, sem campanhas de informação adequadas ou serviços específicos, muitas vítimas de violência íntima não são sequer capazes de reconhecer as suas relações como abusivas”.
As investigadoras julgam importante criar serviços ou, pelo menos, alargar os já existentes aos homossexuais. Acham que “o maior desafio face à violência nas relações homossexuais continua a ser a cegueira inerente à homofobia”.

Por: Ana Cristina Pereira
Para: Publico PT
Foto: Olhares.com
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Uma família da Arábia Saudita está processando judicialmente um "gênio" por roubos e ameaças, segundo informações do jornal Al Watan.
Eles acusam o espírito de jogar pedras neles e roubar telefones celulares.
A família morou na mesma casa perto da medina da cidade de Mahd Al Dahab por 15 anos, mas diz que apenas recentemente descobriu o espírito e decidiu se mudar.
"Nós começamos a ouvir barulhos estranhos", disse o chefe da família, que não quis se identificar, ao jornal saudita.
"Primeiro, não levamos a sério, mas coisas esquisitas começaram a acontecer e as crianças ficaram particularmente assustadas quando o gênio começou a jogar pedras."
"Uma voz de mulher falou comigo primeiro e depois um homem. Eles disseram para sairmos da casa", contou ele.
Na teologia islâmica, os gênios são espíritos que podem perturbar e até possuir humanos. O tribunal local disse estar investigando os incidentes, "apesar da dificuldade de fazê-lo".
Muitos ocidentais conhecem o termo gênio por causa da história de Aladin e a Lâmpada Mágica e a série de televisão Jeannie é um Gênio.
Mas analistas dizem que os gênios da teologia islâmica, também chamados de jinns, são muito mais sinistros.
Acredita-se que eles sejam normalmente invisíveis, mas que tenham a capacidade de assumir formas humanas ou animais. A motivação deles seria frequentemente vingança e inveja.
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Ao ver o policial militar fardado andando pela escola no bairro Boa Vista, em Joinville, as crianças não escondem o interesse. “Policial, você já pegou muitos bandidos? Quantos?”, pergunta o menino de quatro anos. O soldado José Luiz de Oliveira, 41 anos, sacia a curiosidade das crianças com paciência.
Também responde aos alunos de cinco a 12 anos que fazem perguntas bem mais difíceis. Se ele (policial) já usou drogas; se conhece alguém da idade deles que usa; ou mesmo um conselho para os pequenos que convivem com um pai dependente químico.
O soldado Luiz é um dos 16 policiais que, em Joinville, foram treinados para tirar essas dúvidas. São educadores do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). O programa existe há dez anos na cidade e há 11 no Estado. É nacional – foi criado para deixar a imagem da PM mais popular. Os policiais envolvidos são dedicados: em geral, deixam o trabalho nas ruas para tocar o programa.
Nada de termos técnicos. Os policiais falam do que conhecem: o que o uso abusivo de drogas e o tráfico trazem de ruim para a sociedade. Com jeito, alertam as crianças de que assassinatos, roubos e marginalização têm a ver com drogas.
Alunos das séries iniciais (até o terceiro ano) são informados com teatrinhos e cartazes. Os de quarta a sexta série seguem uma cartilha. As crianças da quarta série são o foco, pois influenciam os menores. Para a PM, eles têm de ser alertados para aguentar as pressões que sofrerão com o passar do tempo. Às vezes, os policiais são os únicos a conversarem sobre drogas com as crianças.
O material do Proerd fala de quatro drogas: cigarro, álcool, maconha e inalantes. Crack e cocaína estão de fora do material distribuído aos pais. A justificativa é de que crianças de até 12 anos não têm contato com essas drogas. Isso deve mudar. No fim de agosto, a cartilha dos pais pode ganhar meia página sobre o crack, diz a pedagoga Roseane Pereira, do Proerd estadual. A droga já preocupa os pais, que perceberam que é acessível e está em todas as classes sociais.

