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30.5.09
Histórico: A malária é uma doença conhecida desde a antiguidade. Os antigos acreditavam que era causada pelas emanações e miasmas provenientes dos pantânos. Em fins do século passada, em 1880, o médico francês Charles Alphonse Laveran, descreveu os parasitos da malária e, em 1887, o médico escocês Ronald Ross descreveu o mecanismo de transmissão da doença por meio de mosquito.
Definição: É uma doença infecciosa, causada por um protozoário unicelular, do género Plasmodium e transmitida de uma pessoa para outra, através da picada de um mosquito do gênero Anopheles, ou por transfusão de sangue infectado com plasmódios.

Agente etiológico causador: As espécies de plasmódios que afectam o ser humano são: Plasmodium vivax, P. falciparum, P. malariae, P.ovale. No homem os plasmódios passam por uma evolução inicial nas células do fígado e posteriormente invadem os glóbulos vermelhos onde evoluem por período variáveis, provocando a partir daí os sintomas da doença. No anophelino, inicialmente no estômago e posteriormente nas glândulas salivares sendo, no momento da picada, inoculados no ser humano. Os plasmódios se multiplicam por reprodução assexuada no organismo humano e por reprodução sexuada no anophelino.


Transmissor

- é conhecido também como: pernilongo, mosquito prego, carapanã.

- a femea alimenta-se de sangue para maturação dos ovos, enquanto que o macho, alimenta-se de seiva vegetal.

- criam-se em águas de remansos de rios e córregos, lagoas, represas, açudes, valas, valetas de irrigação, alagados, pântanos e em águas coletados em plantas bromeliáceas ( caraguatá ou gravatá).

Ciclo de vida do vetor: A femea do anophelino coloca seus ovos nestes criadouros. Dos ovos nascem as larvas, que se transformam em pupas, que por sua vez dão origem aos adultos.

Modo de transmissão:

Transmissão natural - a fêmea do anophelino, após o acasalamento, precisa alimentar-se de sangue para a maturação dos ovos. Ao nascer, o mosquito não transmitem doença alguma, o que somente ocorre, no caso de malária, após ter picado um doente portador de gametócitos. O mosquito infectado, possui na sua glândula salivar a forma infectante inicial que penetra no organismo humano com a saliva que o inseto inocula no momento da picada.

Transmissão induzida - é como se denomina qualquer outro modo de transmissão que não a natural. São exemplos: transfusão de sangue; uso compartilhado de agulhas e/ou seringas contaminados; malária adquirida no momento do parto(congênita) e acidentes de trabalho em pessoal de laboratório ou hospital.
Período de transmissibilidade: O anophelino, alguns dias (10 a 20 dias) depois de picar uma pessoa com malária, passa a transmitir a doença para outras pessoas através de sua picada, podendo continuar a transmitir por toda sua vida, que é de cerca de 25 a 30 dias.

Período de incubação: O espaço de tempo que vai da picada do mosquito infectado, até o aparecimento dos sintomas e dura, em média de 15 dias.

Susceptibilidade e imunidade:A princípio, todo ser humano é suscetível à malária, mesmo aqueles que já a contraíram por diversas vezes, uma vez que a imunidade induzida pela presença do parasita nunca chega a conferir proteção total. Em situações em que o indivíduo já apresentou dezenas de episódios da doença( bastante comum acontecer na África,p.ex.), o máximo que ocorre é o abrandamento dos sintomas.

Aspectos clínicos da doença: Acesso malárico, caracteriza-se por intenso calafrio seguido de febre alta, vómitos, dores de cabeça e no corpo; à medida que a temperatura começa abaixar, o doente apresenta intensa sudorese. Estes acessos se repetem com intervalos diferentes, de acordo com a espécie do plasmódio.

- P.vivax - acessos em dias alternados, 48 em 48 horas - terça benigna;

- P. malarie - os acessos se repetem cada 72 horas - febre quarta;

- P. falciparum - com intervalos de 36 a 48 horas - terçã maligna, pode resultar em formas graves da doença, com possibilidade de evoluir para o coma e o êxito letal.

Diagnóstico :

- Clínico: pela sintomalogia típica da doença, podendo estar associada a presença de hepato-esplenomegalia

- Laboratorial: exame parasitológico de sangue (gota-espessa), métodos sorológicos (imunofluorescência indireta, elisa,etc...).

Investigação epidemiológica: é uma das atividades mais importantes, onde incluem a confirmação do diagnóstico, a detecção do local provável de infecção e da área de circulação do vírus.

Tratamento: Para cada espécie do plasmódio é utilizado medicamento ou associações de medicamentos específicos em dosagens adequada à situação particular de cada doente

Prevenção da doença:

- apesar de vários estudos quem vêm sendo feitos há muitos anos ainda NÃO EXISTE uma vacina que confira proteção contra malária.É comum confundir a vacina contra febre amarela (anti-amarílica) como se fosse contra malária (anti-malárica), porém somente a primeira existe e é fundamental tomá-la quando se viaja para áreas com riscos de s adquirir a doença.

- para se obter algum grau de proteção contra malária, restam, portanto,medidas de ordem pessoal, ou seja, a utilização de repelentes químicos, mosquiteiros sobre as camas ou rede de dormir, telas nas janelas e portas das habitações e evitar a permanência ao ar livre nos horários em que o mosquito se apresenta em maior quantidade, como o amanhecer (crepúsculo matutino) e o anoitecer ( crepúsculo vespertino).

Neste sentido, a educação em saúde, tem-se utilizado de várias estratégias para o envolvimento da população leiga e profissionais da área de saúde, informando sobre a doença ( modo transmissão, quadro clínico, tratamento etc.), sobre o vetor (seus hábitos, criadouros) e sobre as medidas de prevenção e controle.

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link do postPor anjoseguerreiros, às 12:30  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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