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3.7.09
Estudante relata momentos de pavor no acidente, mas inocenta motorista

Rio - 'Tempo, mestre de todas as horas e dias, passou sem ver. Te amar de verdade, sentir saudades’. Os versos do novo sucesso de Ivete Sangalo, ‘Agora eu sei’, eram cantados pelos alunos do Colégio Pedro II de São Cristóvão quando a van em que estavam bateu em reboque e matou quatro estudantes, quinta-feira, na Linha Vermelha.
Vínhamos cantando, felizes, na van, quando o veículo levou uma fechada de um ônibus e de um carro e bateu no reboque, que estava parado, sem sinalização, capotando duas vezes. As imagens e o desespero dos meus colegas gravemente feridos, morrendo, não me saem um minuto da mente”, contou Gabrielle Moraes Severino, 12 anos, estudante do 6º ano, descrevendo os instantes trágicos do acidente na via expressa.
"Deus provou que me ama de verdade”, desabafa a menina sobrevivente, que sofreu apenas um corte no pé esquerdo. Ela conta que o motorista, Carlos Alberto Rodrigues de Souza, 57 anos, não estava em alta velocidade. “Foi um barulho terrível, como se a van tivesse explodido. Só tive tempo de me abraçar a Maria Clara (que ainda está internada)”, lembrou Gabrielle, que viajava atrás do motorista. Ela e alguns colegas não usavam cinto de segurança. O veículo também não tinha monitor. O uso do acessório e a presença de auxiliar são duas exigências que motoristas legalizados de transporte escolar têm que cumprir.
“Preso às ferragens, Carlos gritava para os bombeiros o retirarem porque precisava nos salvar”, lembrou, contando que, apesar de feridos, os alunos tentavam se ajudar. “O Matheus gritava sem parar para que alguém socorresse seu irmão, Lucas”. Matheus Telles, 8 anos, está internado com gravidade no Hospital Miguel Couto, no Leblon. Seu irmão, André Lucas Couto Telles, 7, foi enterrado ontem no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. Sua mãe, Vanessa Cristina de Jesus Couto, precisou ser amparada todo o tempo.
Pelo celular, Gabrielle — devota de São Judas Tadeu, santo das causas impossíveis — conseguiu ligar para o pai, o funcionário público Adilson da Silva Severino, 47. “Foi um desespero. Ela chorava muito e ainda escutei os gritos de pavor das crianças pedindo socorro. Como o trânsito ficou engarrafado, desci do carro na Linha Vermelha e corri, chorando, gritando por Gabrielle, por três quilômetros”, contou Adilson. No local do acidente, ele recebeu um abraço de um bombeiro, que lhe disse: “Sua filha nasceu de novo”.
Adilson inocentou Carlos Alberto: “Nós o conhecemos há mais de oito anos. Sempre foi atencioso com as crianças, a quem tratava como se fosse seus filhos”, comentou. Os parentes de André Lucas também evitaram culpá-lo. “Foi um acidente. Não temos como neste momento responsabilizar ninguém”, disse o tio do menino, Adelino de Jesus Filho. Já a mãe de Raianny da Silva Souza, 14 anos, aluna do 9º ano, quer vê-lo preso. Debruçada sobre o caixão, a jornalista Rosana Maria da Silva Souza, 46, gritava por justiça ontem no Cemitério de Ricardo de Albuquerque. “Ela não poderia ir embora assim, de forma tão estúpida, por causa de uma imprudência no trânsito! Raianny era minha filha única! Era tudo para mim! Quero que a polícia investigue tudo a fundo e puna quem tiver que ser punido”, desabafou, diante de 300 parentes, amigos e colegas de colégio da filha. Vinícius Lopes da Silva, 11, e Esther Reis Fernandes da Rocha, 8, foram enterrados ontem. Dos seis feridos, só Gabrielle recebeu alta.