Acesse o site da campanha http://www.cracknempensar.com.br/



A Notícia
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11.7.09

Ele é um profissional bem sucedido, reconhecido no seu meio. E se orgulha da família que construiu. Mas o passado traz lembranças muito pesadas. Esse homem prefere não se identificar, mas conta que desde criança percebeu que havia algo errado com sua família de origem.
Quando tinha nove anos, ao fugir correndo da mãe agressiva, derrubou um balde no corredor de casa. Quando voltou, na frente do pai e dos irmãos, a mãe chamou a empregada grávida e fez uma acusação ao filho.
"Ela, olhando cruelmente e friamente pra mim, falou: 'diz como ele chutou a sua barriga'. Essa empregada estava de nove meses. Enfim, eu não acreditei. Até hoje quando eu falo, vou ficando rouco e vai sumindo minha voz, você não tem o que falar. É como um louco sem loucura, você não percebe que ele é louco."
Ele lembra que a história começou muito tempo antes, com a avó. O hábito de fazer chantagens e ameaças para conseguir dinheiro foram passando de mãe pra filha.
Ele conta que sua avó, sua mãe e dois de seus irmãos têm comportamento doentio, e os exemplos de atitudes agressivas são incontáveis. Ele conta que o irmão mais próximo de sua mãe apresenta traços de psicopatia desde pequeno.
"O irmão que é psicopata, desde de os cinco anos mata bichinho, transfixa coelhinho pela boca e pelo ânus com taquara, desde cinco anos de idade. Nem andava de bicicleta ainda e fechava o corredor, soltava os pintinhos e ia com o triciclo esmagando, pra frente e pra trás. É esse irmão que está com ela até hoje."
O que antes era conhecido apenas como defeito de caráter, hoje é analisado como defeito cerebral.
O especialista em neurofisiologia do comportamento, Renato Sabbatini, explica que existe uma parte do cérebro que é responsável pelos processos de socialização.
As conexões entre alguns neurônios fazem com que tenhamos empatia com o outro ou, falando de forma mais direta, que a gente se importe com o outro.
Quem tem um transtorno de personalidade anti social não faz esse processamento cerebral normalmente.
"Imagina uma pessoa que tem um defeito de conexão no cérebro. Ela não consegue sentir emoções relacionadas ao arrependimento, relacionadas à punição por ter feito coisas erradas. Essa pessoa não se emociona com cenas de sangue, de pessoas sofrendo, ela não tem os chamados neurônios espelho, em que você sofre por procuração, por assim dizer, se você vê uma pessoa sofrendo, você também sofre."
Renato Sabbatini confirma a experiência do personagem que ouvimos no início dessa reportagem.
Os sociopatas começam a dar sinais desde a infância. Começam sendo crianças hiperativas, mais agitadas e agressivas que o normal. A violência pode aparecer primeiro com animais ou com os colegas da escola.
"O sociopata que tem tendências violentas, que vai cometer crime, quando adolescente jovem ou criança pré-adolescente, comete pequenas agressões contra animais. Gosta de arrancar asa de mosca, tacar fogo nas coisas, torturar gatos e se diverte com isso. Ou então é daquele tipo que faz o bullying, que atormenta os coleguinhas, bate neles e dá risada com isso, se diverte com isso."
A doutora em psiquiatria fosenre Hilda Morana é a maior especialista brasileira em psicopatia. Ela explica que o transtorno de personalidade é um defeito cerebral que tem um forte
componente genético.
É muito comum que as famílias consigam identificar várias pessoas que agem de forma semelhante. Só que a ciência não sabe ainda o que faz a psicopatia se manifestar ou não.
Para Hilda Morana, os psicopatas não são construídos por um ambiente violento, ainda que experiências agressivas na infância e adolescência possam fazer com que a psicopatia aflore de forma mais rápida.
"Se ela tiver tendência genética pra tal, vivendo naquele ambiente, oba, é tudo que precisa pra um psicopata se formar. Se ela não tiver a tendência, o ambiente pode ser o pior possível, ela não vai manifestar essa psicopatia."
Hilda Morana aponta que a característica principal de quem carrega um transtorno de personalidade é ter os seus interesses em primeiro lugar o tempo todo.
Como são muito individualistas, essas pessoas precisam se sentir estimuladas todo o tempo, e não se importam com as pessoas que estão ao redor.
"Então, ele só tem a individualidade e tem que ser satisfeita a todo minuto; eles são muito exagerados. Eles comem demais, sexo demais, droga, e é só festa, não tem responsabilidade, não trabalham e quando vão trabalhar é só pra sacanear os outros, só pra conseguir grana, poder, posição, é só ele, ele, ele. O outro só serve pra uso dele. E você pode bater, espancar, trancar, dar beijinho, pedir, ser legal, que não vai mudar, ele não tem cérebro pra responder. É como eu pedir pra alguém sem perna correr, não pode."
E o que diferencia um transtorno leve de um psicopata assassino é a consideração que se tem pelo outro.
"O que diferencia é o grau de consideração que a pessoa tem pelo outro. Uma pessoa que tem um defeitinho, um transtorno leve da personalidade, ele pode simplesmente ser meio enganador, meio individualista, mentir de vez em quando, sacanear um pouco, tomar umas vantagens pra ele, mas ele não vai fazer nenhuma crueldade maior com você. E isso dentro de todo um espectro, até chegar no psicopata, perverso, cruel, violento, onde ele mata os outros ou destrói a vida dos outros pra satisfazer uma necessidade própria dele."
O homem que ouvimos no início dessa reportagem é médico, mas somente há dois anos percebeu que as maldades que viu em sua família são classificadas como psicopatia.
Ele ainda receia se expor, mas está escrevendo um livro junto com a psiquiatra Hilda Morana e pretende abrir uma ong para apoiar familiares de psicopatas.
Nesse momento, ele está juntando provas do que a mãe e os irmãos já fizeram para se resguardar juridicamente ao expor os fatos.
Afastado da família há 40 anos, ele explica que resolveu falar porque se sente no dever de jogar luz sobre fatos tão difíceis.
"Isso se perpetua. A minha mãe não conviveu com a minha avó, e o comportamento dela é igualzinho. E eles não vêem nada do que fazem como um problema. Dormem bem, comem bem, se justificam com a maior frieza. Não, para eles quem os combatem é que não presta."
Para as pessoas que tem um familiar que costuma mentir com frequencia, que busca vantagens financeiras prejudicando outras pessoas sem qualquer remorso, pessoas que normalmente são descritas como "mau caráter", Hilda Morana aconselha que se procure um médico especialista em transtorno de personalidade.
Segundo ela, o defeito cerebral não tem cura, mas pode ser atenuado com o tratamento correto. E o que vamos conhecer nas reportagens desta série.

