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3.2.09
SÃO PAULO - Os moradores da favela Paraisópolis, a segunda maior de São Paulo, entraram em confronto com policiais militares nesta segunda-feira. Eles protestavam contra a morte de um morador e a prisão de outro durante uma ação da PM no domingo. Durante a manifestação, os moradores puseram fogo em pelo menos três veículos para bloquear ruas. Os policiais abriram caminho usando bombas de efeito moral. De acordo com a secretaria de Segurança Pública, houve quatro feridos, todos policiais. Um sargento e um soldado foram levados para o Hospital Universitário. Um comandante que foi ferido no abdômen foi encaminhado ao Hospital Albert Einstein, o mais próximo da região. O quarto policial ferido levou uma pedrada. Até às 22h, nove pessoas haviam sido presas, sendo três menores de idade. Elas foram levadas para o 89º Distrito Policial (DP). A favela vai permanecer cercada pelos policiais, segundo a secretaria de Segurança Pública.
No protesto, os manifestantes saquearam carros que estavam estacionados e colocaram os veículos para bloquear as ruas. Depois, atearam fogo. Pneus também foram queimados e caçambas de entulho viraram barricadas para impedir a entrada do Batalhão de Choque da Polílica Militar. Os manifestantes também teriam depredado lojas e pelo menos um restaurante na região. Os policiais do Choque forçaram a entrada na favela, onde moram cerca de 80 mil pessoas, usando bombas de efeito moral. Ao todo, 120 homens da polícia foram para o local, em 60 viaturas.
O comércio e as escolas da região fecharam as portas, segundo moradores, por ordem de traficantes. Eles também teriam decretado toque de recolher, segundo pessoas da favela. Um dos grupos de manifestantes - de aproximadamente cem pessoas - estava armado com pedaços de pau. Eles lançaram fogos de artifício na direção do helicóptero da Polícia Militar. Os manifestantes cobriram o rosto para não serem reconhecidos.
De acordo com a Polícia Militar, as cenas de vandalismo começaram por volta de 17h, no cruzamento da Giovanni Gronchi com a Rua São Pedro Fourrier, próximo a uma agência do Banco Itaú. Os bombeiros foram chamados para apagar o fogo nos veículos, mas tiveram dificuldade de entrar na favela por conta das barricadas. De acordo com o coronel Danilo Antão, da Polícia Militar, o homem morto durante a ação da PM no domingo era um bandido que havia roubado um veículo em Curitiba e seria fugitivo da Penitenciária de Franco da Rocha. A pessoa presa estava com ele.
- Vamos reforçar o policiamento aqui para manter a ordem - disse o coronel.
Por causa do confronto, seis linhas de ônibus não conseguiram trafegar normalmente na região desde a tarde da segunda-feira. As linhas, operadas por duas cooperativas de transporte, ligam Paraisópolis às regiões de Santo Amaro, Pinheiros e central. São elas: 6412 Paraisópolis - Terminal Princesa Isabel; 746C Jardim Taboão - Santo Amaro; 746K Paraisópolis - Campo Belo ; 756A Jardim Paulo VI - Santo Amaro; 7040 Paraisópolis - Pinheiros ; 746P Paraisópolis - Santo Amaro.


link do postPor anjoseguerreiros, às 08:20 

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