Pagamento para ser indicado
A Associação de Pais e Alunos do Pedro II de São Cristóvão cobrava anuidade dos 51 motoristas para indicar o serviço aos pais. Carlos Alberto admitiu que pagava R$ 76 para constar no cadastro distribuído às famílias: “Não entregue seu tesouro a qualquer pessoa. Exija sempre um transportador cadastrado na APA, pois só ele pode lhe proporcionar a tranquilidade e certeza de que seu filho estará em boas mãos”.
Além de ser pirata e de ter sido multado por isso, seu carro estava sem a vistoria de 2008. “Era visível pneus carecas e a falta da faixa lateral amarela”, disse a delegada Leila Goulart, que chamará representantes da APA para se explicar. Semana que vem, a direção do Pedro II convocará reunião com as 13 APAs do colégio para tomar uma medida. Em luto, as aulas foram suspensas até segunda. O ministro da Educação, Fernando Haddad, ligou para a escola oferecendo “todo apoio possível às famílias”.


O DIA ONLINE
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2.7.09
Prefeitura ensina como pais podem identificar um veículo ilegal.Van que capotou na Linha Vermelha não era regularizada.

O acidente com a van na Linha Vermelha que matou quatro crianças e feriu outras seis, deixou muitos pais preocupados com a manutenção dos veículos que fazem transporte escolar. Nesta quinta-feira (2), a Secretaria municipal de Transportes (SMTR) e o Sindicato das empresas de transporte escolar deram algumas orientações de como os pais podem saber se o veículo é regularizado.
Segundo a prefeitura, a van que capotou na via expressa, no sentido Baixada Fluminense, não tinha licença para atuar como transporte escolar.

Como reconhecer um transporte escolar legalizado
Os veículos aptos a fazer esse tipo de transporte devem ter, segundo a Prefeitura e o sindicato, placa vermelha, pneus em bom estado, número de autorização da SMTR fixado no veículo, porta dos dois lados para embarque e desembarque, faixa amarela com a palavra “escolar” escrita em preto em toda extensão das partes laterais e da carroceria do veículo, além do selo de vistoria anual colado no parabrisa.

A SMTR também afirmou que os veículos escolares devem ter um funcionário para ajudar as crianças no embarque e desembarque, cintos de segurança, seguro para terceiros, impostos pagos em dia e o motorista deve ter habilitação na categoria “D”. Os veículos que fazem transporte escolar são obrigados a passar por duas vistoriais anuais.
A assessoria da SMTR orienta aos pais de alunos a pesquisarem se o veículo é legalizado, através do site: G1
G1
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1.7.09
Garota de 14 anos foi resgatada quando nadava em meio a destroços no Oceano Índico.

Uma TV francesa divulgou as primeiras imagens de Baya Bakari, a garota de 14 anos que sobreviveu à queda do Airbus A310 da companhia aérea Yemenia no Oceano Índico na terça-feira (30).
Baya foi encontrada perto do local onde o avião caiu, na costa de Comores, nadando em meio aos corpos das vítimas do acidente e destroços do avião.
A garota se recupera em um hospital de Moroni, em Cosmores. Médicos dizem que ela sofreu apenas cortes no rosto e teve uma clavícula quebrada, mas está fora de perigo.
O homem que resgatou Baya disse que a adolescente se agarrou a um pedaço do avião por várias horas até ser resgatada. Ela não usava um colete salva-vidas e quase não sabia nadar. O homem disse que ela estava muito fraca para segurar à boia que foi jogada para a menina e que teve que se jogar na água para salvá-la.
Kassim Bakari, pai da menina, disse à Associated Press que ela havia sido jogada para fora do avião quando o veículo caiu.
"Ela é uma garota muito tímida, eu nunca pensei que ela fosse escapar dessa maneira," disse Bakari, descrevendo a menina como "frágil".
Baya é a única sobrevivente confirmada do acidente até agora.



