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16.3.09
Fritzl fala da infância sofrida e maus tratos da mãe em seu julgamento por incesto

Josef Fritzl, austríaco que prendeu sua filha no porão por 24 anos e teve com ela sete filhos, relatou em sua primeira audiência de julgamento a sua infância sofrida e os maus tratos que sofria de sua mãe.
Com a voz emocionada, Fritz, que admitiu os crimes de incesto e aprisionamento, mas negou acusação de assassinato de um dos filhos resultantes dos estupros, descreveu sua "duríssima infância", na qual sofreu inúmeras agressões de sua mãe e não teve amigos.
Helmut Fohringer/Reuters
Josef Fritzl esconde o rosto sob pasta azul; ele nega acusação de assassinato de seu bebê
"Minha mãe nunca me quis. Ela já tinha 42 anos [quando nasci]. Não queria nenhum filho e agiu conscientemente. Ela me maltratava", afirmou, em resposta à pergunta da juíza Andrea Humer.
Fritzl aprisionou a filha Elisabeth por 24 anos no porão da casa em que vivia. Ele a estuprava regularmente e teve com ela sete filhos, incluindo um bebê que morreu logo após o parto e que Fritzl, segundo a acusação, queimou em um incinerador.
Ele é acusado de homicídio por ter se negado a dar assistência médica ao bebê, que nasceu com problemas em 1996 e acabou morrendo. Além disso, responderá pelas acusações de escravidão, estupro, sequestro, ameaça com agravante e incesto, pelas quais se declarou parcialmente culpado.
Ele se declarou inocente, contudo, da acusação de assassinato --que poderia lhe render uma pena de prisão perpétua-- e assumiu parcialmente sua culpa nos crimes de estupro e coação --de pena máxima de 15 anos. O código penal austríaco não contempla a acumulação de penas, prevalecendo a mais dura.
Agressão
Fritzl, com a voz falha, relatou ainda que a situação piorou a medida em que crescia e sua mãe envelhecia. Segundo o engenheiro aposentado, ele começou a defender-se das agressões com doze anos. "A partir deste momento, eu me converti em um demônio para ela".
O austríaco disse ainda ao tribunal que, aos oito anos, já teve que começar a trabalhar. Ele disse que nunca recebeu carinho e que não tinha nenhuma "relação interior" com a mãe.
No colégio, afirmou o réu, ele teve excelentes notas, mas, como seus pais não podiam investir em sua educação, decidiu aprender um ofício. Assim, com uma situação financeira complicada, conheceu sua mulher, com quem tinha "um filho a cada três anos" --segundo Fritzl, a mulher era muito caseira e queria ter dez filhos.
Em 1974, começou uma grande reforma na casa, para acrescentar quartos e construir um porão. "Estava pensando em fazer uma oficina. As outras partes eram para guardar objetos", explicou Fritzl, que manteve a filha, com então 18 anos, no porão entre 1984 e 2008.
Segundo os psicólogos que ouviram Fritzl, a infância sofrida e a falta de afeto na família produziu a falta de empatia com o sofrimento alheio que o levou a aprisionar e estuprar sua filha por tantos anos, junto com os filhos que tinha deste relacionamento.
A insegurança que criou na infância, afirmam os psicólogos, teria dado origem ainda ao comportamento autoritário sobre as pessoas e que o levou, inclusive, a dizer que sempre quis "possuir" uma pessoa.
Considerando o perfil de Fritzl, os psicólogos afirmaram que ele está plenamente capaz e que pode ser julgado por seus atos.
Fonte: Folha On-Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 12:40 

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