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7.3.09
SÃO PAULO - Cerca de 110 armas foram levadas por criminosos, durante a madrugada desta sexta-feira, do Centro de Treinamento Tático (CTT), em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. De acordo com a secretaria de Segurança Pública de São Paulo, um inventário feito pelo Exército confirmou que foram levadas 89 pistolas e 22 fuzis do local. A informação inicial era de que os ladrões haviam roubado 14 fuzis e 40 pistolas iguais às usadas pela polícia de São paulo.
Durante a tarde desta sexta, policiais encontraram uma pistola, dois revólveres e munição nas proximidades do centro de treinamento. Gorros e mochilas que podem ter sido usados pelos criminosos também foram encontradas. Todo o material foi encaminhado para a perícia, que buscará impressões digitais nos objetos.
O Centro de Treinamento fica no mesmo terreno em que está instalada a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), fabricante de munições. A entrada principal da CBC é protegida com câmeras, cercas de arames cortantes e vigilantes fortemente armados. Porém, na parte dos fundos, por onde os bandidos entraram, não há o mesmo aparato. Pelo menos 12 homens armados caminharam cerca de três quilômetros por uma trilha num matagal vizinho, normalmente usada por motoqueiros, para chegar ao centro de tiro. Ali, eles renderam o único segurança de plantão. O porta-voz do centro afirmou que a segurança do local era responsabilidade da CBC.
- Como a segurança é coordenada pela CBC, que é dona da fábrica e do terreno, nós do centro não temos o que dizer - afirmou o porta-voz do centro de treinamento, Aluízio Falcão Filho.
A CBC divulgou nota durante a tarde afirmando que arrendava o terreno para o centro e que mantinha relações comerciais com ele. No entanto, a CBC afirma que as empresas eram independentes e que o centro deveria cuidar de sua própria segurança. A fábrica de armas CBC declarou que é impossível vigiar toda a área cercada pela mata e que por isso dá prioridade à segurança da produção de armas. O Exército, que dá autorização para a guarda de armas, abriu uma sindicância para investigar o caso.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, cobrou uma posição do Exército. Ele criticou o esquema de segurança do local. Fora do estabelecimento, a segurança é de responsabilidade da Polícia Militar, vinculada à Secretaria de Segurança Pública.
- As armas estavam guardadas em lugar absolutamente inseguro, num clube de tiro. O vigia fecha a porta à noite e vai embora, só fica um alarme. Não fica nenhum funcionário. Um verdadeiro absurdo - disse Marzagão.
- É nossa prioridade trabalhar para recuperar essas armas. Realmente é um risco para a comunidade e para a própria polícia - disse Mazargão.
A Corregedoria da Polícia Civil também acompanha a investigação porque há informações de que o investigador Fabio Fanganillo seria sócio do centro de tiros.
Mais de 200 policiais trabalharam na busca das armas nesta tarde. A investigação já mostrou que os bandidos se preocuparam com detalhes para chegar ao depósito das armas. Em lugares de difícil acesso da trilha usada por eles, os criminosos usaram entulho para garantir a entrada e a saída do carro que levou o armamento. A ação foi logo depois que trinta vigilantes deixaram o centro. Quando o ônibus saiu pela portaria principal, os assaltantes entraram pelos fundos. Eles dominaram o homem que tomava conta das armas e o obrigaram a abrir três portas que davam acesso ao cofre, que estava destravado. O funcionário conseguiu acionar o alarme, os assaltantes perceberam e saíram apressados carregando tudo o que podiam.


link do postPor anjoseguerreiros, às 07:45 

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