Escute a reportagem na Rádio Câmara Rádio Câmara

Colaboração: Maria Célia Ruiz
link do postPor anjoseguerreiros, às 23:24  ver comentários (1) comentar

Um grupo de crianças britânicas que participou de um estudo sobre exercícios físicos trapaceou colocando em seus cachorros os medidores que eles mesmos deveriam carregar como parte do levantamento.
Os pesquisadores do Centro de Medicina Esportiva Mile End distribuiu a cerca de 200 crianças do bairro de Whitechapel (zona leste de Londres) pedômetros, aparelhos que medem quantos passos elas dão ao andar ou correr.
As crianças, com 11 ou 12 anos, foram instruídas a levar os pedômetros na cintura para que fosse medido o nível de atividade física diário delas.
No entanto, quando os pesquisadores mediram o nível de atividade de algumas crianças obesas, ficaram espantados ao constatar o nível de atividade delas.
“Depois de uma semana, nós descobrimos que algumas crianças eram extremamente ativas, mas ainda assim obesas”, disse Nicola Maffulli, um dos estudiosos responsáveis pela pesquisa.
“Então percebemos que eles estavam colocando os pedômetros nas coleiras de seus cachorros.”
Uma vez ajustado para corrigir a “ajudinha” dos cachorros, o estudo revelou que os garotos pesquisados andam ou correm 12.620 passos por dia, menos do que os 15 mil recomendados diariamente. As meninas andaram ainda menos: 10.150 passos por dia, quando o recomendado para elas são 12 mil.
Os pesquisadores pensam agora ampliar o estudo, incluindo mais crianças na mesma região.



