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10.7.09

Uma substância encontrada no solo da Ilha de Páscoa - a rapamicina - pode ajudar a combater o processo de envelhecimento, segundo uma pesquisa de cientistas americanos publicada na revista especializada Nature.
Quando os cientistas usaram a rapamicina para tratar camundongos idosos, sua expectativa de vida aumentou em até 38%.
A pesquisa aumenta as perspectivas de se conseguir retardar o processo de envelhecimento em idosos.
Mas uma especialista britânica advertiu contra o uso da droga para este fim, já que a rapamicina também afeta o sistema imunológico. Medicina
A rapamicina foi descoberta pela primeira vez na Ilha de Páscoa, nos anos 70.
Ela já é usada para evitar a rejeição de órgãos transplantados em pacientes e em tubos implantados em pacientes para manter suas artérias coronárias abertas. A substância também está sendo testada como um possível tratamento para câncer.
Os pesquisadores em três centros americanos, no Texas, Michigan e Maine, deram a substância para os camundongos com idade equivalente a 60 anos em humanos.

A rapamicina aumentou a expectativa de vida dos roedores entre 28% e 38%.
Os pesquisadores estimam que, em termos humanos, este aumento poderia ser ainda maior se tanto câncer como doenças cardíacas também fossem evitadas e curadas no processo.
O pesquisador Alan Richardson, do Barshop Institute, disse: "Faço pesquisas sobre envelhecimento há 35 anos, e já houve várias das chamadas intervenções 'anti-envelhecimento' que nunca obtiveram sucesso".
"Nunca pensei que poderíamos encontrar uma pílula anti-envelhecimento para as pessoas durante minha vida, mas a rapamicina parece prometer justamente isso."
"Acreditamos que esta seja a primeira evidência convincente de que o processo de envelhecimento pode ser retardado e a expectativa de vida estendida por uma terapia com drogas começando em uma idade avançada", disse Randy Strong, do Texas Health Science Center. Restrições calóricas
A rapamicina parece ter um efeito semelhante à uma dieta de redução calórica, que já se mostrou ser eficaz em aumentar a expectativa de vida.
Ela afeta uma proteína das células chamada mTOR, que controla vários processos envolvidos no metabolismo e resposta a situações estressantes.
Os pesquisadores tiveram que encontrar uma maneira de reformular a droga para que ela ficasse estável o suficiente para chegar até o intestino dos camundongos antes de começar a se decompor.
O objetivo original era começar a ministrar a rapamicina para os camundongos aos quatro meses de idade, mas o atraso devido à nova formulação fez com que o tratamento só começasse quando as cobaias já tinham 20 meses de idade.
Os pesquisadores acreditavam que os camundongos já estariam muito velhos para que a droga tivesse algum efeito e se surpreenderam com o resultado.
"Esse estudo claramente identificou um potencial terapêutico para o desenvolvimento de drogas com o objetivo de prevenir doenças ligadas ao envelhecimento e aumentar a expectativa de vida", disse Strong.
"Se a rapamicina ou drogas similares funcionarem como imaginamos, a potencial redução de custo para serviços de saúde é enorme." 'Não tente em casa'
A médica Lynne Cox, especialista em envelhecimento da Universidade de Oxford, descreveu o estudo como "animador".
Segundo ela, "é especialmente interessante que o remédio tenha sido eficiente mesmo quando dado a camundongos idosos, já que seria muito melhor tratar o envelhecimento em pessoas mais velhas do que usar drogas como essas por toda a vida."
Mas, ela acrescentou, "de modo algum ninguém deve pensar em usar este remédio em particular para aumentar sua própria expectativa de vida, já que a rapamicina é imuno-supressora".
"Enquanto que os camundongos de laboratório são protegidos de infecções, isso é simplesmente impossível entre a população humana."
"O que o estudo faz é ressaltar um importante caminho molecular para o qual novas e mais específicas drogas podem ser criadas."
"Se é sensível tentar aumentar a expectativa de vida é outra questão; talvez, aumentar a expectativa de vida saudável, e não de vida, seja um objetivo melhor."



