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8.7.09

Música e a dança são usados como instrumentos para evitar novas internações de garotos que cumpriram medidas socioeducativas

Após cumprir medida socioeducativa no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), a volta dos adolescentes para casa não costuma ser fácil. Eles encontram problemas como desestrutura familiar, marginalização e pobreza, um cenário que, muitas vezes, os levam a cometer novos atos infracionais, em busca de uma solução para a realidade em que vivem. Com o objetivo de tentar mudar essa realidade, a cineasta Núbia Santana coordena um grupo no Riacho Fundo I que procura motivar os adolescentes a encontrarem na arte uma saída do mundo da criminalidade. Ao som do berimbau e das batidas dos tambores, os adolescentes acharam na capoeira, no maculelê e na dança de bastão um novo motivo para sonhar. O projeto, intitulado de Nota 10, existe há três meses e atende a oito jovens egressos do Caje, que participam de encontros em um galpão ao lado da Administração Regional, sempre das 22h à meia-noite. De acordo com Núbia, o horário foi escolhido para oferecer a eles uma ocupação mais saudável e produtiva. Além das práticas esportivas, os jovens ganham uma ajuda de custo de R$ 300 para auxiliarem suas famílias, mas devem seguir algumas regras para não perder o benefício. Os instrutores também orientam os jovens a deixarem de lado os desentendimentos com outros colegas e os incentivam a largar as drogas mais pesadas, em especial, um medicamento controlado chamado rupinol, que pode provocar loucura temporária quando consumido em excesso. No entanto, a exigência nem sempre surte efeito. “Perdemos dois adolescentes desde o início do projeto. Um voltou para o Caje e outro não conseguiu largar o vício do rupinol. Esse trabalho de reinserção do jovem na sociedade que fazemos é muito complicado. Muitos deles sofrem com a falta de afeto e de amparo. Procuramos aumentar a autoestima deles por meio da arte”, explicou Núbia. A cineasta pretende oferecer outros serviços para os adolescentes, como aulas de artesanato, de cinema, e estender o projeto para outras cidades. Mas, para isso, precisa de amparo, para contornar algumas dificuldades financeiras. “Não contamos com o apoio de ninguém. Tenho quatro pessoas que trabalham com os jovens, sendo que só duas delas são voluntárias. Não é um trabalho caro, mas o considero necessário tanto para ajudar esses adolescentes quanto para diminuir o número de ocorrências policiais, disse”. O projeto tem, inicialmente, duração de seis meses.

[Correio Braziliense (DF) – 08/07/2009]

Fonte: Andi
Foto: Roer Meireles
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:58  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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