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27.6.09

Notícia publicada na edição de 25/06/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 6 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A notícia de que a Polícia Civil de São Paulo indiciou anteontem o especialista em reprodução assistida Roger Abdelmassih, sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra inúmeros pacientes, repercutiu em Sorocaba. É radicada na cidade, inclusive foi candidata a vereador na última eleição, uma das únicas vítimas que teve coragem de ir à público e acusar o médico. Trata-se da empresária Ivanilde Vieira Serebrenic. Ontem, ao Cruzeiro do Sul, ela comemorou o indiciamento e disse que acredita que a justiça começou a ser feita.
Logo que foi deflagrado o caso, Ivanilde deu entrevista a revistas, jornais e emissoras de televisão e disse que em 1998 foi abusada sexualmente pelo médico. Ivanilde explicou que demorou vários anos para trazer o caso à tona, já que acreditava que estava sozinha. Após saber que não era a única nesta condição, que já existia uma denúncia contra o médico, resolveu tornar a coisa pública para incentivar outras mulheres. Hoje em dia, de acordo com o Ministério Público, já existem aproximadamente 70 mulheres com relatos de estupro e atentado violento ao pudor contra Roger Abdelmassih. Converso sempre com o promotor Luiz Henrique Dal Poz para saber o andamento do caso e o Ministério Público está fazendo um excelente trabalho.
O fato da comemoração do indiciamento, explica a empresária, deu-se pelo receio inicial de que o caso acabasse em pizza, tratando-se de uma pessoa poderosa e influente como é Abdelmassih. Justamente por isso, ela acreditava que todo seu esforço e constrangimento de tornar este fato público, por ter marido e família, iria resultar em nada. Acredito que ele está começando a pagar, já que esteve nesta semana numa delegacia da mulher e teve que sair pelas portas do fundo para fugir dos repórteres. Ver isso acontecer com ele, que é extremamente arrogante, já me sinto vingada e é a justiça começando a ser feita.
A empresária de Sorocaba acredita que exista um número ainda maior de vítimas e quer que outras as mulheres tornem públicas suas versões.




Jornal Cruzeiro do Sul
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colaboradores: carmen e maria celia

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