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18.5.09
SALVADOR - Cinco dias, três unidades de saúde e três diagnósticos. Esse foi o caminho traçado por Laís Mangueira dos Santos, mãe de Kayo Vinicius Santos da Silva, de 4 anos, até a morte dele no último sábado, vítima de dengue hemorrágica.
- Eu tinha muitos planos para ele e tudo acabou - desabafou Laís.
A via-crúcis da família começou na terça-feira da semana passada. Na casa da avó, Jailsa Pereira dos Santos, o menino começou a sentir dores, febre e algumas manchas vermelhas apareceram no corpo. Na manhã seguinte, a família levou a criança para o Hospital Ernesto Simões, no Pau Miúdo. Uma série de equívocos foi iniciada a partir de então.
- A médica, que sequer tocou nele, diagnosticou alergia, aplicou um Polaramine (antialérgico) e deu alta - contou Laís.
Segundo a mãe, como a febre não cessou, o menino foi levado no dia seguinte para o 16º Centro de Saúde Maria Conceição Imbassahy, também no Pau Miúdo. No posto médico da prefeitura, um novo diagnóstico.
- A médica falou que ele estava com uma virose, sendo que o corpo dele estava todo vermelho e a febre não passava - explicou Laís.
A médica receitou paracetamol (analgésico), Polaramine e amoxicilina (antibiótico). No atendimento foi feito ainda um pedido de exame de sangue.' Foi detectado que o nível de plaquetas estava baixando, mas, mesmo assim, ele recebeu alta', afirmou.
Na sexta- feira, os sintomas pioraram e, mais uma vez, ele foi levado para o 16º Centro. Somente na unidade houve o diagnóstico de dengue.
- Foi feito um novo exame de sangue e somente nesse momento ele foi encaminhado para a unidade de hidratação do centro para tratamento da dengue - informou a mãe.
No sábado pela manhã, após crise de dores, ele foi transferido para o Hospital Couto Maia, onde foi diretamente para para a unidade de terapia intensiva (UTI).
- De imediato eles afirmaram que meu filho estava com dengue hemorrágica - afirmou Laís.
A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) vai investigar, através dos prontuários, se houve negligência na assistência médica. Caso confirmadas, as denúncias da família podem levar à instauração de processo administrativo dos profissionais envolvidos.
No entanto, o coordenador de emergências em saúde pública da Sesab, Juarez Dias, explica que, caso a família acione o Ministério Público, a questão passa a ser tratada sob outra ótica.
- Pode virar inquérito criminal porque negligência e omissão na saúde se configuram em crime - diz Juarez Dias, afirmando, em seguida, que o maior problema da saúde pública, atualmente, é a dengue.
Ainda segundo ele, muitas mortes por dengue ocorrem em decorrência de diagnóstico tardio e por intervenções não adequadas.
- A dengue exige cuidados imediatos. Se não houver, pode levar ao óbito - destaca.


O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 16:29 

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