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19.6.09
Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma infecção viral aguda causada por um dos três poliovírus existentes. A infecção se transmite através do contato com um portador da pólio ou então com fezes humanas. Crianças na primeira idade são mais susceptíveis à doença e também os principais agentes de transmissão, mas os adultos. também podem contrair pólio. O vírus penetra no corpo através da boca e percorre o corpo através do sistema sangüíneo. Se ele invadir o sistema nervoso central, ataca os neurônios motores e pode causar lesões que resultam em paralisia ( poliomielite paralítica ). Os braços e as pernas são mais freqüentemente afetados.
Na realidade todas as pessoas devem obrigatoriamente tomar contato com o vírus ou com anticorpos da pólio em alguma oportunidade, acionando o sistema imunológico do indivíduo, através dos linfócitos tipo B, sendo que os três tipos conhecidos do vírus não são mutáveis ( como o vírus HIV, por exemplo ) uma vez configurada a defesa imunológica ela permanecerá por toda a vida. A maioria dos casos de contato com os poliovírus não resultam em sintomas clínicos ou apenas em sintomas leves, como dor de cabeça, garganta dolorida e febre ligeira; a recuperação completa ocorre em 1 a 3 dias. Em casos de infecção grave ( quando o sistema nervoso central é invadido ), 50% dos pacientes também se recuperam completamente.
Do restante, cerca da metade sofrem paralisia leve e os outros sustentam seqüelas severas e permanentes, algumas vezes necessitando de aparelhos ortopédicos para se locomoverem. A doença pode ser fatal no caso de infecção bulbar, quando a paralisia se desenvolve nos músculos da garganta e pode causar dificuldade respiratória através do retorno dos conteúdos gástricos; cerca de 80% dos pacientes assim infectados, no entanto, podem se recuperar através de tratamento.
A poliomielite foi algumas vezes considerada uma doença dos países desenvolvidos, onde a higiene rigorosa reduziu a possibilidade de contato com o vírus durante a infância e por isso também reduziu a proteção proporcionada pelos anticorpos existentes no leite materno contra a doença, mas na realidade as taxas mundiais de ocorrência não demonstram esta seletividade. A Organização Mundial de Saúde ( OMS ) vem conduzindo um programa de vacinação contra a poliomielite e outras doenças infantis comuns. Nos Estados Unidos, a descoberta e desenvolvimento de uma vacina para os três tipos de poliovírus. Por Jonas Salk e Albert Sabin nos anos de 1950, proporcionou uma redução dramática da incidência da doença. Nos anos de 1980. Despertou-se a preocupação quando os sobreviventes de longo tempo da doença começaram a reportar vários sintomas de dores nas articulações e nos músculos e crescente perda da força muscular com aguda atrofia dos membros afetados.

SÍNDROME PÓS-PÓLIO
Médicos americanos diagnosticaram, recentemente, em pacientes que sofreram poliomielite ou paralisia infantil na primeira infância, acompanhados até a idade adulta, um tipo de síndrome caracterizada pela perda gradual da capacidade do sistema nervoso central de recompor a energia despendida em atividades físicas, provavelmente devido à sobrecarga parar equilibrar a falta de neurônios destruídos na fase inicial da doença.
A Síndrome Pós-Pólio, como foi denominada, se desenvolve de 30 a 35 anos após a fase aguda, sendo que a recomendação dos médicos para os pacientes é o inverso do que prescreviam até agora, isto é, em vez de ginástica e exercícios forçados, aconselham repouso e descanso para poupar energia, assim o processo degenerativo será mais lento.
A Síndrome Pós-Pólio é, na verdade, um mecanismo de defesa do organismo, pois o esforço de portadores de seqüelas de pólio, para ter uma vida ativa é maior do que seria se não tivessem limitações físicas. Além disso, outros tipos de doenças, que não são associadas diretamente à pólio, como osteoporose, artrite reumatóide e mialgias, podem ser desenvolvidas a partir dessa idade, limitando ainda mais a atuação desses pacientes.
Os médicos salientaram, entretanto, que a Síndrome Pós-Pólio não interfere no processo mental que engloba o raciocínio, a memória e a inteligência do indivíduo, restringindo-se ao aspecto locomotor e na geração de energia, reduzindo a intensidade do impulso muscular à partir do sistema nervoso central. Outro aspecto positivo é de que não interfere também na libido.
Assim, aqueles que, com muito esforço, se reinseriram socialmente e superaram as limitações para alcançar independência, chegam a um estágio em que devem se dedicar preferencialmente a atividades intelectuais, que não requerem força bruta.

