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12.3.09
A família da adolescente Isabela Escudero Leite, de 16 anos, espalhou outdoors pelos pontos mais movimentados da cidade de Campinas, em São Paulo, para pedir a doação de medula óssea. A adolescente possui um tipo raro de leucemia chamada de bifenotípica. Os outdoors foram custeados por amigos da família.
- A Isabela tem os dois tipos de leucemia, a linfoide e mioloide - explica a mãe, a assistente social Odete Escudero.
Segundo Odete, Isabela teve os primeiros sintomas em dezembro de 2007, quando passou a sentir muito sono. Como era início de férias escolares, a mãe achou que era apenas cansaço. Após as férias, em fevereiro de 2008, surgiram manchas na pele e febre.
- O sono era sinal da doença e não sabíamos. Viajamos em férias para Caldas Novas, em Goiás, e quando voltamos ela começou a apresentar pequenas manchas vermelhas na pele, como picadas de mosquito, e febre. Fomos ao médico acreditando que pudesse ser alguma alergia e foi diagnosticada a leucemia - diz Odete.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o problema da doação é a compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível fora da família do paciente é, em média, de uma em um milhão.
Mesmo dentro da família a chance não é grande. Entre irmãos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe a chance de encontrar um doador é de 25%.
Isabela não tem irmãos da mesma mãe e do mesmo pai. Pelo menos 15 primos, seis tios, o pai, a mãe a avó e uma irmã por parte de pai já fizeram os testes e o resultado foi negativo.
O tratamento de Isabella começou no ano passado, com radioterapia e quimioterapia. Agora, a adolescente faz apenas quimioterapia de manutenção. Em 2008, ela não conseguiu frequentar as aulas. Este ano, voltou a estudar e está no 1º ano do Ensino Médio.
- Já perdi a conta de quantas pessoas fizeram o teste - diz a mãe.
Odete explica que quem quiser fazer o teste poderá estar ajudando a salvar outras vidas. Em Campinas, devem ser procurados o Hemocentro da Unicamp e do Hospital Mário Gatti. A família tem uma lista em outras cidades de postos onde pode ser feito o teste
Segundo a mãe de Isabela, os anúncios já estão surtindo efeito. O número de ligações de pessoas interessadas em doar o órgão aumentou.
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode doar a medula óssea, que é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. A medula se recompõe em apenas 15 dias e o incômodo que o doador vai sentir é passageiro. A internação é de, no mínimo, 24 horas.
A indicação de transplante foi dada pelos médicos em abril do ano passado e, desde então, começou a procura por doadores. Odete não sabe dizer quanto tempo Isabella pode esperar.
- Não pergunto o tempo, prefiro confiar em Deus e que ela estará bem e lutar pelo doador - afirma.


link do postPor anjoseguerreiros, às 13:41 

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