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31.5.09
Em novembro do ano passado ficou público o mais recente alerta oficial sobre as ameaças contra a fauna brasileira. Numa obra intitulada "Livro Vermelho do Ministério do Meio Ambiente" foram listadas 627 espécies ameaçadas de extinção, sendo que sete delas estão pela hora da morte: três de macacos, três de peixes e uma de anfíbio.
A partir da segunda-feira 1º, quando se comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente e Ecologia, a World Wide Fund for Nature (WWF), uma das mais conceituadas organizações ambientalistas não governamentais, sediada na Suíça e com ramificações em todo o planeta, apresentará a mais nova preocupação daqueles que se dedicam a preservar os bichos: a violenta e implacável ameaça de morte que vem agora através do aquecimento global, já denominado por pesquisadores americanos como "a nova era da extinção".
Segundo a WWF, são cinco as espécies no Brasil mais ameaçadas por ele. E, por incrível que pareça, elas não estão na Amazônia. Vivem no mar: albatroz, tartaruga-de-pente, baleiaminke, baleia-jubarte e corais. "Querem um exemplo do quanto o aquecimento global ameaça as espécies animais?", indaga o biólogo carioca Marcelo Szpilman, presidente do Instituto Aqualung e mergulhador com 30 anos de experiência. "É só observarmos os peixes que estão morrendo porque esse aquecimento gera um total desequilíbrio no pH da água." Em terra firme, o aquecimento ameaça os bichos pelos mesmos motivos com que tem perturbado o cotidiano de diversas populações humanas. Agora, por exemplo, o Brasil presencia uma de suas maiores cheias nas regiões Norte e Nordeste e uma seca totalmente fora de época na região Sul.
102.938 hectares
Se para as pessoas as alterações radicais no tempo trazem morte e destruição, para os animais a sobrevivência nestas condições não é menos complicada. "O aquecimento global deve pro vocar, cada vez com mais frequên cia, eventos climáticos violentos, como tempestades, furacões, secas e inundações", diz a secretária-geral da WWF Brasil, Denise Hamú. "Muitas espécies de animais não conseguirão se mover suficientemente rápido para sobreviver." Efeitos disso já são perceptíveis na fauna do Ártico no Canadá. Por conta do derretimento da calota polar e da caça indiscriminada, reduziu-se o número de ursos e tubarões, predadores naturais das focas. A superpopulação de focas levou à diminuição da quantidade de bacalhau.
Então, para tentar reequilibrar o sistema, o governo canadense autoriza anualmente uma temporada de caça que dura de três a cinco dias. "Mas, quando retiramos de circulação 300 mil animais de um ambiente em apenas três dias, como no caso das focas, ocorre um novo desequilíbrio que funciona como um tsunami: há mudanças rápidas e com consequências dolorosas", diz o biólogo Szpilman.
Então, para tentar reequilibrar o sistema, o governo canadense autoriza anualmente uma temporada de caça que dura de três a cinco dias. "Mas, quando retiramos de circulação 300 mil animais de um ambiente em apenas três dias, como no caso das focas, ocorre um novo desequilíbrio que funciona como um tsunami: há mudanças rápidas e com consequências dolorosas", diz o biólogo Spilzman
É exatamente isso que os cientistas estão chamando de "nova era da extinção" - um quarto movimento que vem se somar às três ameaças anteriores. Primeiro, houve a era da caça predatória, e nela os veados, os pumas, os peixes-boi-marinho e as onças-pintadas foram quase extintos. Houve a fase da desenfreada invasão dos hábitats, com derrubadas de matas e poluição das águas, cujo maior símbolo talvez tenha sido o mico-leão-dourado.
"Quando retiramos de circulação milhares de animais de um ambiente há um desequilíbrio tão violento quanto um tsunami"Marcelo Szpilman, biólogo marinho


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colaboradores: carmen e maria celia

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