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19.5.09

Agente do Creas entrega folheto para motorista de caminhão: em busca de parceiros contra o crime


Pra gente que tem filho pequeno, dói só de ouvir falar em exploração sexual de crianças. E isso, infelizmente, é comum nas estradas. Pra nós, caminhoneiros, este trabalho de conscientização é muito importante. A gente vê muita história feia nessa vida de estrada”. A declaração de José Guirado Soares, 35 anos, motorista de caminhão há 12 e pai de uma menina de quatro anos, foi feita após ele ser abordado por um agente do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), da Prefeitura de Maringá.
Equipes do Creas distribuíram ontem, durante todo o dia, panfletos e adesivos num posto de combustíveis, na saída para Astorga. O trabalho dos assistentes sociais fez parte da programação organizada pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
A data é uma tentativa de unificar e concentrar o trabalho em todo o País, mas não tem nada de comemorativa. O Dia Nacional marca a morte da garotinha capixaba Araci Cabrera Crespo, estuprada em 1973.
Apesar da evolução dos instrumentos de combate à violência contra as crianças, da criação de promotorias e delegacias específicas e de todos os esforços das entidades, como os realizados ontem pelo Creas, nestes 36 anos os números sempre foram crescentes, principalmente em regiões onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é menor.
Dados do governo do Estado mostram que só em 2006, data da última estatística, foram registrados 55.646 casos de violência a crianças, sendo que 92,11% deles nas regiões urbanas; as vítimas tinham entre 10 e 14 anos. Para a Coordenadora do Creas, Luciane Margarida Pereira Lima, essa é uma guerra difícil, na qual o inimigo não tem cara feia, não desperta medo, nem é estranho.
Segundo dados da Comissão Estadual Interinstitucional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, 58% dos casos que atingiram crianças de até 14 anos no ano passado foram praticados pelo pai, tio ou padastro. E essa é a dificuldade dos órgãos de repressão e de assistência às vítimas: como combater um crime silencioso que envolve a pessoa que a criança mais ama e confia?
“Essa é a importância deste trabalho de conscientização que estamos desenvolvendo”, exemplifica a coordenadora do Creas. “Por isso estamos realizando todas essas atividades, distribuindo panfletos, conversando com os motoristas. Eles, que estão na estrada, podem nos ajudar a combater esse tipo de violência”.
Luciane lembra que Maringá não está numa região com grande incidência de casos de violência contra crianças, mas os números dessa prática são crescentes. “Desde janeiro atendemos a 108 casos de violência contra menores. Em todo o ano passado, foram 153 casos. Isso quer dizer que houve um crescimento grande, mas mostra que a violência contra a criança e o adolescente é crescente; isso é visível, infelizmente”, lamenta Luciane.
Dos casos atendidos no ano passado, 46 referiam-se a abuso ou exploração sexual, segundo a psicóloga Luciana Cristina Verrengia, do Creas.

POR: Edmundo Pacheco
Diario de Maringá
link do postPor anjoseguerreiros, às 18:07  comentar

De Anónimo a 21 de Maio de 2009 às 21:05
sou Conselheira Tutelar de Ananindeua,e conheço esta historia lamentavel,sabemos que temos o objetivo de busca tudo que possa alertar este problema,as vezes tenho muita tristeza quando a justiça não me mostra algo possitivo,como a prisão de abusadores,sou a favor da pena de morte para este tipo de crime.

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colaboradores: carmen e maria celia

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