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25.6.09
RIO - O laudo do Instituto Médico Legal de Duque de Caxias, divulgado nesta quinta-feira, comprovou que a menina austríaca Sophie Zanger, de 4 anos, sofria maus tratos. A perícia revelou que a causa da morte foi traumatismo craniano causado por ação contundente. Isso significa que ela pode ter morrido por uma queda acidental ou ter sido atingida por algum objeto. O laudo também indicou que Sophie foi vítima de espancamento em datas diferentes. Havia hematomas nos ombros, nas pernas e nas nádegas, alguns com até 15 centímetros, segundo o blog Casos de Polícia, do "Extra" . Os peritos também encontraram uma cicatriz antiga na cabeça da menina.
- As marcas descritas no laudo, nas pernas, na coxa, na região do glúteo, na cabeça, caracterizam que ela era agredida constantemente, em datas diferentes. Traz convicção de maus tratos. Essas marcas corroboram com o que foi dito pelos vizinhos, como choro de criança quase toda tarde, por volta das 17h e a mulher nervosa dizendo que iria bater. Tudo leva à convicção de maus tratos - afirmou o delegado titular da 36ª DP (Santa Cruz), Aguinaldo Ribeiro.
Segundo o delegado, a tia e a prima de Sophie, Giovana dos Santos e Lílian dos Santos, podem responder pelo crime de tortura , com agravante da morte, cuja pena varia de oito a 16 anos de reclusão. As duas foram ouvidas nessa terça-feira na delegacia de Santa Cruz. Elas negaram que tenham agredido Sophie e disseram que a menina se machucou em uma queda, enquanto tomava banho.
A mãe de Sophie, Maristela dos Santos, prestou depoimento um dia antes . Ela contou à polícia que sabia que a filha apanhava e que, há algum tempo, Giovana a ameaçava para ficar com Sophie e o irmão de 12 anos, e receber uma pensão paga pelo pai das crianças.
A menina morreu na sexta-feira, depois de passar uma semana em coma. Um relatório do Conselho Tutelar apontou traumatismo craniano como causa da morte e apontou Giovana e a filha como responsáveis pelo espancamento.
Na sexta-feira devem ser ouvidos três médicos que atenderam Sophie - dois médicos que trabalham na UPA de Santa Cruz, na unidade de pronto-atendimento e um médico que atendeu a menina no hospital Getúlio Vargas.
Depois de ouvir todos os envolvidos, os suspeitos e as testemunhas, o delegado pretende concluir o inquérito antes dos 30 dias determinados. Ele acredita que deva levar o inquérito a justiça na próxima terça-feira.
O pai das crianças, o austríaco Sasha Zanger, contou que gastou mais de cem mil euros com advogados no Brasil para conseguir a guarda das crianças e se disse decepcionado com a Justiça brasileira .



O Globo On Line
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colaboradores: carmen e maria celia

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