G1
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Uma menina de seis anos morreu afogada na piscina de um clube na cidade americana de Winston-Salem, Carolina do Norte, no momento em que oito salva-vidas estavam trabalhando.
A menina, Ja'Nae Nicole McCullum, fazia parte de um grupo de 21 crianças do Clube de Meninos e Meninas do Exército da Salvação, que contava com dois responsáveis adultos que estavam na piscina. A polícia informou que entre 30 e 35 pessoas estavam na piscina do clube Kimberly Park na ocasião.
De acordo com a página na internet do JornalNow, de Winston-Salem, a família de Ja'Nae afirmou que ela não sabia nadar. Os parentes estão questionando a supervisão das crianças no clube.
A bisavó da menina, Betty Fowler, afirmou que assinou a permissão para que Ja'nae McCullum fosse com o grupo a outro clube, na cidade de Greensboro, e não ao clube da cidade, que tem uma piscina mais funda.
Alerta
Ja'Nae McCullum estava no clube Kimberly Park na tarde de sexta-feira com seu grupo do Exército da Salvação quando um homem a viu debaixo d´água, na parte mais profunda da piscina. O homem alertou um salva-vidas que estava em uma das cadeiras próximas, segundo jornais locais.
O salva-vidas imediatamente pulou na piscina, tirou Ja'Nae da água e começou o processo de ressuscitação cardio-pulmonar. A criança foi levada para o hospital por paramédicos.
"Eles não conseguiram fazer o coração dela voltar a bater, o que significa que (Ja'Nae esteve no fundo da piscina) por um tempo, minutos, pelo menos", disse Donald Jason, que fez a autópsia em Ja'nae McCullum, ao JornalNow.
Betty Fowler afirmou que Ja'nae McCullum e seu irmão de sete anos estavam matriculados em aulas de natação, mas afirmou que a bisneta não sabia nadar.
Agora a família questiona como as crianças estavam sendo supervisionadas no clube. O Exército da Salvação não fez nenhum comentário sobre o caso.
Oito salva-vidas trabalhavam no clube no momento do afogamento. Um salva-vidas fica em cada uma das duas cadeiras e os dois salva-vidas têm a responsabilidade primária de vigiar a piscina em turnos rotativos de 15 a 20 minutos, de acordo com Dick Butler, supervisor das piscinas municipais de Winston-Salem.
Butler acrescentou que vai investigar o incidente e descobrir onde cada um dos salva-vidas estava e o que eles faziam quando Ja'Nae McCullum se afogou.



BBC Brasil
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30.6.09

A310 que decolou de Paris caiu com 153 pessoas a bordo.Queda ocorreu perto das Ilhas Comores, a cinco minutos do pouso.

Uma criança de 5 anos foi retirada viva do Oceano Índico nesta segunda-feira (30), depois da queda de um avião Airbus 310 próximo às Ilhas Comores, segundo as autoridades aeroportuárias. Destroços e corpos também já foram encontrados.
O avião da companhia Yemenia, vinha de Sanaa, no Iêmen, rumo a Comores, com 153 pessoas a bordo.
A criança foi resgatada de barco e levada a um hospital em Comores. Seu estado de saúde e nacionalidade não foram divulgados.
Hadji Ali, director do aeroporto internacional de Moroni, em Comores, disse que, além da criança, foram resgatados cinco corpos de vítimas.



G1
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SÃO PAULO - Um menino de 6 anos ficou ferido no pescoço após ser atingida por uma linha com cerol, no último domingo, no Jardim Marchesi, em Ribeirão Preto, a 319 quilômetros de São Paulo. Segundo a mãe de Carlos Miguel Figueiredo, a linha ficou presa em uma moto que passava e acabou atingindo o filho, que brincava na rua.
- O corte foi muito grande e, por pouco não pegou a veia - diz Shirley Alves de Figueiredo.
O garoto teve que levar 11 pontos para suturar o ferimento, mas passa bem.


