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11.6.09

Por dia, morrem no País 16 jovens, denunciam organizadores da Campanha, que pedem maior envolvimento dos governantes e da sociedade em geral

No ano passado, cerca de 400 jovens cearenses, muitos dos quais crianças e adolescentes, morreram de forma violenta e na maioria dos casos por homicídio. Fortaleza desponta como a oitava Capital do País no Mapa da Violência, elaborado pelas Nações Unidas (ONU). No Brasil, ao dia, morrem em média 16 jovens.
Os números, em âmbito local e nacional, preocupam. Ainda assim, ao lançar a Campanha “Para Ler, Ver, Ouvir e Agir”, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no fim da tarde de ontem, a coordenadora do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente no Ceará (Cedeca), Margarida Marques, fez questão de enfatizar: “queremos reafirmar o direito à vida”.
A campanha, explicou, pretende mostrar aos governantes e à sociedade em geral que algo está acontecendo de errado no Brasil e precisa mudar. “É um verdadeiro genocídio que ocorre com os nossos jovens. Mas a gente não quer falar que isso atinge sobretudo o negro, o pobre e o morador da periferia. A gente quer alertar que este problema tem a ver com todos nós, e não está distante de nós”, frisou Margarida Marques, que também integra o colegiado da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), a instituição que coordena a campanha em nível nacional.
Segundo ela, a violência a que está submetida crianças e adolescentes cearenses e de outros estados do País tem múltiplas causas, com destaque para o uso e tráfego de drogas. Porém, enquanto pessoas que ainda em fase de formação da personalidade são usadas por traficantes ou se tornam dependentes químicos, estas questões parecem ser invisíveis aos olhos da sociedade.
“É preciso maior comprometimento de todos e programas de retaguarda para tirar esses jovens do vício”, alertou Margarida, relatando a deficiência em Fortaleza de programas com essas finalidade.

Livro e CD

O Ceará foi escolhido para sediar o lançamento da Campanha Para Ler, Ver, Ouvir e Agir. Por meio de um livro, uma mostra de pinturas e um CD, no Dragão do Mar, a Anced busca chamar a atenção da sociedade acerca do assassinato de crianças e adolescentes no País, completou o holandês Frans Kranen, residente em Porto Alegre e que hoje também faz parte da diretoria colegiada da Associação.
Frans Kranen foi um dos fundadores do Cedeca no Ceará e nos anos de 1994 a 2000 dirigiu a Organização Não-Governamental voltada para a defesa dos direitos da infância. Para ele, hoje o assassinato desses jovens praticamente caiu na banalidade, devido as ocorrências freqüentes.
Lembrando que a mídia também não enfoca o problema como deveria, cita que os jornais do Rio e São Paulo, por exemplo, só publicam assassinato de jovens quando o fato se registra na classe média ou quando envolve muita crueldade.
Pesquisa feita pelo IBGE em 2002 mostra que cerca de 16 crianças e adolescentes – entre zero e 18 anos – são assassinados por dia no Brasil, segundo os articuladores da Campanha. “Denunciar tanta violência com certeza é meta desta campanha. Mas também queremos lembrar que há um mundo que pulsa, pensa, sorri, dança, é fraterno, lúdico e que sobrevive em meio a esta violência”.

MOZARLY ALMEIDA
Repórter

O QUE ELES PENSAM
Evento busca envolver a sociedade

A importância deste evento é antes de tudo oferecer visibilidade e despertar a consciência da população para um problema que é grave na nossa sociedade. Assim como a vida é importante, cada uma das mortes de criança ou adolescente que acontece em nosso País também, no sentido de que a morte não pode ser banalizada, independentemente onde ocorra e em qual classe social. As causas precisam ser repensadas” Ko

Ana Márcia Diógenes
Coordenadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte

A Campanha Para Ler, Ver, Ouvir e Agir, que acaba de ser lançada, busca tirar a invisibilidade do grande número de mortes de pessoas jovens, sobretudo de crianças e adolescentes, que acontece todos os dias no País. A campanha inclui mesa-redonda, reflexões, música, teatro e exposição e quer sensibilizar a sociedade para uma violência que já está sendo praticamente banalizada em vários estados, inclusive pela mídia” Ko

Frans Kranen
Articulador da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced)

Fonte: Diário do Nordeste
link do postPor anjoseguerreiros, às 22:13 

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