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22.6.09
David Goldman sentado num hotel em Copacabana em fevereiro. Mas como não tem residência fixa no Brasil, para onde Goldman vai levar o filho durante as visitas de 6 dias por semana? Foto: Rogerio Reis.

No Dia dos Pais nos EUA, não precisa ser parente ou amigo pessoal de David Goldman para saber que, por estar longe do filho, a data é dolorida para ele.
No entanto, essa semana David recebeu o “melhor presente” até agora nos 5 anos de batalha legal que trava no Brasil. A decisão do juiz Rafael de Souza Pereira Pinto, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, deixa claro uma coisa: para a Justiça brasileira, o bem-estar de Sean está mais garantido se ele passar mais tempo com o pai do que com a família brasileira.
Mas, a mesma decisão traz uma charada: quais os esforços que um pai estrangeiro tem que fazer para passar tempo com seu filho legítimo no Brasil? Como vai se adaptar ao país? Onde vai morar? Se não tem casa no Brasil, para onde levará seu filho?
Embora bem intencionada – e correta – a decisão cria maiores atribuições ao pai, que nada fez de errado sob os olhos da lei, do que àqueles que alienaram o seu filho. Não é à-toa que mais de 96 horas depois da decisão, não há um depoimento oficial do próprio David.

O blogueiro tentou contactá-lo, mas sem sucesso.

Enquanto isso, a família brasileira disse ao jornal “Folha de S.Paulo” que ainda não obteve nenhuma comunicação de David.
Durante a semana, Patricia Apy, advogada de David nos EUA, chegou a dizer que o seu cliente não viajaria para o Brasil até que tivesse certeza que terá chances reais de ver o filho. Isso porque o advogado da família brasileira entrou com um recurso pra bloquear a decisão do juiz Pereira Pinto.
O recurso, segundo reportado no “Jornal Nacional,” pretende questionar a autoridade do juiz da 16ª Vara Federal, já que o caso já teria movido para segunda instância.

A tradução para leigos – como eu e você – seria: quanto mais tempo os recursos mantiverem Sean no Brasil, mais longe estaremos da Justiça.

Ontem Apy disse a CNN que “David pretende aproveitar os benefícios da última decisão da lei brasileira.”

Na retrospectiva da luta que David travou pelo direito de ver o filho estão:
1) Mais de 4,5 anos de distância do filho;
2) Comparecimento a visita em que o filho foi levado para longe do local marcado;
3) Visitas acompanhadas por uma psicóloga indicada pela família brasileira;
4) Visita acompanhada por um ‘amigo’ da família, que gravou a conversa toda;
5) O ‘esfriamento’ do filho, já comprovado que foi causado por alienação parental;
6) Não comparecimento de David a visita por causa de compromissos profissionais;
7) Agora, o direito de ver o filho 6 dias por semana, e sem a supervisão da família brasileira. Com certeza, a última decisão judicial marcou um progresso no caso Goldman.

No entanto, tudo o que o Brasil pôde oferecer a um pai legítimo até agora, foram migalhas de Justiça.

Atenção Brasil, o mundo continua assistindo.
Brasil com Z
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:53 

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