O Globo On Line
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8.7.09
Joe se alimenta por tubo, mas está aprendendo a engolir alimentos

A família de um garoto britânico de dois anos que nasceu com uma disfunção rara - a falta quase total de apetite - está fazendo uma campanha para tentar conscientizar outras pessoas sobre o problema.
O garoto Joe Bell, de Aspatria, no condado de West Cumbria, norte da Inglaterra, tem hiperinsulinismo congênito, decorrente da produção excessiva do hormônio insulina pelo pâncreas. Com isso, os níveis de açúcar no corpo caem a "níveis perigosos". A disfunção pode ser fatal.
A família diz que precisa alimentá-lo três vezes ao dia através de um tubo no estômago, porque um dos efeitos colaterais do hiperinsulinismo congênito é "praticamente" uma ausência de fome.
"Desde o primeiro momento em que nasceu, ele nunca se interessou pela amamentação", disse a mãe de Joe, Vicky Bell. "Depois de algumas horas no hospital, os níveis de açúcar no sangue dele foram testados e eram praticamente imperceptíveis."
Vicky contou à BBC sobre a dificuldade de alimentar seu filho, e como os médicos chegaram à conclusão de que o tubo estomacal era a melhor solução.
"Nos primeiros dez meses depois que saímos do hospital, ele tinha um tubo que descia pelo nariz até o estômago para alimentá-lo, porque simplesmente não tinha fome", relatou.
"Mas ele continuava tirando o tubo, por isso os médicos acharam melhor que o tubo passasse pela barriga."
Segundo Vicky, "agora tudo é muito natural, e Joe aceita tudo que fazemos".

Esperança

Quando nasceu, nível de açúcar no sangue de Joe era 'imperceptível'
A mãe disse que, hoje em dia, Joe já está se acostumando a, simplesmente, engolir a comida, mesmo que não tenha fome. Ela tem esperança de que o filho "se livre" do problema no futuro.
Vicky organizou um evento, a ser realizado em agosto, para levantar recursos para o Children's Hyperinsulinism Fund, que financia a pesquisa e promove a troca de informações sobre o hiperinsulinismo na Grã-Bretanha.
Joe está sendo tratado em dois hospitais diferentes, o Great Ormond Street, em Londres, e o Royal Manchester.
A enfermeira especialista do hospital infantil de Manchester, Linsey Rigby, disse que o hiperinsulinismo é "controlável" com o paciente em casa, mas que achar uma solução pode requerer "um longo período no hospital, para que os médicos encontrem a melhor maneira de gerenciar a condição da criança".
"Talvez seja necessária uma cirurgia ou talvez a criança tenha de tomar uma série de medicamentos em casa", ela afirmou. "Mas é pedir demais que os pais administrem toda a medicação que prescrevemos."

Fonte: BBC Brasil
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Médicos suíços corrigem alterações cerebrais sem perfurar o crânio de pacientes

Um procedimento inédito realizado por médicos suíços acaba de abrir uma nova fronteira na história da neurologia. Os pesquisadores realizaram com sucesso uma cirurgia no cérebro sem abrir a caixa craniana. Os cientistas usaram ondas de ultrassom, que transpassaram o crânio e chegaram ao local que necessitava ser tratado.
A proeza foi realizada pela equipe coordenada pelo neurocirurgião Daniel Jeanmonod, do Departamento de Neurocirurgia Funcional do Hospital Universitário de Zurique. Foram selecionados dez pacientes, todos portadores de dor neuropática, um tipo de dor crônica caracterizada por lesões nos nervos. O distúrbio também está associado ao mau funcionamento de circuitos de neurônios existentes no tálamo - estrutura cerebral responsável por levar informações sobre dor e temperatura, por exemplo, ao córtex, onde são processadas.
Tradicionalmente, o problema pode ser tratado com medicação ou, nos casos mais graves, com a introdução de um eletrodo na área do tálamo vinculada à dor. O recurso emite sinais elétricos que desativam esse circuito, impedindo o envio e o consequente processamento de dados sobre a sensação de dor. O eletrodo é levado até o local por meio de um cateter inserido no cérebro através de um pequeno orifício feito no crânio. O que os médicos suíços fizeram foi usar o ultrassom em vez do eletrodo. A tecnologia foi escolhida porque o calor provocado pelas ondas tem o mesmo efeito do que é causado pelos sinais emitidos pelo eletrodo. A grande vantagem é que não é necessário abrir a caixa craniana, já que o ultrassom atravessa os ossos.

