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28.12.08
Um nascimento prematuro pode prejudicar os sentidos da criança e alterar suas reações sensíveis, sugere um estudo publicado na revista científica Pain.» Pesquisas mostram novas potencialidades do cérebro» O mais poderoso dos sentidos pode ser enganadoPesquisadores da Universidade College, em Londres, analisaram cerca de 40 adolescentes de 11 anos que nasceram 14 semanas antes da data prevista e descobriram que a habilidade deles em sentir variações de temperatura estava debilitada.Eles testaram a reação dos jovens a diferentes sensações - provocadas por variações de temperatura e toque - com o auxílio de um teste sensorial quantitativo. Ao comparar a reação dos adolescentes que nasceram prematuros com as respostas de um grupo de jovens que tiveram nascimento na data prevista, os pesquisadores observaram que os prematuros eram menos sensíveis a variações de temperatura - frio, quente, morno - mas tinham a mesma habilidade em reagir ao toque.De acordo com os autores do estudo, o sistema nervoso é particularmente vulnerável a mudanças nos estágios iniciais do desenvolvimento.Bebês prematuros, em geral colocados sob tratamento intensivo, são expostos a vários procedimentos doloroso - como exames de sangue - que podem ser responsáveis pelas mudanças nas reações das crianças à percepções sensoriais."Os mecanismos de dor no nosso corpo são plásticos, isto é, ferimentos e atividade nervosa são capazes de alterar esses mecanismos, principalmente nos primeiros dias de vida, quando o sistema nervoso ainda está se desenvolvendo", disse Suellen Walker, uma das autoras do estudo.DorOs pesquisadores sugerem que embora esses danos à sensibilidade não afetem o dia-a-dia das pessoas que nascem prematuras, eles alteram sua forma de percepção de dor."Todos aprendemos por tentativa e experiência. Talvez seja mais difícil para essas crianças aprender o que é um ferimento relativamente sério se elas não experimentam a dor da mesma maneira", disse Neil Marlow, um dos autores da pesquisa.Segundo ele, é importante que os médicos entendam como as intervenções realizadas em bebês prematuros afetam as funções sensíveis do corpo - e que eles entendam a necessidade de reduzir a exposição desses bebês a dor.A porta-voz da ONG Bliss, que trabalha com bebês com necessidades especiais, afirmou que a pesquisa é "bem-vinda porque ajuda na compreensão das conseqüências de curto e longo prazo do nascimento prematuro"."A taxa de nascimentos prematuros continua crescendo e mais bebês estão conseguindo sobreviver. Por isso, qualquer pesquisa que ajude os médicos a reduzir a dor que esses bebês enfrentam como conseqüência dos tratamentos que recebem é positiva".

BBC Brasil
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link do postPor anjoseguerreiros, às 10:47 

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