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9.6.09

O grupo Alcoólicos Anônimos (A.A.) completa 74 anos de fundação, amanhã. Atuante em mais de 150 países, a irmandade funciona por meio de 97 mil grupos. Em Bauru, a entidade foi criada há 35 anos e conta com dois grupos em atividade. Apesar de ser gratuito e voltado para homens e mulheres, na cidade apenas 3% das pessoas que procuram ajuda para abandonar o alcoolismo são do sexo feminino.
Maria é um nome fictício usado pela reportagem para contar a história de uma mulher de quase 50 anos, que foi ajudada pelo A.A.. Com o fim de seu casamento, ela começou a beber, mas nenhum de seus filhos sabiam. “Comecei a beber no processo de separação. Quando eu bebia, me anulava. Para mulher é mais difícil procurar ajuda. Acredito que o preconceito é maior”, conta. “Percebi que precisava ser ajudada quando procurei o A.A. para tentar ajudar uma outra pessoa. Quando cheguei lá, vi que estava na mesma situação”, acrescenta.
Maria faz parte da irmandade há seis anos. Passou por tratamentos psicológicos e psiquiátricos, quis deixar o vício e, hoje, leva uma vida normal. Tem um bom emprego e bom relacionamento social. “O alcoolismo é uma doença que não tem cura, sobrevive quem não toma o primeiro gole. Por isso, acredito na força do programa espiritual usado pelo A.A.”, revela.
“Aprendi a ter autoconfiança e a viver o hoje. Geralmente, o alcoólatra é ansioso e sofre pelo ontem e pelo amanhã. Graças a Deus, não cheguei a perder nada, mas tive força de vontade e estou no grupo até hoje porque aprendo uma coisa nova a cada dia”, complementa Maria.
Segundo João, também nome fictício de um homem que procurou ajuda há 20 anos e atualmente ajuda na coordenação e nos trabalhos realizados por um dos grupos de Bauru, o A.A. não faz distinção de cor, raça, sexo, opção sexual ou idade, aceita todos. “Para o tratamento dar certo, a pessoa precisa admitir que tem problema de alcoolismo e depois querer parar de beber. Se não tiver essas duas atitudes fundamentais, não dá certo”, explica.
Talvez isso justifique o por que apenas 2% das pessoas que procuram o A.A. continuam o tratamento e deixam o vício da bebida. Na cidade, a reunião do grupo realizada na avenida Cruzeiro do Sul, no Jardim Redentor, reúne cerca de 25 pessoas. Já o grupo Caminho da Vida, que realiza as reuniões na rua Bandeirantes, no Centro, tem 18 pessoas.

Método adota ajuda mútua

Os Alcoólicos Anônimos (A.A.) adotam método para recuperação do alcoolismo do grupo no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do vício. A irmandade se preocupa com a recuperação social e a contínua recuperação individual dos alcoólicos que procuram socorro.
O movimento não se dedica à pesquisa sobre alcoolismo, ao tratamento médico ou psiquiátrico. Trabalha com a política de “cooperação, mas não afiliação” com outras organizações que se dedicam ao problema do alcoolismo. Para ser membro da irmandade não há taxas ou mensalidades.
Para os A.A. o alcoolismo é uma doença física, mental e emocional progressiva e incurável que, se não for detida a tempo, termina fatalmente na loucura ou na morte prematura de seus portadores.
O método trabalha com 12 passos essenciais para a recuperação do alcoolismo. Não são teorias abstratas, mas sim baseadas na experiência de êxitos e fracassos dos primeiros membros dos A.A.. Há também 12 tradições, que são princípios sugeridos para assegurar a sobrevivência e o crescimento de milhares de grupos que compõem a irmandade.

Por:Juliana Franco
Para: Jornal da Cidade de Bauru
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link do postPor anjoseguerreiros, às 07:13 

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