BBC Brasil
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10.7.09

Apesar de apontado como uma instituição falida, o casamento ainda é muito valorizado. Com mulheres mais independentes e homens menos poderosos, entretanto, as crises estão mais comuns e a tolerância, menor. Muitas vezes, desiste-se do laço na hora da raiva e logo partese para outra, sem dar o tempo necessário para refletir se há amor e se vale a pena insistir.
Muitas pessoas criticam o casamento, mas depois de se separarem casam-se novamente. São otimistas. Não acreditam que o problema esteja na instituição, mas sim na pessoa escolhida. Aí, não desistem de tentar, achando que vão encontrar a felicidade por intermédio do outro e sempre apostando no parceiro seguinte.
A cada tentativa, fazem festas superproduzidas, com bolos incríveis, vídeos, shows. Alguns insistem porque valorizam o simbolismo da cerimônia, outros, porque querem garantir os direitos legais que provêm do matrimônio.
Sejam quais forem os motivos, o fato é que, apesar dos divórcios e complicações, e de se repetir incansavelmente que o casamento está falido, ele continua forte. Os parceiros é que já não são os mesmos.
Antigamente se casava pensando que era para sempre, e muitas vezes convivia-se com a infelicidade eternamente, mas ninguém pensava em separar-se.
Como diz a comédia, para a mulher era assim: "Não sou feliz, mas tenho marido".
Hoje, com a independência financeira das mulheres, as coisas mudaram. Se ela ganha o próprio dinheiro, tem casa, amigos, hobbies, pode sair com amigas, só precisa se casar se encontrar alguém que a complete afetivamente, por quem tenha atração sexual, que seja carinhoso, cúmplice, leal.
O homem, por sua vez, precisa aprender a lidar com a perda de poder.
Mas, mesmo quando tudo se encaixa, há momentos de crise em um casamento.
Os motivos? Um dos dois se interessa por outra pessoa ou se cansa da rotina, há falta de dinheiro, doença, mentiras, traição. Sem falar na perda de liberdade.

Quando tudo está bom, não se pensa nela, mas se há uma crise volta o desejo de estar só, aparece a vontade de se separar. Alguns entram em depressão.

Por um lado, acham que devem jogar tudo para o ar, querem ficar sós, encontrar outro parceiro.
Por outro, pensam no que vão perder: o amor, se ele existe, a casa organizada (ou não), a família do outro, o convívio com os filhos e por último, mas não menos importante, tem a parte financeira.

Quem se separa (a não ser que seja muito rico), sempre fica mais pobre.

Afinal, o valor das contas dobra.
Então, o que seria um motivo legítimo para uma separação? Bem, em algumas situações, pelo perigo que representam, ela é necessária.
Falo de violência física ou psicológica, de parceiros alcoólicos ou drogados.

Para outras circunstâncias o desfecho depende do limite pessoal dos envolvidos.
Há casais que, juntos, conseguem resolver casos de traição, de falta de dinheiro, de diferenças de opinião, até de desinteresse sexual.
Os dois abrem o coração e encontram o jeito de se reaproximar.
Às vezes, procuram uma terapia de casal.
O que nunca se deve fazer é separar-se no momento da raiva, por impulso ou por vingança.
A decisão deve ser pensada e discutida com um amigo, um terapeuta. Quando estamos tomados pela raiva, pela humilhação, pelo ciúme, devemos esperar a cabeça esfriar e depois nos dar um tempo para refletir sobre as consequências da escolha.
Depois de um ou dois meses teremos condição de saber o que é melhor. Se concluirmos que ainda há amor, que podemos perdoar, ou nos desculpar, então é voltar atrás e reatar sem mágoas, podendo renovar o amor e sabendo que na presença dele dá para sobreviver a qualquer crise.

Leniza Castello Branco, psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA).

