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30.5.09
Semana da Adoção: Vereador Jeferson alerta para efeitos do preconceito e abandono

Com objetivo divulgar e estimular a prática da adoção, a Câmara de Taubaté acolheu na noite de quinta-feira (28) a abertura da 2ª Semana da Adoção, evento que tem duração de três dias no plenário do Legislativo.
Na abertura, o vereador Jeferson Campos (PV), autor do projeto de lei que instituiu a semana, defendeu que é preciso esclarecer as formas de adoção e os efeitos do abandono e preconceito aos quais os pais e filhos são submetidos.
“De acordo com a pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a maioria das crianças e adolescentes que hoje está em abrigos são meninos (58,5%), afrodescendentes (63,6%) e têm entre sete e 15 anos (61,3%). A condição atual das crianças e adolescentes torna-se um círculo vicioso: pobreza, demora e abandono”, ressaltou o vereador.
Segundo Jeferson, para tentar resolver o impasse sobre a morosidade dos processos de adoção, tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de autoria do deputado federal João Matos (PMDB-SC), que propõe a aceleração do processo e define hipóteses em que a adoção pode ser concedida, tratando-a como um direito da criança e do adolescente.
A coordenadora do Gaasp (Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo), Maria Antonieta Pisano Motta, retratou os aspectos socioculturais da adoção e suas causas. Ela constatou, em seus estudos de mestrado, que faltam informações para as mães, assim como “falta diálogo entre o Judiciário, grupos de apoio e abrigos”.
Segundo a psicanalista, 80% das adoções acontecem em “redes paralelas” ao Judiciário, e as mães não deveriam ser taxadas como “criaturas desumanas”. “Elas não abandonam o filho, mas entregam para uma pessoa que vai cuidar da criança”, afirmou, enfatizando o verbo cuidar.
A presidente do Grupo de Convivência e Apoio à Adoção Infância e Juventude, Ângela Soares da Cruz, falou que houve uma procura maior pelas palestras neste ano, se comparado a 2008.
Para um público de aproximadamente 50 pessoas, ela explicou o propósito do Grupo Convivência – dar suporte aos adotantes com informações e trocas de experiências – e disse que é preciso olhar a adoção “por outro ângulo”.
Segundo Ângela, em Taubaté há uma fila de 70 pretendentes à adoção, mas não há estimativas sobre o número de crianças que esperam uma nova família. Muitas dessas crianças, segundo ela, estão no abrigo, mas podem voltar à casa de seus pais biológicos.
Além das palestras durante a Semana da Adoção, o grupo promove encontros mensais na última quarta-feira do mês, sempre às 19h30, no plenário da Câmara. A participação é gratuita e aberta ao público.

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Semana da Adoção: Vereador Jeferson alerta para efeitos do preconceito e abandono

Com objetivo divulgar e estimular a prática da adoção, a Câmara de Taubaté acolheu na noite de quinta-feira (28) a abertura da 2ª Semana da Adoção, evento que tem duração de três dias no plenário do Legislativo.
Na abertura, o vereador Jeferson Campos (PV), autor do projeto de lei que instituiu a semana, defendeu que é preciso esclarecer as formas de adoção e os efeitos do abandono e preconceito aos quais os pais e filhos são submetidos.
“De acordo com a pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a maioria das crianças e adolescentes que hoje está em abrigos são meninos (58,5%), afrodescendentes (63,6%) e têm entre sete e 15 anos (61,3%). A condição atual das crianças e adolescentes torna-se um círculo vicioso: pobreza, demora e abandono”, ressaltou o vereador.
Segundo Jeferson, para tentar resolver o impasse sobre a morosidade dos processos de adoção, tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei de autoria do deputado federal João Matos (PMDB-SC), que propõe a aceleração do processo e define hipóteses em que a adoção pode ser concedida, tratando-a como um direito da criança e do adolescente.
A coordenadora do Gaasp (Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo), Maria Antonieta Pisano Motta, retratou os aspectos socioculturais da adoção e suas causas. Ela constatou, em seus estudos de mestrado, que faltam informações para as mães, assim como “falta diálogo entre o Judiciário, grupos de apoio e abrigos”.
Segundo a psicanalista, 80% das adoções acontecem em “redes paralelas” ao Judiciário, e as mães não deveriam ser taxadas como “criaturas desumanas”. “Elas não abandonam o filho, mas entregam para uma pessoa que vai cuidar da criança”, afirmou, enfatizando o verbo cuidar.
A presidente do Grupo de Convivência e Apoio à Adoção Infância e Juventude, Ângela Soares da Cruz, falou que houve uma procura maior pelas palestras neste ano, se comparado a 2008.
Para um público de aproximadamente 50 pessoas, ela explicou o propósito do Grupo Convivência – dar suporte aos adotantes com informações e trocas de experiências – e disse que é preciso olhar a adoção “por outro ângulo”.
Segundo Ângela, em Taubaté há uma fila de 70 pretendentes à adoção, mas não há estimativas sobre o número de crianças que esperam uma nova família. Muitas dessas crianças, segundo ela, estão no abrigo, mas podem voltar à casa de seus pais biológicos.
Além das palestras durante a Semana da Adoção, o grupo promove encontros mensais na última quarta-feira do mês, sempre às 19h30, no plenário da Câmara. A participação é gratuita e aberta ao público.

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Entre tantos casos de crianças desaparecidas destacados pelo O Diário nas duas primeiras reportagens desta série, às vezes um final feliz acaba prevalecendo – o que pode ser atribuído, entre outros fatores, à pura sorte mas também e, muitas vezes, principalmente, ao trabalho das autoridades destacadas para a investigação.
A doméstica Ivanir da Conceição Costa, moradora de Curitiba, contou à reportagem uma dessas situações em que a angústia extrema deu lugar ao alívio. “Passei noites de terror, à base de calmantes”, conta. Sua filha Rafaela Costa Vieira tinha 11 anos em abril do ano passado. Como a menina andava gazeteando muitas aulas, Ivanir resolveu pedir orientação ao Conselho Tutelar. “Era só para dar um susto nela”, explica.

