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17.3.09
RIO - A secretária de estado americano, Hillary Clinton, telefonou para David Goldman - pai do menino Sean, disputado na Justiça por ele e pelo padrasto brasileiro, João Paulo Lins e Silva -, durante sua viagem ao Brasil, para confirmar o compromisso de ajudá-lo a ganhar a guarda do menino de volta, como informa reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Globo (acesso à íntegra somente para assinantes). Foi o que Goldman, que esteve no Rio de quarta-feira passada a sábado, contou nesta segunda-feira aos repórteres do site americano NJ.com, quando o Senado estadual de Nova Jersey aprovou uma resolução exigindo o retorno do menino aos Estados Unidos. Segundo o senador Joseph Kyrillos, a medida é um pedido para que as autoridades dos dois países façam o possível para "corrigir uma injustiça". Semana passada, o Congresso Americano aprovou resolução semelhante.
Goldman retornou a Nova Jersey, onde mora, sem falar com a imprensa brasileira. Ele veio ao Rio ver o filho e fazer exames pedidos pela Justiça . A disputa pelo menino chegou a causar mal-estar entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Em seu encontro com Luiz Inácio Lula da Silva, sábado, em Washington, Barack Obama agradeceu ao governo brasileiro. É que o processo, que corria numa vara de família do Estado do Rio, foi parar na 16ª Vara Federal por intervenção da Advocacia Geral da União (AGU), acionada pelo ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Ele teria atendido a um apelo do embaixador americano Clifford Sobel, que defende a análise do caso sob a ótica da Convenção de Haia, que trata do sequestro internacional de crianças.

Matrícula na escola sem autorização
Assim que chegou ao Brasil, em junho de 2004, o menino Sean Goldman foi matriculado numa escola do Rio pela mãe, a brasileira Bruna Bianchi, que morreu no ano passado. O pai havia autorizado apenas uma viagem de férias da criança ao Rio, por 15 dias. A afirmação consta de um memorando enviado ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente pela advogada de Goldman em Nova Jersey, Patricia Apy, em resposta a uma carta enviada ao órgão por João Paulo Lins e Silva, a 5 de março. O memorando, de 7 de março, está sendo divulgado no site mantido por amigos de Goldman na internet. No documento, Patricia rebate argumentos do padrasto e diz que seu texto confirma a suspeita de que Bruna teria premeditado o sequestro do filho.
Numa reportagem publicada neste domingo no jornal O GLOBO, o padrasto do menino, o advogado João Paulo Lins e Silva, disse que, após um longo período de silêncio, resolveu falar sobre o caso para "não virar saco de pancada" e evitar a idéia de que "quem cala consente". Ele, que ganhou a guarda provisória do menor na Justiça estadual, diz que se sente alvo de uma campanha difamatória internacional, na qual aparece como "sequestrador" de um menino de 8 anos que considera o próprio filho.


link do postPor anjoseguerreiros, às 07:51  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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