E-mail: leniza@castellobranco.com


Caras
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:35  comentar


Em São Paulo, três cidades já adotam o toque de recolher para adolescentes: Ilha Solteira, Fernandópolis e Itapura. Os juízes da Infância e da Juventude das cidades, que ficam na região noroeste do estado, estão adotando a medida para diminuir o número de ocorrências com crianças e adolescentes nas ruas da cidade. A portaria determina que, sem a companhia dos pais, crianças e adolescentes de até 13 anos só poderão ficar nas ruas e em locais públicos até as 20h30. Os jovens entre 14 e 15 anos terão que se recolher até as 22 horas e os que tiverem entre 16 e 17 terão que voltar para casa até as 23 horas. Além disso, os menores de 16 anos estão proibidos de frequentar lan houses. Quem for flagrado fora do horário estipulado será levado para o Conselho Tutelar e entregue aos responsáveis. Já quem for pego praticando delito poderá ser condenado a prestação de serviço público e até ser recolhido para a Fundação Casa, uma espécie de Febem.
Os jovens das cidades consideram a decisão muito enérgica, ditatorial, mas os pais apoiam. O que vai acontecer se a moda pegar? Os pais perderam a autoridade sobre os filhos, por isso, a decisão judicial? Esta é a discussão do Participação Popular.
As perguntas foram respondidas pelos deputados Dr. Paulo César (PR-RJ) e Alice Portugal (PCdoB), Evandro Pelarin (Juiz de Direito da 1.ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Fernandópolis/SP), Mario Volpi (Coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes – UNICEF Brasil), os estudantes Lucas Monteiro e Natália Pereira.



Fabrício Rocharn

Assista, aqui.

link do postPor anjoseguerreiros, às 17:17  ver comentários (1) comentar


Cidades do Paraná começam a copiar uma ideia surgida no interior de São Paulo: a adoção de uma espécie de “toque de recolher” destinado a restringir a circulação de crianças e adolescentes à noite. A entrada e a permanência de menores de 16 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis nas ruas, em clubes, bailes, festas e restaurantes já sofre restrições em Cambará, no Norte Pioneiro, desde o mês passado. A mesma medida vem sendo discutida em Palotina, Marechal Cândido Rondon e Paranavaí.
Apesar da orientação contrária do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) em Cambará, o toque de recolher é amparado por uma portaria assinada pela juíza Beatriz Fruet de Moraes, na tentativa de frear os índices de criminalidade envolvendo adolescentes.
O estado de São Paulo é um dos pioneiros na adoção do toque de recolher. Atualmente duas comarcas impõem limites de horário para crianças e adolescentes circularem nas ruas: Fernandópolis e Ilha Solteira. A comarca de Fernandópolis também responde pelos municípios de Macedônia, Meridiano e Pedranópolis; e a de Ilha Solteira também inclui em seus limites a cidade de Itapura.
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) condena o toque de recolher e considera a medida ilegal. Para evitar que o exemplo inspire juízes de outras cidades, a instituição encaminhou na semana passada um parecer ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo, segundo o conselheiro Ariel Castro Alves, é fazer com que o CNJ discuta o tema e oriente as Varas de Infância quanto à ilegalidade da medida.
A presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, Telma de Oliveira, diz que a limitação de horários e locais é inconstitucional. O assunto será debatido nos dias 16 e 17, quando deve ser elaborado um documento em repúdio ao toque de recolher. A juíza da Vara de Infância e Juventude de Foz do Iguaçu, Sueli Fernandes da Silva, acredita que as portarias são desnecessárias e que cabe aos pais orientar os filhos sobre os horários e lugares adequados.
De acordo com o Conanda, cinco estados aplicam a restrição: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Paraíba. Em Minas Gerais, promotores estão pedindo ao Tribunal de Justiça a revogação das portarias. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estuda entrar com uma ação civil pública contra as portarias.
Em Cambará, o toque de recolher é amparado por uma portaria assinada pela juíza Beatriz Fruet de Moraes, na tentativa de frear os índices de criminalidade envolvendo adolescentes.
Os adolescentes não podem mais frequentar estabelecimentos comerciais que exploram diversão eletrônica, como lan houses, depois das 22 horas e durante o horário escolar. A mesma regra vale para os que têm entre 16 e 18 anos, com limite estendido às 23 horas. Os pais que não colaborarem terão de se explicar à Justiça. Já os estabelecimentos podem ser advertidos, multados ou fechados. E os responsáveis, presos.
Segundo o subcomandante da PM em Cambará, cabo Reinaldo Antônio dos Santos, a medida está surtindo efeito. No primeiro fim de semana de julho não houve qualquer ocorrência envolvendo adolescentes. Antes da nova regra, segundo ele, metade dos crimes era cometida por adolescentes. Hoje, a proporção é de uma ocorrência para cada 30 casos registrados.
Mateus Henrique de Paula, 15 anos, acredita que com o toque de recolher as ruas ficarão mais seguras e os pais, mais tranquilos. Ele admite que sua rotina não mudou muito e que os encontros com os amigos passaram a ser feitos em casa, e não mais nas praças. “A gente se reúne para andar de skate, depois todos passam para o lado de dentro do portão”, diz.