À revelia da mãe, o Conselho decidiu pela internação de Rafaela numa instituição educativa curitibana chamada Lar das Meninas. Ivanir não se lembra precisamente das datas, mas afirma que, poucos dias após dar entrada na instituição, sua filha fugiu em companhia de outra interna chamada Luana.“Imagina como eu fiquei me sentindo, eu já não havia achado certo aquilo [a internação] e agora minha filha estava sumida”, recorda.

Depois de 15 dias de buscas, os agentes do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) encontraram a menina perambulando pelas ruas da Fazendinha, bairro curitibano distante do Centro, onde Ivanir mora. Devolvida à família, Rafaela não apresentou mais problemas. “Ela não incomoda mais, não fugiu mais. Está tranquila comigo, segura e confortável”, diz.


Grata à polícia
Ivanir se mostra agradecida à polícia pelo trabalho que trouxe sua filha de volta. “O Sicride foi muito bom comigo, nem sei como agradecer por tudo o que fizeram”. A mãe de Rafaela destaca o apoio contínuo dos investigadores enquanto durou o pesadelo. Ao mesmo tempo em que trabalhavam, eles também procuravam acalmar a mãe com informações constantes sobre o andamento do caso.
A doméstica treme a voz só de lembrar o período de agonia. “O que eu sofri aqueles dias ninguém sabe. Peço a Deus para que nunca mais passe algo parecido com meus outros quatro filhos”. Ivanir chama a atenção para a violência da sociedade, confessando que chegou a pensar em morte no período de sumiço da filha. “Do jeito que as coisas vão, a gente imagina mil coisas, a gente sempre pensa no pior”, que preferiu não se deixar fotografar.
Feliz na companhia de Rafaela, Ivanir se solidariza com as mães que ainda procuram seus filhos. “Sei que não tem como pedir calma, porque a situação é inconsolável. Mas o que não se pode fazer é perder a esperança. Isso, jamais.”


Procura-se Ariele, 2 anos

O desaparecimento da menina Ariele Botelho, 2 anos, continua motivando esforços da polícia. A delegada titular do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), Ana Cláudia Machado, esteve pessoalmente em Lidianópolis nesta semana para acompanhar as investigações do caso.

O Sicride está encarregado do processo, contando com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã ( cidade próxima a Lidianópolis, de maior porte).Voluntários da região também se mobilizaram para ajudar nas buscas da menina desaparecida.
Ariele, foi vista pela última vez na manhã do dia 15 de maio. A garota teria saído para o quintal da casa de sua família, chamada pela prima, de 16 anos, para colher laranjas. No meio do caminho, Ariele mudou de ideia e começou a chorar pedindo pela mãe, Neusa de Assis.
A prima, então, deixou a menina próxima à casa e retornou ao pomar. Desde então, Ariele não foi mais vista. A menina usava blusa rosa de lã, calça marrom e sandálias brancas quando desapareceu.
A delegada Ana Cláudia diz que não pode dar muitos detalhes de um caso em andamento, mas garante que todos os esforços estão sendo realizados na busca de Ariele. “Fui até Lidianópolis e só retornei porque outros deveres me chamam em Curitiba. Mas se o caso continuar sem solução, voltarei lá em breve”.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, tenente Adriano de Oliveira, afirma que as buscas estão provisoriamente paralisadas, mas a investigação prosseguirá.
Oliveira se justifica, dizendo que as buscas nas imediações já foram realizadas exaustivamente e que agora seu pessoal aguarda informações da inteligência do Sicride para trabalhar com mais foco. “É um momento que exige discernimento”, observa o oficial.

Quase 100% de casos resolvidos
“No Brasil, não há nada como o Sicride. A especialização faz com que nosso índice de resolução de casos fique próximo a 100%” (veja infográfico nesta página). A informação vem de Ana Cláudia Machado, delegada titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, ligado à Polícia Civil paranaense.
Segundo Ana Cláudia, o Paraná é o único Estado brasileiro que conta com um órgão unicamente dirigido à busca de crianças desaparecidas. O Sicride atua em três frentes básicas: prevenção, investigação e amparo às famílias cujos filhos sumiram. “A ajuda eficaz do Governo é fundamental para nossa causa, e esse apoio é bastante falho em algumas regiões do País”, afirma.

Orientações
Ana Cláudia destaca na atuação do Sicride a distribuição contínua de material com dicas de segurança, como um gibi com orientações – “para nos aproximarmos da linguagem das crianças”, diz a delegada.
Medidas de caráter educativo também são constantemente promovidas, como espetáculos teatrais e distribuição no litoral de estrelinhas adesivas de identificação. “Assim, mesmo com as praias lotadas em alta temporada, os pais não perdem de vista os filhos”, diz a delegada.
A visita de psicólogos às famílias que têm filhos desaparecidos também é de fundamental importância na visão de Ana Cláudia. “Não fazemos isso só para tentar confortar os familiares; muitas vezes, com auxílio, eles conseguem fornecer informações que nos levam à solução do caso”. O Sicride atua no Paraná desde 1996, já tendo participado da resolução de 990 casos de crianças desaparecidas.

Dicas de Segurança

Para os Pais
1 – Nos passeios manter-se atento e não descuidar das crianças;
2 – Procurar conversar todos os dias com os filhos, observar a roupa que vestem e se apresentam comportamento diferente;
3 – Procurar conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram;
4 – Acompanhá-los a escola, na ida e na volta, e avisar o responsável da escola quem ira retirar a criança;
5 – Colocar na criança bilhetes ou cartões de identificação com nome da criança e dos pais, endereço e telefone, orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
6 – Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;
7 – Fazer o mais cedo o possível a carteira de identidade no Instituto de Identificação do Paraná;
8 – Manter em local seguro, trancado e distante do alcance das crianças arma de fogo, facas, qualquer objeto ou produto que possa colocar a vida delas ou outras pessoas em risco;
9 – Orientar as crianças a não se afastar dos pais e fiscalizá-las constantemente;
10- Ensiná-las a sempre que estiverem em dificuldade a procurar uma viatura policial, ou um policial fardado (PM ou Guarda Municipal), e pedir ajuda;
11- Evitar lugares com aglomeração de pessoas;
12- Perdendo a criança de vista, pedir imediatamente ajuda a populares para auxiliar nas buscas e avisar a polícia.

