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28.4.09
México confirma morte de mais de uma centena de pessoas e vários países registram a doença

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu elevar ontem o alerta na escala de risco de pandemia devido ao aumento de confirmações de casos de gripe suína pelo mundo.
O alerta, que estava no nível três, subiu para fase quatro, caracterizado pela transmissão de humano a humano espalhada em nível de comunidades. Mais cedo, a OMS havia revisado sua escala de alerta de pandemia, dividida em seis pontos, e divulgado um relatório explicando cada fase.
De acordo com a OMS, a fase cinco do alerta corresponderia a um forte sinal de que uma pandemia é "iminente". O nível quatro, diz o relatório, é caracterizado pela transmissão de humano a humano espalhada em comunidades. A fase cinco incluiria a transmissão em pelo menos dois países de uma mesma região. E a fase seis seria caracterizada por uma pandemia global, pelo espalhamento da doença em mais de uma região.
A Organização Mundial de Saúde informou que o número de casos confirmados é de 73, no México, nos EUA, no Canadá e na Espanha. A Escócia também confirmou dois casos. Suspeitas foram relatadas em vários outros países, mas sem diagnóstico oficial.
O governo do México informou que o número de mortes supostamente provocadas pelo surto atinge 149 em todo o país e deve subir. Os casos ocorrem possivelmente em dez Estados do país e atingem principalmente pessoas na faixa entre 20 e 50 anos. Por conta da epidemia, o governo estendeu a suspensão das aulas em todas as escolas dos 52 Estados mexicanos até 6 de maio, segundo o ministro da Saúde, José Angel Córdova.
Até ontem, o alerta estava na fase três. A mudança revela um aumento significativo do alerta, mas não aponta nenhuma conclusão definitiva sobre o quanto a doença ainda pode se espalhar. A gripe suína já contaminou pessoas no México e teve confirmação de infecção nos Estados Unidos, no Canadá, na Espanha e no Reino Unido. A França, que suspeitava que quatro pessoas podiam estar infectadas, descartou três dos casos detectados em pessoas que voltaram de viagem ao sul dos Estados Unidos.

Como vírus atua
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA divulgou algumas informações sobre o vírus H1N1, a chamada gripe suína, que está causando preocupação mundial após casos confirmados em México, EUA, Canadá e Espanha. A análise do vírus sugere que ele tem uma combinação de características das gripes suína, aviária e humana. Essa versão, especificamente, não havia sido descoberta antes pelos cientistas. Mas, felizmente, a conclusão inicial é a de que o vírus se espalha mais facilmente entre os porcos, e o contágio de humano para humano não é tão comum e simples quanto o da gripe comum. A maioria dos casos ocorre quando pessoas têm contato com porcos infectados ou objetos contaminados circulando entre pessoas e porcos. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Os sintomas da gripe suína em humanos são similares àqueles da gripe convencional – febre repentina, tosse, dores musculares e cansaço extremo.

Ficção científica
O cirurgião-dentista Gilberto Pucca chegou da Cidade do México ontem preocupado com a possibilidade de ter contraído a gripe suína, doença que se espalhou como epidemia no México, embora não apresentasse sintomas. “Existe o temor porque estávamos em uma área de risco. Parecia um filme de ficção científica”, disse Pucca, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) com uma máscara cirúrgica recebida no país como precaução.
Segundo o Ministério da Saúde, um caso é considerado suspeito de gripe suína quando a pessoa apresenta febre alta de maneira repentina, acompanhada de tosse, dor de cabeça ou dores nos músculos e nas articulações.

Fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanharam ontem o desembarque do voo 0014 da Aeroméxico e do voo 1689 da Companhia Mexicana de Aviación no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Passageiros relataram falta de orientações. “Só abordaram quem saiu do avião com máscara”, disse o arquiteto Felipe Lopez Annunziato, de 27 anos.


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link do postPor anjoseguerreiros, às 08:20  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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