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25.5.09


Organização-não governamental, que surgiu em 1999 a partir da experiência de um pai cuja filha foi raptada, é exemplo de solidariedade em Santa Catarina

A organização não-governamental Portal da Esperança SOS Criança, criada em 1999 para prevenir e localizar crianças desaparecidas em Santa Catarina, ajudou a localizar 16 crianças e adolescentes nos últimos dois anos. Desses 16 casos, oito são catarinenses. As localizações, segundo o criador do portal, Gerson Rumayor, resultam da parceria e da colaboração de muitas pessoas e entidades. A Assembléia Legislativa é parceira do portal veiculando fotos das crianças desaparecidas no AL Notícias e na TV AL. Gerson, que há 15 anos viveu a experiência de ter uma filha desaparecida, disse que a situação o ajudou a entender o que sente quem tem seus filhos “roubados” do convívio familiar, muitas vezes pelos próprios familiares – normalmente o pai ou a mãe. Grande parte do dia do coordenador do portal é dedicado a ajudar pessoas que procuram pelos filhos desaparecidos. Segundo Rumayor, a dificuldade em localizar essas crianças e adolescentes está na falta de uma delegacia especializada em Santa Catarina – uma antiga reivindicação do Portal da Esperança SOS Criança. Rumayor lembra que, como não existe troca de informações entre as delegacias do estado e nem a interligação com as do país, não é possível saber o número de desaparecimentos em Santa Catarina. Outro problema é como são registrados os boletins de ocorrência. “Um boletim de ocorrência de um furto de bicicleta, por exemplo, tem o mesmo tratamento do boletim de uma criança desaparecida, o que é lamentável.” Mas Gerson Rumayor destaca que, apesar das dificuldades, algumas delegacias se destacam na localização de crianças e adolescentes. “É o caso da 6ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, que sempre teve atenção e dedicação a essa causa”, frisou.

48 horas
Segundo o Ministério da Justiça, entre 80% e 90% das crianças são localizadas em até 48 horas após o ocorrido. Para o Portal da Esperança, é primordial que ocorra uma divulgação maciça assim que uma ocorrência for registrada. Desde 2005 não é preciso mais esperar 24 horas para começar a busca, conforme a lei. A maioria dos casos acontece com crianças de mais de dez anos, que fogem da casa dos pais, muitas vezes devido à violência doméstica. À primeira vista, diz Gerson, os números de localizações parecem positivos, mas é preciso ter consciência que os não localizados somam de 4 mil a 6 mil casos por ano. Ele defende a regulamentação da Lei 14.371, promulgada em 2008, de autoria do deputado Julio Garcia, que cria o Serviço de Investigação de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.

Prevenção é ainda a maior arma
- Converse sempre com a criança. Explique que você precisa saber com quem e onde ela vai estar. Peça que deixe endereço, telefone e o nome de um responsável. Determine a hora em que ela deve estar de volta. - Quando a criança estiver brincando na rua procure ficar atento. Compartilhe essa tarefa com seus vizinhos. Ensine que ela nunca deve se afastar de casa sem dizer para onde vai e sem pedir permissão. - A carona ainda é o meio mais comum para o desaparecimento de crianças. Explique que, mesmo que a criança conheça a pessoa, ela só deve aceitar depois de pedir permissão aos pais ou responsáveis. - É fundamental que os pais conheçam os amigos dos seus filhos e quem são os familiares desses amigos. Os pais devem estar alerta para o acesso dos seus filhos à Internet.

ORIENTAR É PREVENIR
Converse sempre com a criança. Explique que você precisa saber com quem e aonde ela vai estar. Peça que deixe endereço, telefone e o nome de uma pessoa responsável. Determine a hora em que ela deve estar de volta.

Quando a criança estiver brincando na rua, procure ficar atento. Compartilhe essa tarefa com seus vizinhos. Ensine que ela nunca deve se afastar de casa sem dizer para onde vai e muito menos sem pedir permissão.

A carona ainda é o meio mais comum para o desapa-recimento de crianças. Explique que, mesmo que a criança conheça a pessoa que está oferecendo a carona, só deve aceitar depois de pedir permissão.


Portal Esperança
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colaboradores: carmen e maria celia

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