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23.6.09
Conselheiros dizem que irmão tinha denunciado pai por abuso; defesa de austríaco havia pedido perícia psicológica

O menino austríaco R., de 12 anos, irmão de Sophie, de 4, que morreu na sexta-feira, no Rio, foi entregue ontem pelo Conselho Tutelar ao pai, o austríaco Sasha Zanger.
As crianças haviam sido retirados da casa da tia Geovana dos Santos Vianna, em março, e entregues ao conselho, por força de decisão da Justiça Federal. Mas, ao conversar com os conselheiros, R. contou que havia sofrido abuso sexual por parte de Zanger.
Os conselheiros, então, recomendaram que as crianças voltassem para a casa da tia, agora suspeita de ter matado a menina por espancamento. A polícia investiga o caso.

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Os irmãos austríacos foram trazidos para o Brasil pela mãe, à revelia do pai, em janeiro de 2008.
"É difícil dizer se o menino havia sido orientado antes de ser entregue ao conselho ou se realmente sofreu abuso. Pedi à Justiça que designasse uma perícia psicológica, mas a tragédia aconteceu antes da avaliação", afirmou o advogado Ricardo Zamariola, que defende Zanger e havia pedido a repatriação das crianças com base na Convenção de Haia. Zamariola também é advogado do americano David Goldman, que luta na Justiça pela guarda do filho, S., de 9 anos (mais informações nesta página).
Ontem, Maristela, que sofre de problemas mentais, disse à polícia que inventou o abuso para não perder a guarda dos filhos.O drama das crianças começou em janeiro de 2008, quando a mãe fugiu da Áustria. Maristela chegou a viver em abrigos nos últimos dois meses que passou na Europa e, no Rio, morou com os filhos na rua por alguns meses, segundo o Conselho Tutelar.
Ela foi acolhida pela mãe de criação, mas terminou na casa da irmã. Maristela disse que Geovana queria ficar com a pensão dos filhos, de 1.440. Ela contou que foi expulsa pela irmã a pauladas. E a acusou de ter roubado móveis, documentos e impedi-la de ver os filhos.
Em estado mental confuso, Maristela afirmou que desconhecia a morte da filha, mas ao mesmo tempo reconheceu que procurou a polícia após ler a notícia nos jornais.
Ela contou que mora no Estácio, na zona norte, com um namorado.A tia das crianças ainda não compareceu à 36ª Delegacia de Polícia (Santa Cruz).
O delegado Agnaldo Ribeiro da Silva aguarda a chegada do laudo cadavérico do Instituto Médico-Legal para indiciá-la por homicídio. Geovana, de 42 anos, tinha a guarda das crianças. A filha dela, Lílian, de 21, que ajudava a cuidar de Sophie, também pode ser indiciada.
"Nosso foco é a brutalidade contra esta criança. Vamos até o fim. É um caso de maus-tratos com morte, cuja pena pode chegar a 12 anos", declarou o delegado.
A criança deu entrada no dia 12 na Unidade de Pronto Atendimento de Santa Cruz, em coma, com traumatismo craniano e marcas de espancamento.
Ela foi socorrida por vizinhos e estava acompanhada de Lílian, que contou aos médicos que a menina havia caído no banheiro. Transferida para o Hospital de Saracuruna, Sophie morreu no dia 19.R. confirmou seu primeiro depoimento, de que Sophie havia caído no banheiro. Mas ressaltou que isso aconteceu porque a menina estava "desmaiando muito", depois de ter sido surrada entre os dias 10 e 12 de junho.
Ele disse que assumiu ter batido na irmã por medo da reação de Lílian. R. não sabe o que motivou o espancamento.
Quando chegou da escola, na quarta-feira, dia 10, encontrou Sophie com manchas roxas no corpo.R. chegou à delegacia acompanhado do pai. Zanger contou que se separou de Maristela num processo amigável.
A mulher ficou com um apartamento de 100 m² em Viena.
Ele afirmou que o estado mental da ex-mulher, que seria esquizofrênica, foi piorando e ela começou a impedi-lo de ver a filha.
Após ele entrar com um processo pela guarda das crianças na Justiça austríaca, ela fugiu para o Brasil. "Sei que ela estava doente, mas a culpo em parte pelo que aconteceu com a milha filha, que está morta", afirmou.
O marido de Geovana dos Santos, o guarda municipal Sizenando Vianna, de 47 anos, prestou depoimento ontem e repetiu a explicação da mulher. "Esta criança era muito querida. Foi um acidente", disse.
A família de Geovana teve de se mudar do Conjunto Habitacional Santa Veridiana, em Santa Cruz, por conta de ameaças dos vizinhos. Vários deles afirmam que viram as crianças com hematomas. "As pessoas estão revoltadas", afirmou a autônoma Silvia Maria Cavalcanti, de 36 anos, que ajudou a socorrer Sophie.
Ela confirmou que os médicos perceberam as marcas de espancamento nos primeiros exames.
O cônsul da Áustria no Rio, Peter Waas, esteve ontem na delegacia e disse que o consulado acompanha o caso há um ano e meio. Ele reconheceu que o processo foi demorado, mas evitou críticas à Justiça brasileira.
"Esses processos são longos. Talvez na Áustria não seria diferente. Nossa ação foi limitada a intermediar o contato com as autoridades brasileiras."

CRONOLOGIA 2008
R. Z., de 12 anos, e Sophie, de 5, são trazidos da Áustria pela mãe brasileira, sem conhecimento do pai. Maristela viveu por dez anos casada com Sasha. Na separação do casal, a Justiça determinou a guarda compartilhada - lá entendida como as crianças morando com a mãe, mas o pai com autorização de visitar e opinar sobre a educação. Durante um tempo, a brasileira viveu bancada pela pensãoNo Rio, primeiramente morou em uma favela com o irmão. Depois, ocupava um quarto na casa da mãe adotiva. Ao saber que sua mãe defendia a volta das crianças à Áustria, Maristela se mudou com os filhos para a casa da irmã 2009.
A Justiça Federal determinou que a Polícia Federal entregasse os dois menores ao Conselho Tutelar, para que fossem abrigados até a sentença final no processo. O conselho, por sua vez, optou por deixá-los com a tia .

E AGORA CONSELHO TUTELAR??????????
MAIS UM ERRO!!!!
E A VIDA DAS CRIANÇAS........

Estadão
link do postPor anjoseguerreiros, às 10:36 

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