Meu filho desapareceu, o que devo fazer?

1 – Em primeiro lugar, manter a calma;
2 – Caso esteja sozinho, peça auxilio para que acionem imediatamente a policia. Não existe prazo para comunicar o desaparecimento, faça-o imediatamente;
3 – Manter alguém no local onde a criança foi vista pela última vez, pois ele poderá retornar ao local;
4 – Deixar alguém no telefone indicado no cartão de identificação da criança, até para centralizar informações;
5 – Avisar amigos e parentes, o mais rápido possível, principalmente os de endereço conhecido da criança, para onde ela possa se dirigir;
6 – Percorrer os locais de preferência da criança;
7 – Ter sempre a mão foto da criança;
8 – Ter sempre em mente a vestimenta da criança para descrevê-la, procurando vesti-la com roupas detalhadas, de fácil visualização e identificação (cores berrantes, desenhos, etc…).

Motivos
1 – Castigos excessivos e exagerados, desproporcionais ao fato. Ex: a criança comete uma pequena falta e leva uma surra;
2 – Repressão excessiva, excesso de controle;
3 – Desleixo dos pais, a criança sente-se rejeitada e desprezada e foge para chamar a atenção;
4 – Muitas das fugas do lar têm por motivos o mau desempenho escolar, as responsabilidades domésticas que são atribuídas a elas e até mesmo pequenos ofícios, como venda de doces e salgados;
5- O espírito aventureiro também é um dos grandes responsáveis pela fuga de crianças. Nunca elogie demais seus filhos, afirmando que eles são bastante espertos, pois isto lhes proporciona uma falsa sensação de segurança e auto-afirmação;
6 – Fique atento à mudança de comportamento de seu filho, pois isto pode indicar que o mesmo poderá fugir de casa;
7 – Uma boa conversa com seu filho, pode livrar você de momentos de angústia e desespero.

SICRIDE


O Diário
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Entre tantos casos de crianças desaparecidas destacados pelo O Diário nas duas primeiras reportagens desta série, às vezes um final feliz acaba prevalecendo – o que pode ser atribuído, entre outros fatores, à pura sorte mas também e, muitas vezes, principalmente, ao trabalho das autoridades destacadas para a investigação.
A doméstica Ivanir da Conceição Costa, moradora de Curitiba, contou à reportagem uma dessas situações em que a angústia extrema deu lugar ao alívio. “Passei noites de terror, à base de calmantes”, conta. Sua filha Rafaela Costa Vieira tinha 11 anos em abril do ano passado. Como a menina andava gazeteando muitas aulas, Ivanir resolveu pedir orientação ao Conselho Tutelar. “Era só para dar um susto nela”, explica.

À revelia da mãe, o Conselho decidiu pela internação de Rafaela numa instituição educativa curitibana chamada Lar das Meninas. Ivanir não se lembra precisamente das datas, mas afirma que, poucos dias após dar entrada na instituição, sua filha fugiu em companhia de outra interna chamada Luana.“Imagina como eu fiquei me sentindo, eu já não havia achado certo aquilo [a internação] e agora minha filha estava sumida”, recorda.

Depois de 15 dias de buscas, os agentes do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) encontraram a menina perambulando pelas ruas da Fazendinha, bairro curitibano distante do Centro, onde Ivanir mora. Devolvida à família, Rafaela não apresentou mais problemas. “Ela não incomoda mais, não fugiu mais. Está tranquila comigo, segura e confortável”, diz.


Grata à polícia
Ivanir se mostra agradecida à polícia pelo trabalho que trouxe sua filha de volta. “O Sicride foi muito bom comigo, nem sei como agradecer por tudo o que fizeram”. A mãe de Rafaela destaca o apoio contínuo dos investigadores enquanto durou o pesadelo. Ao mesmo tempo em que trabalhavam, eles também procuravam acalmar a mãe com informações constantes sobre o andamento do caso.
A doméstica treme a voz só de lembrar o período de agonia. “O que eu sofri aqueles dias ninguém sabe. Peço a Deus para que nunca mais passe algo parecido com meus outros quatro filhos”. Ivanir chama a atenção para a violência da sociedade, confessando que chegou a pensar em morte no período de sumiço da filha. “Do jeito que as coisas vão, a gente imagina mil coisas, a gente sempre pensa no pior”, que preferiu não se deixar fotografar.
Feliz na companhia de Rafaela, Ivanir se solidariza com as mães que ainda procuram seus filhos. “Sei que não tem como pedir calma, porque a situação é inconsolável. Mas o que não se pode fazer é perder a esperança. Isso, jamais.”


Procura-se Ariele, 2 anos

O desaparecimento da menina Ariele Botelho, 2 anos, continua motivando esforços da polícia. A delegada titular do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), Ana Cláudia Machado, esteve pessoalmente em Lidianópolis nesta semana para acompanhar as investigações do caso.

O Sicride está encarregado do processo, contando com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã ( cidade próxima a Lidianópolis, de maior porte).Voluntários da região também se mobilizaram para ajudar nas buscas da menina desaparecida.
Ariele, foi vista pela última vez na manhã do dia 15 de maio. A garota teria saído para o quintal da casa de sua família, chamada pela prima, de 16 anos, para colher laranjas. No meio do caminho, Ariele mudou de ideia e começou a chorar pedindo pela mãe, Neusa de Assis.
A prima, então, deixou a menina próxima à casa e retornou ao pomar. Desde então, Ariele não foi mais vista. A menina usava blusa rosa de lã, calça marrom e sandálias brancas quando desapareceu.
A delegada Ana Cláudia diz que não pode dar muitos detalhes de um caso em andamento, mas garante que todos os esforços estão sendo realizados na busca de Ariele. “Fui até Lidianópolis e só retornei porque outros deveres me chamam em Curitiba. Mas se o caso continuar sem solução, voltarei lá em breve”.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, tenente Adriano de Oliveira, afirma que as buscas estão provisoriamente paralisadas, mas a investigação prosseguirá.
Oliveira se justifica, dizendo que as buscas nas imediações já foram realizadas exaustivamente e que agora seu pessoal aguarda informações da inteligência do Sicride para trabalhar com mais foco. “É um momento que exige discernimento”, observa o oficial.

