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19.4.09

Para o odontopediatra Alessandro Leite Cavalcanti, meninos e meninas vítimas de violência podem encontrar o caminho do desabafo de suas dores enquanto são submetidos a tratamento dentário. Leite é professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem defendido a idéia de que as universidades de odontologia incluam no currículo o tema violência infantil. Ele explica que cerca de 65% das lesões provenientes da agressão física ocorrem na cabeça e face, o que expressa a importância do dentista no diagnóstico desses casos. O professor também luta para que o Código de Ética Profissional exija do dentista que ele notifique às autoridades os casos que julgar suspeitos.A pesquisa realizada por Cavalcanti concluiu que:
1. A maioria dos cirurgiões-dentistas entrevistados afirmou ter conhecimento sobre violência contra a criança e se considerou apta ao diagnóstico de maus-tratos, mas as
lesões bucais foram pouco citadas como injúrias decorrentes
de maus-tratos.
2. De forma geral, os cirurgiões-dentistas denunciariam casos de maus-tratos, sendo o Conselho Tutelar e o Juizado da Infância e Adolescência os órgãos de proteção à criança mais citados, porém a maioria não sabe como notificar o caso nem recebeu informação sobre o assunto durante a graduação.
Em meio aos profissionais de saúde, os cirurgiões-dentista exercem papel fundamental no reconhecimento e na denúncia dos maus-tratos infantis (50 a 70% são lesões
orofaciais), entretanto, estes parecem dar pouca atenção, seja por omissão ou desconhecimento de causa .Além disso, muitos não denunciariam situações suspeitas de maus-tratos em nenhuma circunstância por medo de perder pacientes, falta de confiança no serviço de proteção à criança e aos jovens, medo de lidar com os pais, incerteza do diagnóstico e desconhecimento da verdadeira responsabilidade em denunciar .Embora esteja redigido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de 1990 e no Código Penal Brasileiro (CPB) o encargo dos profissionais da área de saúde quanto à responsabilidade na denúncia de maus-tratos infantis, não há nenhuma consideração na legislação do Conselho Federal de Odontologia (CFO) sobre como o cirurgião-dentista deve proceder frente aos casos de maus-tratos infantis.

Fonte: Saúde na Internet

Guia de atuação frente a maus-tratos na infância e na adolescência

Sueli Deslandes,socióloga e sanitarista,comenta que, pela sua prática, o profissional de saúde "tem uma boa percepção para identificar os casos de violência, o que, no entanto, não quer dizer que vai notificar", muito embora, no Brasil, isto seja uma obrigação legal, estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "O profissional está despreparado para lidar com estas situações no cotidiano e não sabe o que fazer, o que é uma contradição muito grande, pois a violência faz parte do seu dia-a-dia de trabalho", diz.
Para isso, a SBP, o IFF e o CLAVES prepararam o Guia dirigido aos profissionais de saúde, completa a dra. Rachel Niskier, comentando que "existe muita desinformação em torno da questão. Imagina-se que o paciente irá para uma instituiçãcomo a antiga Febem, que o profissional que fez a notificação terá que depor em delegacias inúmeras vezes. Mas tudo isto tem muito mais de mito do que de realidade". Quanto ao risco de o médico ser agredido pela família do paciente, ela reconhece que pode existir, mas que vai depender muito da condução do caso que, na verdade, deve ser assumido pela instituição. "Quem trabalha sozinho, em consultório particular, deve procurar o apoio dos conselhos regionais de medicina, de redes de apoio e das sociedades científicas", sugere.
O Guia de atuação frente a maus-tratos na infância e na adolescência, foi criado para chamar a atenção dos profissionais de saúde e da população em geral para este grave problema de saúde pública.
Você pode baixá-lo em pdf:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/MausTratos_SBP.pdf
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link do postPor anjoseguerreiros, às 21:04  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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