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19.2.09
RIO e BRASÍLIA - A brasileira Paula Oliveira, que alegou ter sido atacada por neonazistas numa estação de trem na Suíça, no último dia 9, teria voltado atrás nas sua versão dos fatos e confessado que não estava grávida e que teria feito, ela mesma, os cortes em seu corpo, usando uma faca que comprou no Ikea, uma das maiores lojas de objetos domésticos da Europa, afirma o jornal semanal suíço "Die Weltwoche". Segundo a publicação, que cita fontes próximas à polícia suíça, tudo não passaria de uma farsa da advogada com o objetivo de embolsar uma gorda indenização, que poderia chegar a R$ 200 mil. O "golpe" também foi noticiado pela Tele Zurich.
Mais cedo, Paula já havia sido indiciada pelo Ministério Público da SuíçaSuiça "por suspeita de induzir as autoridades ao erro", segundo um comunicado do órgão suíço. A jovem, que disse ter sofrido um aborto de gêmeos após ter sido atacada por três skinheads, em Zurique, está proibida de deixar a Suíça.
Segundo o jornal de tendência conservadora, Paula teria garantido à polícia que fez tudo sozinha. Mas a mídia suíça diz que, para a polícia, a participação do namorado dela, o economista Marco Trepp, "não está clara". Ela teria sido interrogada pela polícia de Zurique na última sexta-feira. Perguntada pelos policiais sobre o que a motivou, teria respondido: "Pergunte a um psiquiatra".
Toda a história foi inventada. Não houve nem skinheads nem gêmeos", afirma o jornal suíço (Brasileira não estava grávida no momento do suposto ataque) .
No início do interrogatório, Paula teria insistido em sua primeira versão, segundo o semanário. Teria contado que em janeiro teria feito um teste de gravidez com material comprado num supermercado, cujo resultado dera positivo. Paula, então, contou que teve a confirmação de que esperava gêmeos de uma amiga médica, num hotel de Zurique, onde teria se submetido a um ultrassom. Pressionada pelos policiais, e diante do laudo oficial que negava a gravidez, Paula teria confessado, aos prantos, toda a farsa. Sobre a sigla do partido inscrita no seu corpo (SVP), disse que conhecia o partido apenas dos cartazes nas ruas (Vamos sair da Suíça de cabeça erguida, diz pai de Paula) .
Ao saber da notícia de que Paula teria confessado a farsa, o advogado Roger Müller, designado pela Promotoria de Justiça de Zurique, disse à TV Globo que "não houve interrogatório formal com o Ministério Público".
- Nossa legislação diz que um depoimento perante à polícia, e não ao Ministério Público, na ausência de um advogado, não tem valor de prova - disse Müller, ao lado do pai de Paula, que diz não ter motivos para duvidar da filha .
O GLOBO e uma repórter suíça flagraram um amigo de Trepp indo ao apartamento onde está Paula, na quarta-feira. Ele saiu com um computador na mão e coletou toda a correspondência da caixa de correio.
- Ele não está bem e está com tratamento psiquiátrico - afirmou o amigo, dizendo que Trepp não quer falar com a imprensa.
Segundo o promotor de Justiça que investiga o caso, Marcel Frei, Paula está "formalmente sendo investigada". Perguntado se a abertura de inquérito e o confisco dos documentos significam que há elementos para incriminá-la, disse:
- Ninguém sabe É essa a razão pela qual estamos investigando neste momento.
Paula vai ser convocada a depor. Frei quer garantir pelo menos um depoimento de Paula à Justiça. Depois, ela pode ser até liberada. A data do depoimento ainda não foi divulgada. Segundo o semanário suíço, Paula poderá ser enquadrada no artigo 304 (crime contra a administração da Justiça), e condenada a até três anos de prisão.
Apesar da reviravolta no caso, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil continuará dando todo o apoio necessário a Paula. Ele disse não ter tomado conhecimento oficialmente da investigação contra a brasileira, mas negou qualquer apoio a um eventual plano de fuga (Celso Amorim reitera apoio a brasileira indiciada na Suiça) .
- Ainda não tenho a informação. Temos que dar a atenção e apoio à nossa concidadã. Há uma brasileira, que está na Suíça. Foi isso que a gente fez e continuará a fazer dentro das normas internacionais - disse o ministro.
Em relação à crítica de que o governo brasileiro teria se precipitado em fazer declarações sobre o caso, Amorim afirmou que, desde o início, o Estado brasileiro cobrou uma investigação séria e manteve contato com a Embaixada da Suíça no Brasil, em Brasília. (Alemã foi condenada por simular ataque) .

link do postPor anjoseguerreiros, às 07:01  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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