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11.7.09



Entre os incidentes mais recorrentes estão quedas, intoxicação por meio de medicamentos e produtos químicos, afogamentos e queimaduras
Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a cada ano, 140 mil crianças sofrem acidentes dentro de casa e são internadas em hospitais da rede pública. Isso representa para o Serviço Único de Saúde (SUS) um custo anual de R$ 63 milhões. O controle é questão de saúde pública e depende de informação e atenção dos pais e educadores. Entre os incidentes mais recorrentes estão quedas, intoxicação por meio de medicamentos e produtos químicos, afogamentos e queimaduras. Conforme a pediatra Berenice Pontes de Avelar, da Clínica Carlos Avelar, em Caruaru, pequenos com até dois ou três anos de idade não sabem ainda o que estão colocando na boca e por isso são vítimas de envenenamento. “Eles veem medicamentos e produtos de limpeza coloridinhos e acabam ingerindo sem se dar conta do perigo, disse a médica”, aconselhando os pais a guardarem produtos que oferecem risco em locais altos do armário, de preferência, trancados. Objetos pequenos, soltos pela casa, também oferecem riscos. “É comum pacientes que se engasgam depois de engolir pedaços de brinquedo ou até moedas”, relata a especialista. Para evitar problemas, é bom observar que existem brinquedos específicos para cada idade, que devem ter selo de aprovação do Inmetro. As meninas, muitas vezes, engolem os brincos. Mas a médica ensina uma dica antiga, e que funciona. “As mães podem colocar esmalte incolor na tarraxa, pois isso dificulta a retirada”, garante. Quanto mais as crianças ganham confiança, mais querem mostrar que são capazes de se aventurar pelo meio da casa. Segundo o médico Luiz Bandim, responsável pelo setor de pediatria do Hospital Santa Efigênia, machucados e fraturas decorrentes de quedas lideram os acidentes entre crianças e são responsáveis por 3% a 4% das internações no setor de urgência. “Os adultos devem estar sempre em alerta, mesmo a criança estando em casa, pois há quedas que podem provocar fraturas e traumatismo craniano”, alerta Bandim. O médico diz que é preciso isolar escadas, janelas e qualquer local cuja altura ponha os pequenos em risco. As precauções servem para crianças e adolescentes até os 12 anos. “A atenção deve ser ainda maior com relação às queimaduras. Ferros de passar devem ser mantidos longe e quando o fogão estiver aceso, os cabos das panelas precisam ficar virados para dentro, além disso, é recomendável usar as bocas de trás, que dificultam o acesso”, completa Berenice Pontes.

[Jornal do Commercio (PE) – 06/07/2009]
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colaboradores: carmen e maria celia

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