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31.3.09
SÃO PAULO - Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre Nardoni, acusado de matar Isabella, apelou ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que analise com carinho o pedido de libertação do pai e da madrasta da menina, presos desde maio do ano passado na Penitenciária de Tremembé, a 140 quilômetros da capital. Ela aproveitou a visita de Mendes a um congresso na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) para conversar com ele. Com cabelos pintados de preto, Cristiane se misturou aos assessores do ministro e o acompanhou até o carro. A irmã de Alexandre também aproveitou a oportunidade para entregar um documento de 5 páginas ao presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso.

- Confiamos no senhor - disse ela ao se despedir do ministro.

A defesa de Alexandre Nardoni já entrou com 11 pedidos de habeas corpus para a libertação do casal. Até agora, oito pedidos foram negados. Há um pedido pendente no Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira da semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão de primeira instância de levar o casal a júri popular. Por unanimidade, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal decidiram também manter o casal preso até o julgamento, que deve ocorrer no início do segundo semestre no Fórum da Barra Funda. A anulação do julgamento foi pedida pelo advogado do casal, Marco Polo Levorin, junto com outras três solicitações de liberdade. Levorin estuda entrar com dois recursos, um no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro no Supremo Tribunal Federal, para derrubar a decisão do Tribunal de Justiça.
- Não levá-los a júri popular seria contrassenso brutal diante dos elementos reunidos sobre a materialidade do crime, que é a morte de Isabella, e os indícios mais do que suficientes do envolvimento do casal - disse o relator do processo, desembargador Luis Soares de Mello.
O casal é acusado de matar a menina Isabella em 29 de março do ano passado. Os dois respondem por homicídio doloso triplamente qualificado e por fraude processual (alteração da cena do crime). Segundo a polícia, Isabella, de 5 anos, teria sido estrangulada e depois arremessada do 6ª andar do edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo, onde o pai e a madrasta moravam antes de serem levados para a cadeia.
Em seu parecer, o desembargador Luís Soares de Mello afirmou que acabar com o processo, como queriam os advogados do casal, é um contrassenso próximo da aberração. Disse ainda que a manutenção da prisão é necessária para manter a ordem pública e a credibilidade da Justiça. Segundo o desembargador, os bons antecedentes dos dois não são suficientes para deixá-los livres e acolher o pedido da defesa seria um desprestígio aos peritos e uma tentativa de desmoralizar a polícia, que se dedicou intensamente ao trabalho de investigação.
O promotor Francisco Cembranelli acredita que o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá será realizado no início do segundo semestre deste ano. Segundo o promotor, serão convocadas para o júri 25 pessoas, mas apenas sete participarão efetivamente do julgamento. A lista de pessoas habilitadas a formar o corpo de jurados em São Paulo tem entre 4 mil e 5 mil nomes. Cembranelli afirmou que cada réu pode convocar cinco testemunhas de defesa e a acusação, outras cinco, totalizando 15. Para ele, a decisão do Tribunal de Justiça de manter o júri popular para os acusados não é surpresa.


link do postPor anjoseguerreiros, às 21:50  comentar

De Anónimo a 3 de Abril de 2009 às 14:26
Mas é uma família de desbussolados...
Que tipo de amor essa tia exercia sendo madrinha de Isabella?
Que horror!!!
Pode ser seu irmão, ela sente afetividade por ele. Mas deve ter entendimento suficiente, para saber que seu irmão praticou um dos piores crimes que existe: matou a filha sem dó nem piedade.
Eu diria à ela para ficar de olho em seu "irmãozinho" menor de idade, fruto de uma relação extraconjugal de seu pai, e passasse a observá-lo ainda em tenra idade, para verrificar se percebe nele características típicas de transtorno da personalidade, pois ao que parece a família toda sofre do mesmo mal.
Ela deveria pedir para o ministro interferir em favor dos dois sobrinhos que ficaram, e encaminhá-los para serem criados e educados por alguém da família que tenha sanidade mental suficiente para criá-los.

De carmen a 4 de Abril de 2009 às 14:01
Obrigada por sua participação!
Volte sempre!
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