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14.3.09
A tragédia provocada na última quinta-feira, 12, por Kléber Barbosa da Silva, 31, foi apenas o desfecho trágico de uma vida marcada por desemprego, crises depressivas, problemas conjugais e uma acusação de estupro. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam o responsável pela queda do avião monomotor, que resultou na morte dele e da filha, Penélope Barbosa Corrêa, 5, no estacionamento do shopping Flamboyant, como uma pessoa emocionalmente desequilibrada e com tendências suicidas. “Ele não conseguia gerenciar a própria vida”, teorizou o delegado titular do 8º Distrito Policial de Goiânia, Manoel Borges de Oliveira.
Para a polícia, a acusação de estupro de uma adolescente de 13 anos, na tarde de segunda-feira, 9, em Aparecida de Goiânia (veja matéria ao lado), foi o estopim para que ele decidisse dar cabo à própria vida e da família. Aos investigadores, não restam dúvidas de que a queda do avião foi proposital. A trajetória descrita pela Polícia Militar (PM) indica que Kléber tinha a intenção de atingir o shopping. O desastre só não foi maior porque a aeronave atingiu uma das sibipirunas (árvores de flores amarelas) que ornamentam o estacionamento do Flamboyant. O choque inicial amorteceu a queda e desviou o avião para os carros. “Tudo nos leva a crer que ele buscava o sensacionalismo com este episódio. Ele quis dar glamour à própria morte”, afirmou. A tentativa de homicídio da própria mulher antes de sequestrar o avião demonstra que Kléber ainda era capaz de raciocinar quando sequestrou a família. “A mulher poderia resistir, dar trabalho a ele, se agarrar ao piloto do avião; por isso, ele se livrou da Érika antes.”
Arma não é encontrada
Peritos do Instituto de Criminalística e Corpo de Bombeiros vistoriaram a aeronave novamente ontem, ainda no estacionamento do shopping. As principais informações sobre o avião foram colhidas na cena do acidente por ele ser de pequeno porte e não possuir caixa-preta. Instrumentos de bordo foram checados e o local fotografado pelos peritos, que utilizaram desencarceradores para abrir a lataria do avião e facilitar as buscas. O momento mais dramático foi a retirada dos chinelos que a menina Penélope Barbosa Corrêa, 5, usava no momento do acidente. A arma que Kléber teria utilizado para render o piloto José Luiz e sequestrar o monomotor em Luziânia não foi encontrada entre os destroços. A tese assumida é que o revólver tenha sido arremessado pelo piloto durante o voo ou no momento do impacto da queda. “Precisamos apenas localizar a arma que o autor utilizou no sequestro do avião e todos os pontos estarão fechados”, disse Manoel Borges.“
Tive medo que ele me matasse”, diz menor violentada, que reconhece Kléber por meio de fotos e da identificação de seu veículo. A vítima reconheceu o agressor por meio de fotos e da identificação do veículo, um Vectra O crime aconteceu entre meio-dia e uma hora da tarde, em local desconhecido da vítima. A jovem ia a pé para a escola quando foi abordada por Kléber. “Normalmente, ela ia de ônibus, mas naquele dia não tinha dinheiro para a passagem”, informou a delegada. O agressor teria pedido informação sobre endereço de uma loja. Ele teria insistido à adolescente que o levasse até o local, que depois a levaria à escola. Diante da insistência, a adolescente entrou no carro. Ao perceber que Kléber tomava outro caminho, percebeu a intenção dele. “O que você vai fazer comigo?” - teria lhe perguntado a jovem. Segundo o inquérito, o agressor teria respondido que “só iam dar um passeio”. Kléber parou o carro em um matagal, em local desconhecido da vítima. Ele ordenou que ela fosse para o banco de trás e se despisse, sob ameaça de morte. A adolescente implorou para que ele não a violentasse, mas não houve como convencê-lo. Após estuprá-la, Kléber ameaçou abandoná-la no local. Diante dos pedidos da garota para que não a deixasse, ele teria afirmado: “Eu sou muito gentil; então, vou te deixar perto de casa. Eu poderia ser muito pior, fazer como aqueles homens da televisão e te matar.” A adolescente também afirmou que ele entregou R$ 17 em dinheiro para que ela não contasse nada a ninguém.
A Polícia Civil deve concluir o inquérito policial até a próxima semana. Além dos laudos cadavéricos, e do local da queda, o delegado também pedirá exame toxicológico para descobrir se Kléber estava sob efeito de alguma droga quando sequestrou a família e derrubou o avião com a filha. O rapaz não tinha passagens pela polícia.


Fonte: Diário da Manhã
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:10  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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