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26.6.09

Desde o Dia Nacional da Adoção, em maio, o Vanguarda TV acompanha a história de um adolescente que espera por uma família na casa dos meninos, em São José dos Campos. O problema é que à medida que o tempo passa e a idade avança, ele vai ser obrigado a mudar de abrigo e, nessa trajetória, a expectativa de ter um lar só aumenta.
A nítida tensão é de quem não quer e nem pode mostrar o rosto. Aos 12 anos, Igor brinca como toda criança, mas sofreu mais que muitos adultos. Não conheceu o pai, perdeu a mãe e a avó que o criou, e a irmã mais velha, segundo a justiça, teria envolvimento com drogas. Há sete anos, ele vive em abrigos à espera de uma nova família.
Um mês depois de o Vanguarda TV ter contado a história de Igor, a situação do menino ficou definida na justiça e ele já pode ser adotado. A promotora da Vara da Infância e Juventude de São José dos Campos diz que o processo foi lento porque houve uma tentativa de mantê-lo na família de origem. Agora, Igor pode ser encaminhado para a adoção nacional e até internacional.
Por ser negro e ter idade avançada a adoção fica mais difícil, já que a maioria dos pais adotivos prefere meninas recém-nascidas e brancas. Mas a esperança é que ele consiga um novo lar antes de ser transferido da Casa dos Meninos para o abrigo municipal, o que é obrigatório ao completar 12 anos. A justiça está adiando a mudança para evitar um novo trauma. Isso porque no abrigo municipal há jovens de até 17 anos, que já viveram nas ruas e até usaram drogas.
A transferência para o abrigo municipal é muitas vezes a última na vida de jovens em situação de abandono, como Igor, que não foi adotado, e nem voltou para a família de origem. O que preocupa é que a realidade dos adolescentes daqui é bem diferente. E a próxima passagem é para o mundo fora dos portões do abrigo.
É o que está acontecendo com Thiago, com quase 18 anos. Realista, ele se prepara para enfrentar o mercado de trabalho sem o porto seguro de uma família.
Com a imaginação ainda fértil de uma criança, igor sonha em ser detetive. Falta apenas o apoio, a coragem e a generosidade de pais adotivos. Segundo a promotora, depois de passar por um estudo social e avaliação psicológica, mesmo os interessados que não são cadastrados podem adotar o menino.
Os nomes usados na reportagem são fictícios para não expôr os adolescentes.

Fonte: Vnews
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link do postPor anjoseguerreiros, às 21:26 

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