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5.4.09

Kit fraldas, personal stylist, dog care e espaços de lazer em condomínios são alguns dos mimos do mercado

Vida de cachorro ganhou outro sentido em São Paulo. Peluda como um novelo de lã bem fofo, Blunch, uma lhasa apso preta e branca, tem seus pelos escovados pelo menos três vezes por semana. Também vai às compras no shopping - lá, aprendeu a andar de escada rolante. Não raro, pela manhã, toma sua primeira refeição numa cafeteria da Vila Olímpia, bairro nobre da zona sul, onde ganha biscoito e um pote de água. E frequenta um pet shop especial, que garante hidratação, corte Chanel e um enfeite no meio da testa, o tal terceiro olho que as atrizes da novela Caminho das Índias, da Rede Globo, costumam usar.
Blunch circula assim pela cidade porque há cada vez mais restaurantes, cafés e até mesmo shoppings oferecendo serviços especializados no mundo canino. O Shopping Cidade Jardim, por exemplo, não só permite a entrada de cachorros como ainda dá um kit de fraldas. Também disponibiliza o baby dog, cercadinho chique monitorado, onde o cachorro fica enquanto o dono vai ao cinema.
No mercado imobiliário, espaços batizados de dog walk, cachorródromo ou dog care são um dos chamarizes de lançamento de condomínios clube. Há também agências de turismo, como a Quatro Patas, que oferece roteiros radicais como rafting, em que o cão e o dono vão juntos no bote corredeira abaixo.
Segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão ligado à Secretaria de Saúde de São Paulo, um em cada sete paulistanos, em média, tem cachorro em casa. Portanto, optar por uma postura dog friendly virou estratégia certeira para conquistar um bom consumidor: o dono. "Não vou a shoppings ou lojas que não aceitam cachorros. Quando saio, um da turma vai junto", diz Carla Troianelli, dona de Blunch e mais seis cachorros da mesma raça. Ela gasta por mês R$ 2.500 com alimentação, tosa e adestramento. O tratamento de beleza, a roupinha e outras regalias não entram nessa conta. Carioca, ela comprou Blunch quando veio morar em São Paulo há quatro anos. "Eu ficava sozinha porque meu marido viaja. Ela foi mimada como filha única."

MIMOS
O que é exatamente encher um cachorro de mimos? A médica Cintia Sanchez que tem "dois filhos", como costuma dizer, Sami, um poodle, e Honey, um shitzu, contratou um personal dog, um stylist em cães. "Levamos uma mala de roupas desenvolvidas pela nossa grife até a casa do cliente. Lá, o personal consegue indicar os modelos que mais se adaptam à raça, ao tamanho e ao estilo do cão", diz Meggy Lopes Figer, dona da Queen Pet, que lançou o serviço há pouco mais de 15 dias.
São roupas que seguem as últimas tendências da moda: para as fêmeas, saia balonê de tafetá, vestido de noiva, jardineira com saia plissada; para os machos, camiseta polo, macacão camuflado e jaqueta de frio com capuz. O mesmo modelo de roupa dos cachorro é copiado para a etiqueta infantil da mesma grife. "A ideia é que os dois, criança e cachorro, saiam parecidos na rua." De tão parecidas, na arara, fica difícil distinguir de quem é o quê.


link do postPor anjoseguerreiros, às 14:50 

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