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26.1.09
Segundo os bombeiros, quatro animais participaram das buscas na igreja.Situações de trabalho como a do desabamento são tranquilas para os cães.

Uma semana após o desabamento da Igreja Renascer em Cristo, os cães que ajudaram nas buscas entre os escombros já estão com vida normal, de volta ao trabalho. Na verdade, a tragédia que matou nove pessoas e deixou mais de cem feridas não alterou muito a rotina dos quatro animais que foram até o local. Segundo o sargento José Edvaldo Mascarenhas, do Corpo de Bombeiros, situações como a que aconteceu na Renascer são tranqüilas para os cães.
“Situações como aquela dão muita possibilidade deles fazerem uma localização rápida. Os escombros não são muito compactados, é diferente de um deslizamento de terra, por exemplo”, afirmou o sargento, responsável por um dos animais, o border collie Tedy.
No total, nove cães trabalham com os bombeiros do 1º grupamento, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Cada profissional é responsável por treinar e atuar com um dos animais – são cinco labradores, um golden retriever e dois pastores belgas, além de Tedy.
O border collie acabou não atuando no desabamento, pois seu dono não estava de plantão. Mas seus colegas Tiper, Conan, Safira, Milka foram até o local, no Cambuci, Zona Sul de São Paulo. Eles ajudaram os bombeiros a confirmar que não havia mais vítimas debaixo dos escombros.
“As equipes de resgate que chegaram primeiro já haviam retirado todas as vítimas quando os cães chegaram. Então os animais fizeram uma varredura, para garantir que não tinha mais ninguém”, afirmou Mascarenhas.
Os cães trabalham no mesmo regime de plantão que seus “donos” e voltaram às suas atividades normais após o fim dos trabalhos na Renascer. “Nossos animais estão aqui de prontidão, como nós. Em qualquer situação, eles estão à disposição”, explicou o bombeiro.
Doações
Segundo o sargento, a maior parte dos cães que trabalham com os bombeiros é fruto de doações. Quando os animais chegam ao grupamento, os bombeiros avaliam se eles têm potencial e podem trabalhar nos resgates, começando o treinamento. “As situações que o cão enfrenta são diversas. Não pode ter medo de barulho, de lugar confinado, tem que ter arrojo, ser centrado, dócil”, conta o sargento.
Eles são treinados para que situações como a enfrentada na Renascer não sejam muito cansativas – isso faz com que nas ocorrências eles tenham um bom desenvolvimento, sem mostrar fadiga.
A vida deles, entretanto, não é só de trabalho – tem também amor e carinho. “O modo de homenagearmos nossos cães é no dia-a-dia, tratando-os bem, com amor, alegria. Isso é o prêmio deles todos os dias”, conta Mascarenhas.


fonte:G1
tags:
link do postPor anjoseguerreiros, às 19:38  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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