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18.4.09
RIO - A Justiça suspendeu provisoriamente a guarda dos pais que torturaram a filha de 4 meses. Aldecir Rocha Salazar, de 23 anos, e Caren de Souza da Silva, de 19, foram presos na sexta-feira , na comunidade 77, em Padre Miguel, onde moram. Eles são apontados como os responsáveis pelos hematomas e fraturas em pernas, braços e clavículas de Mariane, que está internada na CTI pediátrica do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, o estado da menina é grave, mas estável. Os dois foram indiciados por tortura qualificada e podem pegar até 13 anos de cadeia. Na delegacia, um acusou o outro.
- Eu não fiz nada disso, não - negou o pai.
Na sexta-feira, a Promotoria da Infância e Juventude entrou com uma ação na Justiça para que os pais perdessem a guarda do bebê. O pedido do Ministério Público também inclui a outra filha de Caren, de 5 anos, que estaria morando com a tia. A juíza Cristiana Cordeiro, da Vara da Infância e Juventude, suspendeu provisoriamente o direito de Caren e Aldecir ficar com os filhos.
- Não vai para a família mesmo que ela se candidate a ficar com a guarda, porque a gente precisa saber se vai dar conta mesmo de cuidar dessa criança. A gente conta com uma rede no município do Rio de Janeiro de instituições de acolhimento. Então, neste primeiro momento, o bebê vai ser encaminhado para essa instituição onde vai receber os cuidados que um recém-nascido, mesmo com esses traumas todos, tem que receber - explicou a juíza.
O bebê foi internado no CTI do hospital por causa da gravidade das lesões. Na quinta-feira, ela foi levada por uma tia ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo. Os exames constataram que o bebê estava com pernas, clavículas, costelas e braços quebrados. Os médicos viram que as lesões foram provocadas em dias diferentes e decidiram chamar a polícia. Relatos de vizinhos confirmaram a suspeita de que os agressores eram os próprios pais.
Segundo o delegado assistente da 33ª DP (Realengo), Felipe Curi, um primo de Caren disse que o pai da criança, desempregado, usa crack e maconha e já trabalhou para o tráfico. Familiares também afirmaram que ele seria perigoso e que agredia a menina, mas disseram já terem visto Caren sacudir a criança.



link do postPor anjoseguerreiros, às 17:38  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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