As cirurgias foram feitas entre setembro de 2008 e abril deste ano . Elas duraram cerca de cinco horas. Metade do tempo foi usada para a localização dos pontos a serem atingidos pelas ondas de ultrassom. Nas duas horas e meia seguintes, houve o disparo do ultrassom. Segundo os médicos, os dez pacientes ficaram livres dos sinais de dor. Entusiasmados, os especialistas pretendem testar o método para outras doenças. "Em princípio, a técnica poderia ser usada para tratar tremores causados pelo mal de Parkinson, algumas formas de epilepsia e até tumores", disse à ISTOÉ o pesquisador Daniel Jeanmonod.
No Brasil, a notícia da realização do procedimento repercutiu positivamente. Na opinião do neurocirurgião Hallim Feres Jr., do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, trata-se de uma intervenção promissora. "Há um grande esforço para tornar as cirurgias menos agressivas", afirmou o médico. "E essa novidade vem ao encontro desse objetivo."

Cilene Pereira


Isto É
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4.7.09

Repetir pensamentos positivos para si pode acabar tendo efeito contrário ao desejado em indivíduos com baixa autoestima, afirma um estudo de pesquisadores canadenses.Segundo o estudo, frases encorajadoras e positivas a respeito de si funcionam apenas para quem já tem autoestima alta.
Os pesquisadores das universidades de Waterloo e de New Brunswick pediram a participantes do seu projeto que repetissem para si mesmos a frase “sou uma pessoa adorável”. Depois, eles analisaram a impressão dos participantes sobre si.
No grupo com baixa autoestima, os que tentaram este recurso de autoajuda se sentiram piores do que antes. Já pessoas com alta autoestima se sentiram – levemente – melhores após repetir o mantra positivo.
Os psicólogos pediram então que os participantes listassem pensamentos positivos e negativos a respeito de si. Eles descobriram que, paradoxalmente, aqueles com baixa autoestima se sentiam melhor quando podiam ter pensamentos negativos a respeito de si, e não quando eram obrigados a se focar nos pontos positivos.
Em um artigo na revista científica Psychological Science, os cientistas sugerem que, assim como elogios exagerados, asseverações puramente positivas tais como “eu me aceito completamente” podem produzir pensamentos contraditórios em indivíduos com baixa autoestima.
“Repetir afirmações positivas pode beneficiar algumas pessoas, como indivíduos com alta autoestima, mas sair pela culatra no caso das pessoas que mais precisam deles”, afirmou a psicóloga que coordenou a pesquisa, Joanne Wood.
Ela destacou, entretanto, que os pensamentos positivos funcionam como parte de uma terapia mais ampla.
A ideia de que as pessoas devem “se ajudar” a fim de se sentir melhor foi elaborada há 150 anos pelo médico escocês Samuel Smiles. Seu livro sobre o tema, que trazia orientações como “os céus ajudam aqueles que se ajudam”, vendeu 250 mil cópias.
Hoje, o negócio da autoajuda virou uma indústria multibilionária.

Fonte: BBC Brasil
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1.7.09
RIO - Descobrir a cura de doenças neurológicas que afligem parte da população mundial é o projeto de vida do psiquiatra Wagner Gattaz, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que acaba de receber um prêmio da World Federation of the Societies of Biological Psychiatry por sua contribuição para a ciência. O objetivo de Gattaz é encontrar as possíveis causas, e assim a cura, de duas doenças que, juntas, afetam mais de 4 milhões de brasileiros: a esquizofrenia e o Mal de Alzheimer.

