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19.7.09

RIO - A abertura de estradas para criar o Arco Metropolitano, que ligará o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, revelou uma preciosidade histórica: ao longo de 72 quilômetros dos 145 que terá a nova rodovia, foram descobertos 22 sítios arqueológicos. Eles são os primeiros registros do início da ocupação da Baixada Fluminense e comprovam que ali viveram índios, escravos e colonizadores. Pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) correm contra o tempo e contra as máquinas pesadas das obras para resgatar o máximo possível antes que o progresso passe literalmente por cima da história. (Vídeo: arqueóloga explica a importância da descoberta)
Peças de cerâmicas e ferro dos séculos XVII e XVIII; uma urna funerária, da tradição Una, os mais antigos ceramistas do litoral brasileiro; cachimbo africano, entre outros itens, comprovam que as áreas arqueológicas da Baixada vão do período pré-histórico ao colonial.
Dos 22 sítios arqueológicos descobertos nos cinco municípios cortados pela nova estrada (Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Seropédica e Itaguaí), 14 estão no meio do traçado do Arco Metropolitano e serão demarcados e escavados antes da chegada da obra. Segundo os pesquisadores, apenas um poderá ser preservado. O restante desaparecerá para dar lugar à estrada.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 08:29  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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