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1.5.09
O impressionante Museo del Caribe foi inaugurado na semana passada na cidade de Barranquilla, Colômbia. O principal objetivo deste complexo de 22 mil metros quadrados em pleno caribe colombiano é celebrar a identidade dos povos da região, suas músicas, etnias, culinária e a exuberante natureza. E o mais legal é que a concepção, criação e desenho expositivo ficaram nas mãos do brasileiro Marcello Dantas e a implementação das áreas interativas, a cargo da empresa carioca 32Bits.
"Nossas instalações integram o acervo permanente do museu e utilizam a tecnologia para mostrar de forma interativa um pouco da culinária, das etnias e da história da região. Na instalação Sancocho (vídeo abaixo) por exemplo, uma espécie de cozidão caribenho, os visitantes podem mover ingredientes virtuais em uma mesa com projeção em alta resolução, conhecendo sua história e combinando-os no centro da mesa até completar os pratos mais conhecidos da região", me explicou Danilo Medeiros, da 32Bits.
Já em Piél Caribe os visitantes podem visualizar seus rostos em diferentes cores de pele, simbolizando as diversas raças constituintes dos povos caribenhos. "Na instalação Navegación é possível navegar por séculos de história e conhecer a formação das principais regiões do caribe colombiano empregando o movimento dos pés. A instalação projeta a imagem do mapa da região sobre uma maquete 3D do relevo, causando um efeito tridimensional singular", conta Daniel Morena, da 32Bits.

Confira um ping-pong com Marcello Dantas, designer, curador de exposições e diretor de documentários, criador de toda a concepção expositiva do Museo del Caribe

@largman - Quais foram os principais desafios deste projeto? Como surgiu o convite e o que mais te atraiu nele?

MD>> Os principais desafios foram encontrar pontes de interpretação universal para uma cultura que parecia distante no início e que foi se revelando muito familiar ao nos aproximarmos dela. Ou seja encontrar maneiras de falar e produzir experiências sobre identidade cultural, uma coisa profundamente imaterial. O convite surgiu por conta de uma apresentação que fiz dos nossos outros projetos à diretora do Museu, que estava no Brasil procurando um profissional para dar forma a um conceito ainda abstrato de exposição que eles desejavam. Logo depois eles voltaram e viram o Museu da Língua Portuguesa e se encantaram. O que mais me atraiu foi a possibilidade de me aproximar de uma nova cultura, como havia feito na Espanha em 2003 e trabalhar em um projeto com edificação nova e criada costumizadamente para esse fim.

@largman - Nesta "praia" de exposições interativas, quais são os artistas e designers que você admira, no Brasil e no mundo?

MD>> Ralph Appelbaum, Richard MacCormac, Daniela Thomas, Karim Rashid, Shigeru Ban e a equipe da Imagination de Londres são alguns que acompanho o trabalho com atenção.

@largman - Como você acha que o Brasil está em termos de tecnologia e experiência na criação de instalações interativas? É um dos principais fornecedores deste tipo de serviço?

MD>> O Brasil hoje é vanguarda e referência nesse assunto no mundo. Temos prêmios internacionais, reconhecimento de critica, intensa demanda, o motivo é que o Brasil investiu muito em novas linguagens de museus e de educação nos ultimos anos, principalmente por que o modelo que possuíamos tinha uma eficácia muito baixa e as nossas instituições precisavam muito se reinventar. A cultura brasileira absorve bem as mudanças e é livre de campos tradicionais muito fortes.
link do postPor anjoseguerreiros, às 09:42  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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