- O que quero é descobrir como fazer o paciente de esquizofrenia ou Alzheimer viver sem sintomas, o que para mim é o equivalente a um tipo de cura, ou até mesmo prevenir as doenças através da interrupção dos mecanismos que podem provocar os distúrbios muito antes deles acontecerem - explica Gattaz.
Atualmente, o psiquiatra está trabalhando nos efeitos do lítio na prevenção do Alzheimer, uma das doenças degenerativas mais comuns nos idosos no Brasil e no mundo. A doença afeta até 50% das pessoas acima dos 80 anos e até agora não tem cura ou prevenção.
- Estudos com lítio tem se mostrado promissores, mas ainda é preciso testar a droga com grupos maiores de idosos. Se os testes derem certo, podemos ter em breve uma nova forma de tratar a doença. Com os avanços da ciência e a tecnologia cada vez mais rápidos, acredito que em um futuro próximo o tratamento para várias doenças neurológicas será cada vez mais eficaz.
Sobre a esquizofrenia, o médico nota que os avanços foram muitos nos últimos anos e que os pacientes estão conseguindo ficar cada vez mais tempo sem manifestar os sintomas característicos do quadro.
- Sem dúvida, o tratamento da esquizofrenia tem mudado de forma marcante. Temos boas alternativas de medicação, que causam poucos efeitos colaterais e permitem que o paciente tenha uma vida normal. Infelizmente, o maior problema no Brasil ainda é o diagnóstico, que costuma ser muito demorado, e no tratamento de pacientes mais graves, como os psicóticos - afirma Gattaz.


O Globo On Line
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Londres, 1 jul (EFE).- As mulheres que não dormem as horas necessárias têm mais risco do que os homens de sofrer doenças cardíacas, segundo um estudo divulgado hoje por especialistas de duas universidades do Reino Unido.As mulheres que dormem menos que as oito horas recomendadas têm mais possibilidades de ter problemas cardíacos do que os homens com esses mesmos hábitos de sono, segundo os especialistas da Universidade de Warwick e o University College London (UCL).Os pesquisadores descobriram que os marcadores que indicam doenças cardíacas variavam consideravelmente com as horas que as mulheres dormiam.Segundo a análise, os especialistas descobriram que os níveis de Interleukina-6 (IL-6), um desses marcadores, eram muito mais baixos em mulheres que dormiam oito horas, em comparação com as que dormiam sete.Outro marcador, o hs-CRP, que pode prever a morbidade cardiovascular, era consideravelmente mais alto em mulheres que diziam dormir cinco horas ou menos.A professora em bioquímica que liderou o estudo, Michelle Miller, da Universidade de Warwick, disse que este estudo acrescenta mais peso à relação entre o sono e os problemas cardíacos."Apoia a ideia que dormir pouco está associado a um aumento do risco cardiovascular e que a associação entre a duração do sono e os fatores cardiovasculares são diferentes em homens e mulheres", acrescentou Miller.A análise é baseada em uma pesquisa realizada com 4,6 mil participantes de entre 35 e 55 anos, aos quais foi pedida sua participação nos anos de 1985 a 1988, e que foram acompanhadas até 1991 e 1993.



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Um projeto conjunto da agência espacial americana, a Nasa, e do Ministério do Comércio do Japão gerou o mais completo mapa da topografia da Terra, cobrindo 99% da superfície do planeta.

As imagens, que devem ser liberadas para serem baixadas e usadas gratuitamente, foram capturadas pelo radiômetro Aster (sigla em inglês de Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer, ou Radiômetro Espacial Avançado de Emissões Térmicas e Reflexão), a bordo do satélite artificial Terra.
Conhecida como Vale da Morte, no leste da Califórnia, a região reproduzida acima abriga o ponto mais baixo da América do Norte, mais de 85 metros abaixo do nível do mar.


Na cordilheira do Himalaia, as imagens do Aster revelaram uma grande variação no fluxo dos glaciares. A velocidades no norte são muito mais baixas, indicando mais gelo estagnado do que no sul.

A Nasa agora vai atualizar o banco de dados com novas informações fornecidas pelo Aster para detalhar o mapa atual ainda mais.