Quase 100% de casos resolvidos
“No Brasil, não há nada como o Sicride. A especialização faz com que nosso índice de resolução de casos fique próximo a 100%” (veja infográfico nesta página). A informação vem de Ana Cláudia Machado, delegada titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, ligado à Polícia Civil paranaense.
Segundo Ana Cláudia, o Paraná é o único Estado brasileiro que conta com um órgão unicamente dirigido à busca de crianças desaparecidas. O Sicride atua em três frentes básicas: prevenção, investigação e amparo às famílias cujos filhos sumiram. “A ajuda eficaz do Governo é fundamental para nossa causa, e esse apoio é bastante falho em algumas regiões do País”, afirma.

Orientações
Ana Cláudia destaca na atuação do Sicride a distribuição contínua de material com dicas de segurança, como um gibi com orientações – “para nos aproximarmos da linguagem das crianças”, diz a delegada.
Medidas de caráter educativo também são constantemente promovidas, como espetáculos teatrais e distribuição no litoral de estrelinhas adesivas de identificação. “Assim, mesmo com as praias lotadas em alta temporada, os pais não perdem de vista os filhos”, diz a delegada.
A visita de psicólogos às famílias que têm filhos desaparecidos também é de fundamental importância na visão de Ana Cláudia. “Não fazemos isso só para tentar confortar os familiares; muitas vezes, com auxílio, eles conseguem fornecer informações que nos levam à solução do caso”. O Sicride atua no Paraná desde 1996, já tendo participado da resolução de 990 casos de crianças desaparecidas.

Dicas de Segurança

Para os Pais
1 – Nos passeios manter-se atento e não descuidar das crianças;
2 – Procurar conversar todos os dias com os filhos, observar a roupa que vestem e se apresentam comportamento diferente;
3 – Procurar conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram;
4 – Acompanhá-los a escola, na ida e na volta, e avisar o responsável da escola quem ira retirar a criança;
5 – Colocar na criança bilhetes ou cartões de identificação com nome da criança e dos pais, endereço e telefone, orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
6 – Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;
7 – Fazer o mais cedo o possível a carteira de identidade no Instituto de Identificação do Paraná;
8 – Manter em local seguro, trancado e distante do alcance das crianças arma de fogo, facas, qualquer objeto ou produto que possa colocar a vida delas ou outras pessoas em risco;
9 – Orientar as crianças a não se afastar dos pais e fiscalizá-las constantemente;
10- Ensiná-las a sempre que estiverem em dificuldade a procurar uma viatura policial, ou um policial fardado (PM ou Guarda Municipal), e pedir ajuda;
11- Evitar lugares com aglomeração de pessoas;
12- Perdendo a criança de vista, pedir imediatamente ajuda a populares para auxiliar nas buscas e avisar a polícia.

Meu filho desapareceu, o que devo fazer?

1 – Em primeiro lugar, manter a calma;
2 – Caso esteja sozinho, peça auxilio para que acionem imediatamente a policia. Não existe prazo para comunicar o desaparecimento, faça-o imediatamente;
3 – Manter alguém no local onde a criança foi vista pela última vez, pois ele poderá retornar ao local;
4 – Deixar alguém no telefone indicado no cartão de identificação da criança, até para centralizar informações;
5 – Avisar amigos e parentes, o mais rápido possível, principalmente os de endereço conhecido da criança, para onde ela possa se dirigir;
6 – Percorrer os locais de preferência da criança;
7 – Ter sempre a mão foto da criança;
8 – Ter sempre em mente a vestimenta da criança para descrevê-la, procurando vesti-la com roupas detalhadas, de fácil visualização e identificação (cores berrantes, desenhos, etc…).

Motivos
1 – Castigos excessivos e exagerados, desproporcionais ao fato. Ex: a criança comete uma pequena falta e leva uma surra;
2 – Repressão excessiva, excesso de controle;
3 – Desleixo dos pais, a criança sente-se rejeitada e desprezada e foge para chamar a atenção;
4 – Muitas das fugas do lar têm por motivos o mau desempenho escolar, as responsabilidades domésticas que são atribuídas a elas e até mesmo pequenos ofícios, como venda de doces e salgados;
5- O espírito aventureiro também é um dos grandes responsáveis pela fuga de crianças. Nunca elogie demais seus filhos, afirmando que eles são bastante espertos, pois isto lhes proporciona uma falsa sensação de segurança e auto-afirmação;
6 – Fique atento à mudança de comportamento de seu filho, pois isto pode indicar que o mesmo poderá fugir de casa;
7 – Uma boa conversa com seu filho, pode livrar você de momentos de angústia e desespero.

SICRIDE


O Diário
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Entre tantos casos de crianças desaparecidas destacados pelo O Diário nas duas primeiras reportagens desta série, às vezes um final feliz acaba prevalecendo – o que pode ser atribuído, entre outros fatores, à pura sorte mas também e, muitas vezes, principalmente, ao trabalho das autoridades destacadas para a investigação.
A doméstica Ivanir da Conceição Costa, moradora de Curitiba, contou à reportagem uma dessas situações em que a angústia extrema deu lugar ao alívio. “Passei noites de terror, à base de calmantes”, conta. Sua filha Rafaela Costa Vieira tinha 11 anos em abril do ano passado. Como a menina andava gazeteando muitas aulas, Ivanir resolveu pedir orientação ao Conselho Tutelar. “Era só para dar um susto nela”, explica.

À revelia da mãe, o Conselho decidiu pela internação de Rafaela numa instituição educativa curitibana chamada Lar das Meninas. Ivanir não se lembra precisamente das datas, mas afirma que, poucos dias após dar entrada na instituição, sua filha fugiu em companhia de outra interna chamada Luana.“Imagina como eu fiquei me sentindo, eu já não havia achado certo aquilo [a internação] e agora minha filha estava sumida”, recorda.