O Globo e Apucarana Notícias
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Colocar apelidos no colega gordinho, ofender o magro, humilhar o desajeitado, discriminar o negro. Quem nunca sofreu ou cometeu bullying? Embora essas atitudes sempre tenham feito parte do cotidiano de crianças e adolescentes, o assunto – e o novo termo, que diz respeito a atos cometidos pelos “brigões”, ou valentões” – veio à tona há pouco tempo.
Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, pesquisa conduzida pelo Centro Berkman para Internet e Sociedade e pela Universidade Harvard apontou que a pedofilia pela internet não é problema tão preocupante quanto o bullying. O assédio moral ocorre tanto virtualmente, quanto na convivência social, verbal ou fisicamente.

Diante de cenário como este, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) desenvolveu uma campanha de prevenção ao bullying no ambiente escolar, que é o de maior ocorrência. Para tanto, o Disque Denúncia (100) passou a ser utilizado como alternativa para denúncias. Outra opção é o contato direto com o MP-BA (Coordenação da Infância e Adolescência), pelo telefone 3103- 6212.
Segundo a promotora de justiça Edna Sara Dias Serqueira, no início deste ano, o número de denúncias contra o bullying era quase zero. Com a participação da imprensa e a criação dos canais de delação, mais de 40 casos foram denunciados na capital baiana em apenas dois meses.
A promotora explica que o serviço não tem objetivo apenas de punir os praticantes. “Trabalhamos no sentido de orientar e tentar buscar uma solução. Apenas em casos extremos castigamos os envolvidos”, pontua.
De acordo com a psicopedagoga Symone Vallari, vários casos já foram denunciados e trabalhados de forma consistente. “Em alguns, a família responde, em outros, o menor também, através de medidas socioeducativas. Se, ao acabar a pena, o autor não tiver sido acompanhado psicológica e afetivamente, poderá sair ainda pior”, alerta Vallari, que esclarece, ainda, que o cuidado deve ser para que a punição vá além da justiça.
“A maioria das pessoas é solidária à vítima. O que pouca gente sabe é que, muitas vezes, o agressor já foi vítima também. Por esse motivo, deve ser tratado com cuidado também”, conclui.
Serviço
Ministério Público amplia o raio de ação da campanha contra o bullying
Ação educativa – Será lançada na próxima segunda-feira, 13, uma campanha de cunho educativo, que consiste em levar informações precisas para toda a comunidade escolar, principalmente nos bairros suburbanos – embora o bullying aconteça em qualquer classe social, geralmente, com estudantes entre 9 e 17 anos.
Disque 100 – Talvez por medo de represália, poucas pessoas denunciam. É importante ressaltar, então, que a identidade do denunciante e da vítima são mantidas em sigilo.


Denuncie o bullying: disque 100 e 3103-6212.



A Tarde
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colaboradores: carmen e maria celia

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