BBC Brasil

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Um estudo australiano sugere que fazer sexo todos os dias melhora a qualidade do esperma e poderia aumentar as chances de gravidez.

A pesquisa do Sydney IVF, um centro de tratamento de infertilidade, foi apresentada em Amsterdã, na Holanda, durante um seminário da Sociedade Europeia para Reprodução e Embriologia.
Os pesquisadores analisaram 118 homens com problemas de infertilidade e os resultados apontam que oito em cada dez participantes apresentaram uma melhora média de 12% nos danos do DNA do esperma depois de sete dias de ejaculação diária.
Além disso, o esperma também se tornou mais ativo durante a semana de análise, com um pequeno aumento na mobilidade.
O estudo observou ainda uma queda no número de espermatozóides no sêmen de 180 milhões para 70 milhões durante o período. Segundo os pesquisadores, apesar da queda, os homens permaneceram no nível normal de fertilidade.

Danos
O pesquisador David Greening, que liderou o estudo, disse que o conselho geral para os casais tem sido o de fazer sexo a cada dois ou três dias.
Ele explica, no entanto, que a melhora na qualidade do esperma observada a partir da ejaculação diária poderia ser explicada pois os espermas acumulados durante dias podem apresentar mais deformações pois ficam expostos a radicais livres durante o tempo em que ficam armazenados nos epidídumos - pequenos canais localizados nos testículos.
Segundo Greening, apesar dos resultados promissores, mais testes são necessários para identificar se os benefícios da ejaculação diária podem ser observados também em homens sem problemas de infertilidade.
Ele alerta que fazer sexo todos os dias por muito tempo – um período de 15 dias, por exemplo – poderia reduzir demais o número de espermatozóides.
Greening explica que “muito sexo diário” é recomendado no período de ovulação da mulher para aumentar as chances de gravidez.
De acordo com o pesquisador, os resultados do estudo podem ter implicações para casais que estão fazendo tratamento de fertilização in vitro. Isso porque os homens que passam por esse tipo de tratamento são aconselhados a não manter relações sexuais por pelo menos dois dias para aumentar o número de espermatozóides na hora da ejaculação.

Casos individuais
Segundo o especialista em fertilidade Alan Pacey, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, a descoberta de que ejaculações diárias melhoram as chances de gravidez é interessante, mas seria errado pensar que esse é o caso para todos os homens.
“Por exemplo, para homens que já possuem pouca quantidade de esperma, as ejaculações diárias podem reduzir ainda mais esse total e apesar de o esperma ser mais saudável, o número reduzido pode impedir as chances de uma concepção normal”, disse Pacey.
Ele afirma ainda que o melhor conselho geral para casais que estão tentando engravidar naturalmente seria “manter relações a cada dois dias para garantir a saúde do esperma em cada ocasião”.
Greening explica ainda que esse conselho pode ser diferente para homens que estão se preparando para tratamentos como a fertilização in vitro. Segundo ele, exames que medem os danos no DNA do esperma podem alterar a recomendação médica sobre a frequência das relações sexuais.