O Globo On Line
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MORONI - Um avião comercial da companhia aérea estatal do Iêmen, Yemenia Air, caiu no arquipélago de Comores, no Oceano Índico, com 153 pessoas a bordo. O acidente aconteceu nas primeiras horas de terça-feira, (noite de segunda no horário de Brasília),.Viajavam no Airbus A310 142 passageiros, entre eles 66 franceses, e 11 tripulantes. O avião saiu de Sanaa, capital do Iêmen, rumo a Moroni, nas Ilhas de Comores, a sudeste da África..As causas do acidente são desconhecidas. O avião perdeu contato com a torre de controle, em meio ao mau tempo na região, quando se preparava para a aterrissagem.
Segundo os jornais franceses "Le Monde" e "Le Figaro", o avião partiu de Paris em direção a Moroni, capital das ilhas Comores, com conexões em Marselha, na França, e em Sanaa. Inicialmente, os passageiros embarcaram em um Airbus A330, e na conexão em Sanaa trocaram de aeronave, embarcando em um Airbus A310 Sobrevivente é resgatado na costa das Ilhas Comoress
Aviões militares franceses decolaram das ilhas de Mayotte e Reunion em busca da aeronave iemenita. Um navio francês que saiu de Mayotte também participa da operação.
As aeronaves e equipes de busca localizaram destroços do Airbus A310 iemenita, informou um órgão regional de segurança aérea.
- A aeronaves localizaram destroços no suposto ponto de impacto - disse em Comores Ibrahim Kassim, um funcionário da Agência de Segurança de Aviação e Navegação na África e Madagascar (ASECNA, na sigla em inglês).
Posteriormente, um funcionário da aviação iemenita indicou que equipes de resgate tinha recuperado alguns corpos entre os destroços do avião,
Um sobrevivente foi resgatado na costa do arquipélado de Comores. Ainda não se sabe qual é a nacionalidade e o sexo desta pessoa
A Yemenia é de propriedade do governo do Iêmen (51%) e da Arábia Saudita (49%). Segundo informações do site da companhia aérea, a frota é composta por dois Airbus 330-200, quatro Airbus 310-300 e quatro Boeing 737-800, e o avião seguia em direção a Moroni.
É o segundo acidente com um Airbus no mar em um mês. Um Airbus da Air France caiu no dia 31 de maio no Oceano Atlântico deixando 228 mortos .
As Ilhas Comores são formadas por três ilhas vulcânicas, Grande Comore, Mohéli e Anjouan, no canal de Moçambique, a 300 quilômetros a noroeste de Madagascar e a uma distância semelhante do oeste do continente africano.



O Globo On Line
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29.6.09


Uma chuva de pétalas de flores jogada ao mar por quatro helicópteros da Marinha marcou hoje a solenidade em homenagem às vítimas do voo Air France 447. Seis navios da Marinha brasileira participam da despedida: a Fragata Bosísio, que lidera o ato, o navio tanque Gastão Motta, a corveta Jaceguai, o desembocador Doca, o navio patrulha Guaíba e o rebocador Triunfo. Todas as embarcações participaram das buscas aos destroços do avião e aos corpos das vítimas.
A cerimônia foi realizada esta manhã pelo capelão naval, o primeiro tenente Cláudio Jacinto a 7 milhas náuticas da costa, uma distância equivalente a 14 km. Após a leitura de um resumo da operação, encerrada na sexta-feira passada e que recuperou 51 corpos dos 228 passageiros e tripulantes do Airbus, foi realizado um ato ecumênico e as coroas de flores foram jogadas ao mar dos navios e houve a chuva de pétalas, seguidas do toque de silêncio, em sinal de luto.
Nenhum parente das vítimas participou da homenagem, apesar de todas as famílias brasileiras terem sido convidadas. A decisão foi um boicote dos familiares, que manifestaram revolta em relação ao encerramento das buscas na Imprensa na semana passada. Também participaram da cerimônia diversas autoridades da Marinha e técnicos do escritório de investigação francês, o BEA.
Rafael Dias


DIARIODEPERNAMBUCO
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28.6.09
Com múltiplas fraturas e traumatismo craniano, a menina foi levada para o hospital Azevedo Lima, em Niterói, mas não resistiu aos ferimentos.
O acidente matou também a mãe do bebê, que o segurava no colo, e mais duas pessoas. Outras três ficaram gravemente feridas.
De acordo com a polícia, o acidente aconteceu por volta das 20h30, na esquina da avenida Santa Cruz com a rua Tibagi.
Moradores do bairro participavam da festa quando o automóvel invadiu o local em alta velocidade, atropelando sete pessoas, batendo em outro veículo e, em seguida, derrubando um poste.
Dois homens e uma mulher morreram na hora. Os três feridos foram levados para o hospital Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste. Em estado grave, o bebê foi posteriormente transferido para o Azevedo Lima.
Segundo a polícia, o motorista não aparentava estar embriagado, mas sua habilitação estava vencida há dois anos. Ele deve ser autuado por homicídio culposo e crimes de trânsito. O caso foi registrado na 33ª DP (Realengo).