Depois de 15 dias de buscas, os agentes do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) encontraram a menina perambulando pelas ruas da Fazendinha, bairro curitibano distante do Centro, onde Ivanir mora. Devolvida à família, Rafaela não apresentou mais problemas. “Ela não incomoda mais, não fugiu mais. Está tranquila comigo, segura e confortável”, diz.


Grata à polícia
Ivanir se mostra agradecida à polícia pelo trabalho que trouxe sua filha de volta. “O Sicride foi muito bom comigo, nem sei como agradecer por tudo o que fizeram”. A mãe de Rafaela destaca o apoio contínuo dos investigadores enquanto durou o pesadelo. Ao mesmo tempo em que trabalhavam, eles também procuravam acalmar a mãe com informações constantes sobre o andamento do caso.
A doméstica treme a voz só de lembrar o período de agonia. “O que eu sofri aqueles dias ninguém sabe. Peço a Deus para que nunca mais passe algo parecido com meus outros quatro filhos”. Ivanir chama a atenção para a violência da sociedade, confessando que chegou a pensar em morte no período de sumiço da filha. “Do jeito que as coisas vão, a gente imagina mil coisas, a gente sempre pensa no pior”, que preferiu não se deixar fotografar.
Feliz na companhia de Rafaela, Ivanir se solidariza com as mães que ainda procuram seus filhos. “Sei que não tem como pedir calma, porque a situação é inconsolável. Mas o que não se pode fazer é perder a esperança. Isso, jamais.”


Procura-se Ariele, 2 anos

O desaparecimento da menina Ariele Botelho, 2 anos, continua motivando esforços da polícia. A delegada titular do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), Ana Cláudia Machado, esteve pessoalmente em Lidianópolis nesta semana para acompanhar as investigações do caso.

O Sicride está encarregado do processo, contando com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã ( cidade próxima a Lidianópolis, de maior porte).Voluntários da região também se mobilizaram para ajudar nas buscas da menina desaparecida.
Ariele, foi vista pela última vez na manhã do dia 15 de maio. A garota teria saído para o quintal da casa de sua família, chamada pela prima, de 16 anos, para colher laranjas. No meio do caminho, Ariele mudou de ideia e começou a chorar pedindo pela mãe, Neusa de Assis.
A prima, então, deixou a menina próxima à casa e retornou ao pomar. Desde então, Ariele não foi mais vista. A menina usava blusa rosa de lã, calça marrom e sandálias brancas quando desapareceu.
A delegada Ana Cláudia diz que não pode dar muitos detalhes de um caso em andamento, mas garante que todos os esforços estão sendo realizados na busca de Ariele. “Fui até Lidianópolis e só retornei porque outros deveres me chamam em Curitiba. Mas se o caso continuar sem solução, voltarei lá em breve”.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, tenente Adriano de Oliveira, afirma que as buscas estão provisoriamente paralisadas, mas a investigação prosseguirá.
Oliveira se justifica, dizendo que as buscas nas imediações já foram realizadas exaustivamente e que agora seu pessoal aguarda informações da inteligência do Sicride para trabalhar com mais foco. “É um momento que exige discernimento”, observa o oficial.

Quase 100% de casos resolvidos
“No Brasil, não há nada como o Sicride. A especialização faz com que nosso índice de resolução de casos fique próximo a 100%” (veja infográfico nesta página). A informação vem de Ana Cláudia Machado, delegada titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, ligado à Polícia Civil paranaense.
Segundo Ana Cláudia, o Paraná é o único Estado brasileiro que conta com um órgão unicamente dirigido à busca de crianças desaparecidas. O Sicride atua em três frentes básicas: prevenção, investigação e amparo às famílias cujos filhos sumiram. “A ajuda eficaz do Governo é fundamental para nossa causa, e esse apoio é bastante falho em algumas regiões do País”, afirma.

Orientações
Ana Cláudia destaca na atuação do Sicride a distribuição contínua de material com dicas de segurança, como um gibi com orientações – “para nos aproximarmos da linguagem das crianças”, diz a delegada.
Medidas de caráter educativo também são constantemente promovidas, como espetáculos teatrais e distribuição no litoral de estrelinhas adesivas de identificação. “Assim, mesmo com as praias lotadas em alta temporada, os pais não perdem de vista os filhos”, diz a delegada.
A visita de psicólogos às famílias que têm filhos desaparecidos também é de fundamental importância na visão de Ana Cláudia. “Não fazemos isso só para tentar confortar os familiares; muitas vezes, com auxílio, eles conseguem fornecer informações que nos levam à solução do caso”. O Sicride atua no Paraná desde 1996, já tendo participado da resolução de 990 casos de crianças desaparecidas.

Dicas de Segurança

Para os Pais
1 – Nos passeios manter-se atento e não descuidar das crianças;
2 – Procurar conversar todos os dias com os filhos, observar a roupa que vestem e se apresentam comportamento diferente;
3 – Procurar conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram;
4 – Acompanhá-los a escola, na ida e na volta, e avisar o responsável da escola quem ira retirar a criança;
5 – Colocar na criança bilhetes ou cartões de identificação com nome da criança e dos pais, endereço e telefone, orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
6 – Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;
7 – Fazer o mais cedo o possível a carteira de identidade no Instituto de Identificação do Paraná;
8 – Manter em local seguro, trancado e distante do alcance das crianças arma de fogo, facas, qualquer objeto ou produto que possa colocar a vida delas ou outras pessoas em risco;
9 – Orientar as crianças a não se afastar dos pais e fiscalizá-las constantemente;
10- Ensiná-las a sempre que estiverem em dificuldade a procurar uma viatura policial, ou um policial fardado (PM ou Guarda Municipal), e pedir ajuda;
11- Evitar lugares com aglomeração de pessoas;
12- Perdendo a criança de vista, pedir imediatamente ajuda a populares para auxiliar nas buscas e avisar a polícia.

Meu filho desapareceu, o que devo fazer?

