notícias atuais sobre saúde, violência,justiça,cidadania,educação, cultura,direitos humanos,ecologia, variedades,comportamento
4.2.09
SÃO PAULO - Uma moradora de Jacareí, a 82 quilômetros da capital, teve de entrar na Justiça para conseguir doar um rim para uma parente. Isso porque hospitais estão exigindo de doadores de órgãos uma autorização judicial para que a cirurgia seja feita. Foi por meio de um advogado que Lindinalva Cardoso teve a chance tenta salvar a vida da cunhada.
- A situação era tão grave que ela nem teve tempo de entrar no final da fila, a médica que fez a solicitação para ela entrar como primeira na fila - explicou o advogado Antônio dos Santos.
De acordo com a declaração médica, a paciente sofre de insuficiência renal crônica. Uma doença genética e que, portanto, não pode contar com a doação dos filhos. Quando o doador é vivo, o órgão doado não precisa ser incluído num cadastro único e portanto respeitar nenhum tipo de fila. A doação gratuita de um órgão está na Constituição.
Mas, de acordo com o juiz, que autorizou a doação, os hospitais pedem um respaldo à Justiça para que não sejam acusados de estimular o mercado ilegal de órgãos.
- A falta de conhecimento dos profissionais das áreas de Saúde e o medo de se envolver em escândalos com venda de órgãos faz com que algumas precauções sejam tomadas sem necessidade - disse o juiz de direito, Flávio Guimarães.
Só no estado de São Paulo há quase 10 mil pessoas à espera de um rim. A família da paciente não quis dar entrevista. Segundo o advogado da família, ela passa por exames pré-operatórios e o transplante já foi marcado para o dia deste mês. O Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo informou que ainda vai divulgar uma nota oficial sobre o caso.


tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 08:16  comentar

pesquisar
 
colaboradores: carmen e maria celia

Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9




arquivos
blogs SAPO