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3.7.09
RIO - A mulher acusada de assassinar o marido, o empresário Renato Biasotto , se apresentou no início da tarde desta sexta-feira à juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, no III Tribunal do Júri. Alessandra Ramalho D´Ávila Nunes, que tem dupla nacionalidade, responderá por homicídio (artigo 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal). Ela entregou os dois passaportes - brasileiro e americano -, se prontificou a estar presente em todas as fases do processo e foi citada para apresentar defesa prévia.
Depois de tomar ciência formal do processo, Alessandra deixou o Fórum, acompanhada do advogado Mário Oliveira Filho, mas evitou entrevistas. Alessandra deve responder ao processo em liberdade, uma vez que teria se apresentado antes do prazo de cinco dias estipulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que garantiu um habeas corpus para Alessandra suspendendo o pedido de prisão preventiva.
"Analisando-se os autos, verifica-se que já não subsistem quaisquer das razões elencadas no artigo 312 do Código Penal a motivar a ordem de prisão. Isso porque, diante do comparecimento espontâneo da ré perante este juízo, dentro do prazo assinalado na decisão liminar proferida em sede de Habeas Corpus, inclusive entregando seus passaportes, demonstra não ter o intuito de causar qualquer embaraço à instrução criminal, ou se furtar à aplicação da lei penal. É de ressaltar ainda, que não há indícios de que se trate de pessoa capaz de, em liberdade, causar perigo à coletividade, colocando em perigo à ordem pública", afirmou a juíza na decisão que revogou o mandado de prisão que havia sido expedido contra a ré, logo após o crime.
Na quarta-feira, o advogado de Alessandra esteve no Tribunal de Justiça e, em entrevista coletiva, informou que vai pedir que o filho do casal, de 5 anos, seja chamado como testemunha de defesa da mãe, em audiência sem danos, com o acompanhamento de psicólogos. O menino teria assistido a toda a cena do crime. O advogado disse ainda que vai questionar na Justiça uma série de irregularidades que ele verificou no inquérito.
Renato Biasotto morreu na madrugada do dia 13 de junho na portaria do prédio onde morava com a família. Segundo o advogado, Alessandra esfaqueou o marido em legítima defesa e em defesa do filho, que teria ameaçado matá-los durante uma briga do casal. O corpo de Renato foi sepultado na sexta-feira no Cemitério São João Batista, 13 dias depois do crime. A família queria cumprir o desejo do empresário de ser cremado, mas desistiu de esperar por uma decisão da Justiça. A autorização não foi dada por se tratar de uma vítima de crime.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 15:34  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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