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30.5.09
Nada como um bom papo para explicar que a família vai ganhar um novo integrante

Não é fácil para uma criança entender e aceitar que os pais optaram por ter outro bebê. Para ajudá-la a digerir a idéia e mostrar que seu espaço na família não está ameaçado, a regra é soltar o verbo. “Falar é sempre a melhor alternativa, independentemente da idade”, ressalta Ada Morgenstern, professora de psicanálise da criança do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. O que muda, conforme a idade, é o tom da conversa.
Se o pequeno só balbucia o bê-á-bá, não adianta apostar em longos discursos. Nesse caso, é preferível esclarecer, por exemplo, que a barriga da mamãe irá aumentar porque ali está crescendo um irmãozinho. Já os maiores são capazes de compreender que o bebê a caminho será um ser com necessidades e sentimentos próprios. Desde o momento da notícia, inclusive, os pais podem estimulá-los a compartilhar, no futuro, uma parcela de responsabilidade em relação ao caçula – sem forçar a barra ou sobrecarregá-los, é claro.
pesar de o ciúme ser inevitável, as reações do filho estão diretamente associadas à forma como os pais encaram a gravidez. Por isso, nada de transmitir insegurança. “A melhor maneira de contar é envolver a criança e criar a possibilidade de que a situação nova seja boa para ela”, aponta Luciene Tognetta, do Laboratório de Psicologia Genética da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Uma dica: no período próximo ao nascimento do novato na família, evite fazer transformações bruscas no cotidiano do mais velho. “A chegada do irmão já é uma mudança muito dura para ele”, afirma Luciene. Colocar na escola, tirar o bico da mamadeira ou alterar a decoração do quarto pode dificultar esse momento de transição na vida do pequeno.
Muitos anos entre um filho e outro
Crianças maiores necessitam de menos cuidado físico, mas exigem mais envolvimento em atividades de lazer.
O pequeno nasce e o mais velho já está em outra. Quer jogar bola, brincar e tem até dever de casa para fazer. Vai ser difícil dar atenção aos dois ao mesmo tempo, certo? Errado. “Quando os filhos possuem maior diferença de idade, os pais conseguem diferenciar mais o cuidado com cada um, o que torna mais fácil a distribuição do foco”, observa a psicóloga Débora de Oliveira, que pesquisa o impacto do nascimento do segundo filho na dinâmica familiar e no desenvolvimento emocional do primogênito. É verdade que o primeiro filho será mais explícito em suas demonstrações de ciúme – principalmente se tiver entre 3 e 6 anos –, mas, em compensação, exigirá cada vez menos na hora da alimentação e da higiene. Além disso, ele consegue compreender com maior clareza as necessidades da família e pode ajudar no cuidado com o pequeno. Os pais só não devem se esquecer de dedicar um tempinho do dia para jogos e brincadeiras.

Paula Desgualdo


Bebê.com.br
link do postPor anjoseguerreiros, às 17:07 

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