1 – Em primeiro lugar, manter a calma;
2 – Caso esteja sozinho, peça auxilio para que acionem imediatamente a policia. Não existe prazo para comunicar o desaparecimento, faça-o imediatamente;
3 – Manter alguém no local onde a criança foi vista pela última vez, pois ele poderá retornar ao local;
4 – Deixar alguém no telefone indicado no cartão de identificação da criança, até para centralizar informações;
5 – Avisar amigos e parentes, o mais rápido possível, principalmente os de endereço conhecido da criança, para onde ela possa se dirigir;
6 – Percorrer os locais de preferência da criança;
7 – Ter sempre a mão foto da criança;
8 – Ter sempre em mente a vestimenta da criança para descrevê-la, procurando vesti-la com roupas detalhadas, de fácil visualização e identificação (cores berrantes, desenhos, etc…).

Motivos
1 – Castigos excessivos e exagerados, desproporcionais ao fato. Ex: a criança comete uma pequena falta e leva uma surra;
2 – Repressão excessiva, excesso de controle;
3 – Desleixo dos pais, a criança sente-se rejeitada e desprezada e foge para chamar a atenção;
4 – Muitas das fugas do lar têm por motivos o mau desempenho escolar, as responsabilidades domésticas que são atribuídas a elas e até mesmo pequenos ofícios, como venda de doces e salgados;
5- O espírito aventureiro também é um dos grandes responsáveis pela fuga de crianças. Nunca elogie demais seus filhos, afirmando que eles são bastante espertos, pois isto lhes proporciona uma falsa sensação de segurança e auto-afirmação;
6 – Fique atento à mudança de comportamento de seu filho, pois isto pode indicar que o mesmo poderá fugir de casa;
7 – Uma boa conversa com seu filho, pode livrar você de momentos de angústia e desespero.

SICRIDE


O Diário
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Entre tantos casos de crianças desaparecidas destacados pelo O Diário nas duas primeiras reportagens desta série, às vezes um final feliz acaba prevalecendo – o que pode ser atribuído, entre outros fatores, à pura sorte mas também e, muitas vezes, principalmente, ao trabalho das autoridades destacadas para a investigação.
A doméstica Ivanir da Conceição Costa, moradora de Curitiba, contou à reportagem uma dessas situações em que a angústia extrema deu lugar ao alívio. “Passei noites de terror, à base de calmantes”, conta. Sua filha Rafaela Costa Vieira tinha 11 anos em abril do ano passado. Como a menina andava gazeteando muitas aulas, Ivanir resolveu pedir orientação ao Conselho Tutelar. “Era só para dar um susto nela”, explica.

À revelia da mãe, o Conselho decidiu pela internação de Rafaela numa instituição educativa curitibana chamada Lar das Meninas. Ivanir não se lembra precisamente das datas, mas afirma que, poucos dias após dar entrada na instituição, sua filha fugiu em companhia de outra interna chamada Luana.“Imagina como eu fiquei me sentindo, eu já não havia achado certo aquilo [a internação] e agora minha filha estava sumida”, recorda.

Depois de 15 dias de buscas, os agentes do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) encontraram a menina perambulando pelas ruas da Fazendinha, bairro curitibano distante do Centro, onde Ivanir mora. Devolvida à família, Rafaela não apresentou mais problemas. “Ela não incomoda mais, não fugiu mais. Está tranquila comigo, segura e confortável”, diz.


Grata à polícia
Ivanir se mostra agradecida à polícia pelo trabalho que trouxe sua filha de volta. “O Sicride foi muito bom comigo, nem sei como agradecer por tudo o que fizeram”. A mãe de Rafaela destaca o apoio contínuo dos investigadores enquanto durou o pesadelo. Ao mesmo tempo em que trabalhavam, eles também procuravam acalmar a mãe com informações constantes sobre o andamento do caso.
A doméstica treme a voz só de lembrar o período de agonia. “O que eu sofri aqueles dias ninguém sabe. Peço a Deus para que nunca mais passe algo parecido com meus outros quatro filhos”. Ivanir chama a atenção para a violência da sociedade, confessando que chegou a pensar em morte no período de sumiço da filha. “Do jeito que as coisas vão, a gente imagina mil coisas, a gente sempre pensa no pior”, que preferiu não se deixar fotografar.
Feliz na companhia de Rafaela, Ivanir se solidariza com as mães que ainda procuram seus filhos. “Sei que não tem como pedir calma, porque a situação é inconsolável. Mas o que não se pode fazer é perder a esperança. Isso, jamais.”


Procura-se Ariele, 2 anos

O desaparecimento da menina Ariele Botelho, 2 anos, continua motivando esforços da polícia. A delegada titular do Sicride ( Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), Ana Cláudia Machado, esteve pessoalmente em Lidianópolis nesta semana para acompanhar as investigações do caso.

O Sicride está encarregado do processo, contando com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã ( cidade próxima a Lidianópolis, de maior porte).Voluntários da região também se mobilizaram para ajudar nas buscas da menina desaparecida.
Ariele, foi vista pela última vez na manhã do dia 15 de maio. A garota teria saído para o quintal da casa de sua família, chamada pela prima, de 16 anos, para colher laranjas. No meio do caminho, Ariele mudou de ideia e começou a chorar pedindo pela mãe, Neusa de Assis.
A prima, então, deixou a menina próxima à casa e retornou ao pomar. Desde então, Ariele não foi mais vista. A menina usava blusa rosa de lã, calça marrom e sandálias brancas quando desapareceu.
A delegada Ana Cláudia diz que não pode dar muitos detalhes de um caso em andamento, mas garante que todos os esforços estão sendo realizados na busca de Ariele. “Fui até Lidianópolis e só retornei porque outros deveres me chamam em Curitiba. Mas se o caso continuar sem solução, voltarei lá em breve”.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, tenente Adriano de Oliveira, afirma que as buscas estão provisoriamente paralisadas, mas a investigação prosseguirá.
Oliveira se justifica, dizendo que as buscas nas imediações já foram realizadas exaustivamente e que agora seu pessoal aguarda informações da inteligência do Sicride para trabalhar com mais foco. “É um momento que exige discernimento”, observa o oficial.

