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19.3.09

Quem esperava um terceiro dia de CPI da Pedofilia em Catanduva terá uma decepção. Foi anunciado às 19h10, que os trabalhos de hoje encerram os depoimentos . As crianças, que seriam ouvidas pelos senadores, falarão diretamente com a juíza Dra. Sueli. Ainda repercute na cidade o "depoimento" de Zé da Pipa. Foi um dos momentos mais dramáticos da CPI da Pedofilia. Zé da Pipa, orientado por seu advogado, nada respondeu. Nem quando os senadores Magno Malta e Romeu Tuma lhe propuseram a delação premiada e muito menos ao ser confrontado com os relatos das crianças, e imagens e desenhos. Para Zé da Pipa, o que era falado ali, não lhe dizia respeito. O senador Magno Malta mostrou porque é o presidente da CPI da Pedofilia. Conhecendo a mente criminosa, conseguiu - mesmo sem qualquer declaração de Zé da Pipa - demonstrar que o borracheiro tem realmente participação nos crimes. Romeu Tuma, indignado, mostrou toda a sua revolta. E ambos os senadores leram trechos horripilantes do relato das crianças. Ameaças, agressões, abusos sexuais, tudo isso sob o olhar impassível do borracheiro. Num momento, um dos presentes não conseguiu se segurar. E gritou: "fala filho do capeta". Mas Zé da Pipa, calou-se. Os trabalhos da CPI da Pedofilia continuam.




“Zé da Pipa” não aceita delação premiada e não responde a maioria das perguntas


Um dos depoimentos mais esperados pela CPI da pedofilia durou cerca de duas horas. O borracheiro José Barra Nova de Melo, “Zé da Pipa”, iniciou o depoimento dizendo que não tinha nada para declarar.
O presidente da CPI, senador Magno Malta, questionou o borracheiro sobre o inquérito policial no Estado de Pernambuco e o caso de Catanduva. A princípio todas as perguntas foram negadas pelo acusado.
O senador continuou com as questões e lembrou que o depoente foi reconhecido por mais de 40 crianças e há depoimentos contundentes de diversas crianças denunciando atos libidinosos.
“Zé da Pipa” relatou que vende pipas na temporada das férias, e ganha aproximadamente R$ 50, já nos consertos das bicicletas, o ganho é mínimo.
Por mês, o acusado ganhava em média R$ 500 pelos serviços e pela locação dos jogos.O Senador, durante os questionamentos, mostrou ao plenário e ao acusado uma impressora apreendida na residência do preso. “Eu comprei em uma loja da cidade e paguei o valor de R$ 400”, disse o preso.
Além da impressora, o senador mostrou uma máquina fotográfica digital, com o objetivo de deixar claro às pessoas que acompanhavam a oitiva que, apesar do borracheiro ganhar pouco por mês, ele adquiria bens de alguma forma.
“Eu estou sendo injustiçado. Na minha casa freqüentavam crianças e pessoas maiores. Normalmente eu alugava os jogos por R$ 0,25 a hora”, afirmou Zé da Pipa. O depoente negou várias questões, dentre elas, ser homossexual, gostar de filme pornográfico e aliciar as crianças.
Uma semana antes de ser preso, o borracheiro cortou os cabelos mudando a aparência. O senador durante 20 minutos fez a leitura de depoimentos das vítimas que afirmaram no inquérito policial, que além de serem obrigadas a praticar atos libidinosos, às vezes eram ameaçadas e agredidas.“Chega a dar nojo alguns depoimentos: para se ter uma idéia, o safado ejaculava no copo para que as crianças bebessem, além de passar o pênis no rosto e em outras parte do corpo, e muito mais”, explicou Malta. Uma das mães das vítimas passou mal e foi obrigada a deixar o local por alguns instantes.
Outra foto revelada pelo senador foi a do borracheiro se masturbando, com o pênis ereto. “Eu mesmo fotografei essa foto (sic)”, afirmou o borracheiro.
A CPI da pedofilia deixou claro aos presentes que as provas contra o acusado são fortes e, com a negativa da delação premiada, a pena de reclusão poderá chegar, no mínimo, a 20 anos.
“Vou encerrar a sessão porque estou com vontade de vomitar. Não tenho mais nada para perguntar para esse homem”, finalizou o senador.
Uma das mães das vítimas do caso de pedofilia clamou por ajuda no plenário da Câmara.

O Senador Magno Malta, divulgou que vai pedir providências e uma investigação interna para apurar a responsabilidade da delegada Rosana da Silva Vanni na questão do advogado do médico ter sido avisado por ela, de que a polícia faria uma vistoria no imóvel de seu cliente. O senador reafirmou várias vezes que a atitude da delegada prejudicou a investigação.
Após anunciar a representação contra a delegada, Malta chamou uma das mães para depor.
Emocionada, a genitora encapuzada afirmou que na noite de quarta-feira, após a primeira sessão, uma das mães sofreu ameaças através de pessoas desconhecidas.
A dona de casa afirmou que as famílias estão com medo e quando a CPI acabar estarão desprotegidas.
“A nossa vida não é a mesma, os nossos filhos não freqüentam mais a escola e não sabemos o que fazer.
O relator da CPI, Senador José Nery, informou que serão convocados para uma reunião o prefeito Afonso Macchione Neto, Secretária da Educação e representantes de entidades, para discutir uma forma de ajudar as famílias das vítimas.
A genitora aproveitou para lembrar à CPI que as vítimas, que ainda freqüentam a escola, continuam sofrendo calúnias e são diferenciadas perante as outras crianças.
Uma outra mãe que diz que já possui um filho, vítima da pedofilia, afirmou ao plenário que ontem descobriu que outro filho, de 4 anos, também foi aliciado pelo “Zé da Pipa”.
“Meu filho falou que o Zé tocou no bumbum dele. Fiquei sabendo na noite de ontem”, explicou a mãe.

Fonte: Passando a Limpo
Notícia da Manhã

link do postPor anjoseguerreiros, às 20:28  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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