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18.6.09
A candlelight vigil for Sean Goldman


Barry Goldman diz que o neto já deveria ter sido repatriado e que a situação que sua família vive é “terrível.
Vídeo: Michael Monday / Star-Ledger NJ
David Goldman já fez várias turnês na TV e o padrasto de Sean já deu entrevista em vídeo dizendo “como podem querer tirar um filho de um pai, Sean é como se fosse meu filho.” A avó materna deu entrevista no “Fantástico,” a avó paterna escreveu carta expressando ter saudades do garoto.

Agora quem soltou a voz foi Barry Goldman, avô americano do menino Sean.

“Estive no Brasil com o David para trazer Sean de volta, ele não voltou. Minha esposa compareceu a uma sessão na corte, e ele (Sean) não foi devolvido. Estamos nesse vai e volta por muito tempo, e tudo o que conseguimos até agora é manter o otimismo,” disse Barry ontem, durante vigília em Red Bank, Nova Jersey, para marcar os 5 anos que Sean foi levado para o Brasil.

“O propósito da vigília é pra dizer que estamos aqui e não desistiremos. Assistimos pacientemente, e esperamos por justiça,” disse Mark D’Angelis, co-criador do site bringseanhome.org.

Dezenas de pessoas acenderam velas e oraram pelo volta do menino.

“Tudo o que podemos dizer é ‘continuem lutando, não desistam. Esta é a única maneira que vamos trazê-lo de volta pra casa,” disse Matthew Langdon, amigo de infância de Sean.

Para Barry Goldman, a situação que sua família passa é "terrível."

“Meu neto tem que ser repatriado. Ele é um cidadão americano, da nossa família, nós o amamos, e sentimos que ele está sendo torturado. Provavelmente não deveria dizer isso, mas é assim que sentimos.”

David Goldman, pai que trava uma batalha judicial que dura 5 anos – mas que não deveria durar mais do que 6 semanas se o Brasil cumprisse o tratado internacional que assinou – agora aguarda a decisão do TRF do Rio de Janeiro.

Caso os desembargadores do TRF decidam que o recurso da família brasileira seja inválido, Sean deve ser retornado para os EUA em cumprimento da decisão do juiz federal Rafael de Souza Pereira Pinto.

Vale lembrar que nas 82 páginas da sua sentença, Pereira Pinto derrubou dois argumentos:
1) Que a União defende estrangeiro: "Tal linha de raciocínio revela-se tão obtusa, tão pobre tecnicamente, que dispensa maiores digressões argumentativas," disse o juiz;
2) Que o menino já está adaptado ao país: "Não importa quanto tempo se passou desde o início da permanência de Sean no Brasil, à revelia de seu pai, para fins de se aferir qual seria a residência habitual da criança." Para Pereira Pinto, a situação ilegal nunca deixou de existir.

Para Barry Goldman, a novela do caso Goldman traz um problema em particular.

“Estou ficando mais velho. Gostaria de ter a chance de passar um tempo com o garoto. Para voltar a fazer algumas coisas que costumávamos fazer antes que ele foi tirado de nós. Não sei quanto tempo eu tenho. Do jeito que está indo, quem sabe?”



Brasil com Z
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:27  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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