Quase 100% de casos resolvidos
“No Brasil, não há nada como o Sicride. A especialização faz com que nosso índice de resolução de casos fique próximo a 100%” (veja infográfico nesta página). A informação vem de Ana Cláudia Machado, delegada titular do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas, ligado à Polícia Civil paranaense.
Segundo Ana Cláudia, o Paraná é o único Estado brasileiro que conta com um órgão unicamente dirigido à busca de crianças desaparecidas. O Sicride atua em três frentes básicas: prevenção, investigação e amparo às famílias cujos filhos sumiram. “A ajuda eficaz do Governo é fundamental para nossa causa, e esse apoio é bastante falho em algumas regiões do País”, afirma.

Orientações
Ana Cláudia destaca na atuação do Sicride a distribuição contínua de material com dicas de segurança, como um gibi com orientações – “para nos aproximarmos da linguagem das crianças”, diz a delegada.
Medidas de caráter educativo também são constantemente promovidas, como espetáculos teatrais e distribuição no litoral de estrelinhas adesivas de identificação. “Assim, mesmo com as praias lotadas em alta temporada, os pais não perdem de vista os filhos”, diz a delegada.
A visita de psicólogos às famílias que têm filhos desaparecidos também é de fundamental importância na visão de Ana Cláudia. “Não fazemos isso só para tentar confortar os familiares; muitas vezes, com auxílio, eles conseguem fornecer informações que nos levam à solução do caso”. O Sicride atua no Paraná desde 1996, já tendo participado da resolução de 990 casos de crianças desaparecidas.

Dicas de Segurança

Para os Pais
1 – Nos passeios manter-se atento e não descuidar das crianças;
2 – Procurar conversar todos os dias com os filhos, observar a roupa que vestem e se apresentam comportamento diferente;
3 – Procurar conhecer todos os amigos do seu filho, onde moram e com quem moram;
4 – Acompanhá-los a escola, na ida e na volta, e avisar o responsável da escola quem ira retirar a criança;
5 – Colocar na criança bilhetes ou cartões de identificação com nome da criança e dos pais, endereço e telefone, orientar a criança quanto ao uso do cartão telefônico, bem como fazer chamadas a cobrar para pelo menos três números de parentes, e avisá-los desta orientação;
6 – Não deixar as crianças com pessoas desconhecidas, nem que seja por um breve período de tempo, pois muitos casos de desaparecimento ocorrem nestas circunstâncias;
7 – Fazer o mais cedo o possível a carteira de identidade no Instituto de Identificação do Paraná;
8 – Manter em local seguro, trancado e distante do alcance das crianças arma de fogo, facas, qualquer objeto ou produto que possa colocar a vida delas ou outras pessoas em risco;
9 – Orientar as crianças a não se afastar dos pais e fiscalizá-las constantemente;
10- Ensiná-las a sempre que estiverem em dificuldade a procurar uma viatura policial, ou um policial fardado (PM ou Guarda Municipal), e pedir ajuda;
11- Evitar lugares com aglomeração de pessoas;
12- Perdendo a criança de vista, pedir imediatamente ajuda a populares para auxiliar nas buscas e avisar a polícia.

Meu filho desapareceu, o que devo fazer?

1 – Em primeiro lugar, manter a calma;
2 – Caso esteja sozinho, peça auxilio para que acionem imediatamente a policia. Não existe prazo para comunicar o desaparecimento, faça-o imediatamente;
3 – Manter alguém no local onde a criança foi vista pela última vez, pois ele poderá retornar ao local;
4 – Deixar alguém no telefone indicado no cartão de identificação da criança, até para centralizar informações;
5 – Avisar amigos e parentes, o mais rápido possível, principalmente os de endereço conhecido da criança, para onde ela possa se dirigir;
6 – Percorrer os locais de preferência da criança;
7 – Ter sempre a mão foto da criança;
8 – Ter sempre em mente a vestimenta da criança para descrevê-la, procurando vesti-la com roupas detalhadas, de fácil visualização e identificação (cores berrantes, desenhos, etc…).

Motivos
1 – Castigos excessivos e exagerados, desproporcionais ao fato. Ex: a criança comete uma pequena falta e leva uma surra;
2 – Repressão excessiva, excesso de controle;
3 – Desleixo dos pais, a criança sente-se rejeitada e desprezada e foge para chamar a atenção;
4 – Muitas das fugas do lar têm por motivos o mau desempenho escolar, as responsabilidades domésticas que são atribuídas a elas e até mesmo pequenos ofícios, como venda de doces e salgados;
5- O espírito aventureiro também é um dos grandes responsáveis pela fuga de crianças. Nunca elogie demais seus filhos, afirmando que eles são bastante espertos, pois isto lhes proporciona uma falsa sensação de segurança e auto-afirmação;
6 – Fique atento à mudança de comportamento de seu filho, pois isto pode indicar que o mesmo poderá fugir de casa;
7 – Uma boa conversa com seu filho, pode livrar você de momentos de angústia e desespero.

SICRIDE


O Diário
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29.5.09
"Nós nunca desistimos", diz policial

O Setor de Informação e Captura (SIC) da Polícia Civil de Maringá é o órgão que, entre outras funções, faz a busca de pessoas desaparecidas. O chefe do setor, o investigador Paulo da Silva, explica que há uma diferença entre a procura por adultos e por crianças.Para os maiores de idade, deve ser respeitado um prazo de 24 horas a partir do desaparecimento até a busca começar, enquanto para a investigação dos casos envolvendo menores a polícia é deslocada imediatamente. “O problema é que, quando são adultos, muitas vezes o ‘desaparecimento’ é voluntário. É marido que quer fugir da mulher, ou que sai pra beber...”, comenta o policial. O desajuste familiar e o uso de drogas são apontados como as causas mais comuns para os desaparecimentos.Entre crianças e adolescentes, os únicos casos em aberto na cidade são os de Ednilton e José Carlos, desaparecidos desde 1992. “É uma situação triste, de crianças que sumiram e nunca mais voltaram. Mas sempre se pode ter esperança, estamos atentos e nunca desistimos”, diz Silva. A polícia de Maringá também está envolvida na investigação do caso de Ariele Botelho, 2 anos, desaparecida em Lidianópolis no dia 15 de maio. “Oferecemos ajuda para as cidades próximas, mas até agora não temos novidades na busca da Ariele”.O chefe do SIC reclama do comportamento de muitas famílias que registram boletim de ocorrência sobre desaparecimento de familiares. “Muitas vezes, é um adolescente que acaba sendo encontrado sem a participação da polícia e quem registrou a ocorrência não volta para dar baixa”. O comportamento, segundo Silva, é constante e atrapalha outras buscas ao deslocar pessoas do corpo policial para um caso já resolvido, enquanto outros estão em aberto. “Trabalhamos seriamente e precisamos de cooperação”, diz o investigador.