BBC Brasil
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29.6.09
SYDNEY (Reuters) - Cientistas australianos desenvolveram uma terapia de "cavalo de Tróia" para combater o câncer, usando uma nanocélula derivada de bactérias para penetrar na célula cancerosa e desarmá-la, antes de uma segunda nanocélula matá-la com quimioterapia.
A terapia do "cavalo de Tróia" tem o potencial de alvejar diretamente as células cancerosas com a quimioterapia, em lugar do tratamento quimioterápico atual, no qual medicamentos são injetados no paciente e atacam tanto as células cancerosas quanto as saudáveis.
Os cientistas de Sydney Jennifer MacDiarmid e Himanshu Brahmbhatt, que em 2001 formaram a empresa EnGenelC Pty Ltd., disseram que nos últimos dois anos obtiveram 100 por cento de sobrevivência em camundongos com células cancerosas humanas, usando a terapia do "cavalo de Tróia".
Os cientistas pretendem iniciar os testes clínicos com humanos nos próximos meses. Os testes humanos do sistema de envio de células vão começar na próxima semana no Centro Peter MacCullum de Câncer no Royal Melbourne Hospital e no The Austin, na Universidade de Melbourne.
Anunciada na edição mais recente do periódico Nature Biotechnology, a terapia consiste em minicélulas chamadas EDVS (EnGenelC Delivery Vehicle) que se prendem à célula cancerosa e penetram nela.
A primeira onda de minicélulas libera moléculas de ácido ribonucléico, chamadas siRNA, que desligam a produção de proteínas que torna as células cancerosas resistentes à quimioterapia.
Uma segunda onda de células EDV é então aceita pela célula cancerosa e libera drogas quimioterápicas, matando a célula cancerosa.
"A beleza da coisa é que nossas EDVs funcionam como 'cavalos de Tróia'. Elas chegam à entrada das células afetadas e sempre são 'autorizadas' a entrar", disse MacDiarmid.
"Enfrentamos as células cancerosas, jogando o próprio jogo delas. Elas ligam o gene que produz a proteína que resiste às drogas, e nós desligamos o gene, o que, por sua vez, possibilita a entrada das drogas."

Michael Perry


O Globo On Line
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Quando Freud criou a psicanálise e descortinou os mistérios da sexualidade infantil foi um verdadeiro escândalo, tamanha a repressão e preconceito da época. Infelizmente, até os dias atuais muitas pessoas ainda consideram que as crianças são anjinhos assexuados e que os psicanalistas só pensam em sexo.

Desde o nascimento somos invadidos por uma energia poderosa que nos impulsiona para a vida e é ela que nos faz desejar, ousar, conquistar, nos movimentando sempre na direção de um outro ser humanos. Sem ela ficamos seres apáticos , sem vivacidade, sem brilho e esvaziados de graça.

Freud foi um homem brilhante, extremamente sério e rigoroso nos seus estudos, sem ter melindres em revisar suas formulações teóricas quando se deparava com novas descobertas.

Ele nos ensinou que a sexualidade alimenta a nossa capacidade de amar e ser amado, de emocionar, de fazer vibrar, de dar e receber prazer, enfim todo o esplendor da natureza humana. E isto transcede as contato físico propriamente dito.

Os bebês são radicais em relação às suas emoções e sensações físicas, ou tem prazer ou desprazer, amam ou odeiam, e não sabem refletir, argumentar, esperar. O contato físico e emocional com a mãe ou com quem exerce a função materna é que dará forma e sentido a toda essa avalanche de estímulos. Portanto, a mãe será o primeiro objeto amoroso tanto para meninos quanto para meninas. Por ela nos apaixonamos e queremos atenção exclusiva. Lembram do desenho animado cujo personagem dizia " não é a mamãe "? Esta relação é erotizada desde o início, ao amamentar, dar banho, brincar, fazer dormir, cantar canções infantis, alimentar, embalar a criança no seio, porque a mãe também está enamorada e totalmente voltada para o seu bebê. E esta relação que se configura não tem nada a ver com a sexualidade genital adulta, integrada, mas sim com a sexualidade infantil, que nos constitui e que será o esteio para o nosso desenvolvimento.

O bebê precisa e demanda o amor da mãe, não basta cumprir as exigências físicas. Certamente, dificuldades podem acontecer neste caminho, por exemplo, quando a mãe por algum motivo pessoal fica deprimida ou desconectada afetivamente do seu bebê. Nestes casos, a dupla mãe-bebê estará sujeita a um desencontro afetivo que pode levar ao adoecimente psíquico.

Voltando aos tempos atuais, quando vemos a nudez excessiva dos corpos, ficamos com a impressão que algo foi perdido, porque não é um corpo sarado e desnudo que nos encanta. O que nos provoca arrebatamento é a qualidade da vivência emocional, são todos os sinais da força amorosa do outro que nos atrai, e isto , meus caros, é o elixir da vida, não tem idade e nem prazo de validade.

LUCIA PALAZZO
Diretora de Comunicação da AFRERJ e psicanalista por formação.


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