PEQUENAS BIOGRAFIAS

JONAS SALK
O microbiologista Jonas Edward Salk, nascido em Nova York a 28 de outubro de 1914, desenvolveu a primeira vacina eficiente contra a poliomielite. Salk e seus ajudantes desenvolveram uma vacina com polivírus inativo que promovia imunidade contra a pólio. Após testes de campo intensivos em 1953 e 1954, a vacina intramuscular rapidamente entrou em uso em 1955 e ajudou a reduzir a incidência da pólio até que a vacina oral foi introduzida por Albert Sabin em 1960. Salk se retirou das pesquisas biológicas em 1985, mas recentemente retornou ao trabalho no desenvolvimento de uma vacina contra a aids.

ALBERT BRUCE SABIN
O microbiologista polonês-americano Albert Bruce Sabin, nascido a 26 de agosto de 1906, morto a 3 de março de 1993, desenvolveu uma vacina oral com vírus vivo contra a poliomielite. Sabin nasceu em Biallystok, Polônia (então parte integrante do império russo), e foi com sua família para os Estados Unidos em 1921. Sabin devotou sua vida desenvolvendo vacinas para doenças graves. Colando grau em medicina na Universidade de Nova York em 1931, ele entrou para a equipe do instituto Rockfeller para Pesquisas Médicas em 1935. Quatro anos depois ele se mudou para a Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati. Após intensivos testes de campo em 1957, a vacina oral com vírus vivo de Sabin se tornou a mais difundida e eficiente vacina nos Estados Unidos e no mundo inteiro, largamente substituindo a vacina anterior com vírus inativo desenvolvida por Jonas Salk.

CASOS DE POLIOMIELITE NOTIFICADOS - BRASIL
Para quem acredita que a poliomielite está erradicada do Brasil, seguem transcrições de relatórios do Ministério da Saúde, através da Fundação Nacional de Saúde, compilados dos boletins epidemiológicos do SUS, com dados desde 1991 até 1996 apontando que houve aproximadamente 8546 casos notificados de poliomielite apenas no período abrangido nos relatórios a que tive acesso nesta pesquisa, isto é, durante os anos de 1991 e 1992 inteiros; janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, outubro, novembro e dezembro de 1993; abril, maio, junho, outubro, novembro e dezembro de 1994; abril a setembro de 1995 e igual período de 1996. Destes, cerca de 943 casos apenas em 1996, sendo que em 1991 e 1992 houve 588 e 1473 casos respectivamente, o que representava um aumento anual de 120 % naquele período. O auge (ou antiquasse) de casos de pólio foram os anos de 1993 e 1994 com 2218 e 2272 casos respectivamente, incorrendo o Ministério da Saúde em organizar campanhas emergenciais e depois sistemáticas de vacinação de todas as crianças na faixa etária de 0 a 5 anos. As regiões com maior incidências de casos de pólio são o SUDESTE e o NORDESTE, conforme pode ser visualizado nos gráfico a seguir, sendo São Paulo o estado mais atingido, seguido da Bahia. A porcentagem de incidência de pólio por região no Brasil se mantém proporcional através dos anos. Mato Grosso do Sul notificou 2 casos em 1996.

A partir de 1994 a denominação oficial para Poliomielite passou a ser PARALISIA FLÁCIDA AGUDA, segundo o Centro Nacional de Epidemiologia - CENEPI.

O estudo sobre poliomielite apresentado nesta homepage foi feito por Paulo Márcio M. Metello.


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colaboradores: carmen e maria celia

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