Fonte: O Diário de Maringá
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"Nós nunca desistimos", diz policial

O Setor de Informação e Captura (SIC) da Polícia Civil de Maringá é o órgão que, entre outras funções, faz a busca de pessoas desaparecidas. O chefe do setor, o investigador Paulo da Silva, explica que há uma diferença entre a procura por adultos e por crianças.Para os maiores de idade, deve ser respeitado um prazo de 24 horas a partir do desaparecimento até a busca começar, enquanto para a investigação dos casos envolvendo menores a polícia é deslocada imediatamente. “O problema é que, quando são adultos, muitas vezes o ‘desaparecimento’ é voluntário. É marido que quer fugir da mulher, ou que sai pra beber...”, comenta o policial. O desajuste familiar e o uso de drogas são apontados como as causas mais comuns para os desaparecimentos.Entre crianças e adolescentes, os únicos casos em aberto na cidade são os de Ednilton e José Carlos, desaparecidos desde 1992. “É uma situação triste, de crianças que sumiram e nunca mais voltaram. Mas sempre se pode ter esperança, estamos atentos e nunca desistimos”, diz Silva. A polícia de Maringá também está envolvida na investigação do caso de Ariele Botelho, 2 anos, desaparecida em Lidianópolis no dia 15 de maio. “Oferecemos ajuda para as cidades próximas, mas até agora não temos novidades na busca da Ariele”.O chefe do SIC reclama do comportamento de muitas famílias que registram boletim de ocorrência sobre desaparecimento de familiares. “Muitas vezes, é um adolescente que acaba sendo encontrado sem a participação da polícia e quem registrou a ocorrência não volta para dar baixa”. O comportamento, segundo Silva, é constante e atrapalha outras buscas ao deslocar pessoas do corpo policial para um caso já resolvido, enquanto outros estão em aberto. “Trabalhamos seriamente e precisamos de cooperação”, diz o investigador.

Fonte: O Diário de Maringá
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"Nós nunca desistimos", diz policial

O Setor de Informação e Captura (SIC) da Polícia Civil de Maringá é o órgão que, entre outras funções, faz a busca de pessoas desaparecidas. O chefe do setor, o investigador Paulo da Silva, explica que há uma diferença entre a procura por adultos e por crianças.Para os maiores de idade, deve ser respeitado um prazo de 24 horas a partir do desaparecimento até a busca começar, enquanto para a investigação dos casos envolvendo menores a polícia é deslocada imediatamente. “O problema é que, quando são adultos, muitas vezes o ‘desaparecimento’ é voluntário. É marido que quer fugir da mulher, ou que sai pra beber...”, comenta o policial. O desajuste familiar e o uso de drogas são apontados como as causas mais comuns para os desaparecimentos.Entre crianças e adolescentes, os únicos casos em aberto na cidade são os de Ednilton e José Carlos, desaparecidos desde 1992. “É uma situação triste, de crianças que sumiram e nunca mais voltaram. Mas sempre se pode ter esperança, estamos atentos e nunca desistimos”, diz Silva. A polícia de Maringá também está envolvida na investigação do caso de Ariele Botelho, 2 anos, desaparecida em Lidianópolis no dia 15 de maio. “Oferecemos ajuda para as cidades próximas, mas até agora não temos novidades na busca da Ariele”.O chefe do SIC reclama do comportamento de muitas famílias que registram boletim de ocorrência sobre desaparecimento de familiares. “Muitas vezes, é um adolescente que acaba sendo encontrado sem a participação da polícia e quem registrou a ocorrência não volta para dar baixa”. O comportamento, segundo Silva, é constante e atrapalha outras buscas ao deslocar pessoas do corpo policial para um caso já resolvido, enquanto outros estão em aberto. “Trabalhamos seriamente e precisamos de cooperação”, diz o investigador.

Fonte: O Diário de Maringá
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"Nós nunca desistimos", diz policial

O Setor de Informação e Captura (SIC) da Polícia Civil de Maringá é o órgão que, entre outras funções, faz a busca de pessoas desaparecidas. O chefe do setor, o investigador Paulo da Silva, explica que há uma diferença entre a procura por adultos e por crianças.Para os maiores de idade, deve ser respeitado um prazo de 24 horas a partir do desaparecimento até a busca começar, enquanto para a investigação dos casos envolvendo menores a polícia é deslocada imediatamente. “O problema é que, quando são adultos, muitas vezes o ‘desaparecimento’ é voluntário. É marido que quer fugir da mulher, ou que sai pra beber...”, comenta o policial. O desajuste familiar e o uso de drogas são apontados como as causas mais comuns para os desaparecimentos.Entre crianças e adolescentes, os únicos casos em aberto na cidade são os de Ednilton e José Carlos, desaparecidos desde 1992. “É uma situação triste, de crianças que sumiram e nunca mais voltaram. Mas sempre se pode ter esperança, estamos atentos e nunca desistimos”, diz Silva. A polícia de Maringá também está envolvida na investigação do caso de Ariele Botelho, 2 anos, desaparecida em Lidianópolis no dia 15 de maio. “Oferecemos ajuda para as cidades próximas, mas até agora não temos novidades na busca da Ariele”.O chefe do SIC reclama do comportamento de muitas famílias que registram boletim de ocorrência sobre desaparecimento de familiares. “Muitas vezes, é um adolescente que acaba sendo encontrado sem a participação da polícia e quem registrou a ocorrência não volta para dar baixa”. O comportamento, segundo Silva, é constante e atrapalha outras buscas ao deslocar pessoas do corpo policial para um caso já resolvido, enquanto outros estão em aberto. “Trabalhamos seriamente e precisamos de cooperação”, diz o investigador.

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