MidiaNews
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26.6.09
Vazamento de água do lavatório traseiro, reportado logo depois da decolagem do A330, no Rio de Janeiro, pode estar relacionado a um colapso na estrutura da aeronave

Uma pane no lavatório de um banheiro foi o primeiro problema revelado pelo A330 que fazia o voo 447 (Rio-Paris) da Air France e caiu no Oceano Atlântico com 228 a bordo. O aviso da pane consta entre as primeiras mensagens emitidas pela aeronave via Acars (sistema de mensagens via satélite) ao centro de monitoramente da Air France, em Paris. A mensagem de código "ATA 38 FLR" ocorreu às 19h45 do dia 31 de maio, poucos minutos após a decolagem do avião. Foi o primeiro alerta de erro do A330. Segundo peritos consultados pelo jornal francês Le Du Dimanche (Le JDD, ou Jornal de Domingo, em uma tradução literal), não é possível saber o significado preciso da mensagem, apenas que o alerta ATA 38 está ligado a um possível vazamento do sistema de esgoto do Airbus. Uma das hipóteses levantadas pelo jornal francês aponta que o vazamento no sistema de esgoto do banheiro traseiro da aeronave pode ter agravado a destruição do avião em pleno ar. O alerta de erro teria passado despercebido pelos pilotos, o que gerou um prolongado fluxo de água para uma membrana formada por gel e metal posicionada na traseira da fuselagem do Airbus. Segundo as fontes do Le JDD, o congelamento desse componente pode ter ocorrido quando a aeronave atravessava a região da tempestade, onde a temperatura era -50º Celsius. "Isso poderia ter gerado uma súbita quebra da estrutura da aeronave em pleno voo”, afirmou o Le JDD.
O vazamento nos banheiros não exclui a possível participação, na tragédia, de falhas nas sondas de Pitot do Airbus A330. O vazamento no banheiro pode ter simplesmente agravado os problemas gerados pelas sondas.
A falta de informações sobre altitude e velocidade, gerada pela falha nas sondas de Pitot, pode ter contribuído para o avião atingir uma posição de voo incompatível com a sua resistência.
Segundo o jornal francês, esse erro, somado ao congelamento da água na parte traseira do Airbus, pode ter desencadeado um desmantelamento do avião em pleno voo.
Outro indício que reforça essa suspeita são os corpos resgatados pelas autoridades brasileiras. Segundo os legistas, as vítimas teriam fraturas nos membros e nenhum sinal de queimadura, fatores que podem indicar uma queda em alta altitude.
Um comunicado emitido pela Agência Europeia de Aviação (Easa) no dia 15 de janeiro de 2009 também dá força à hipótese de pane nas sondas de Pitot do AF 447.
A instituição divulgou um aviso sobre as mensagens de erros e alertas ligadas ao Adiru (sistema que recebe as informações de velocidade e altitude do Pitot) de número ATA 34.
Segundo a Easa, essa falha pode gerar um erro no ângulo de posicionamento do nariz do avião, e contribuir para a dificuldade de controle da aeronave. A recomendação da agência é que, em situações semelhantes, os pilotos devem confiar em sua capacidade de "controle" do avião, e não nas informações emitidas pelo Adiru.
O alerta não faz menção a situações de pane em tempestades, como a enfrentada pela tripulação do AF 447. O jornal francês também divulgou um memorando interno da Air France onde estão registrados nove incidentes de gelo nas sondas de Pitot.
As panes teriam ocorrido entre maio de 2008 e março de 2009. A BEA e a Air France negam que a falha nas sondas de Pitot tenha uma relação direta com o acidente do AF 447.

Juliana Arini


Época
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colaboradores: carmen e maria celia

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