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30.5.09

Mais de três mil pessoas estão à luz de velas em escolas e igrejas, transformadas em abrigos, e o socorro a vítimas do rompimento da barragem de Algodões, no Piauí, é feito na cidade de Piripiri, a 124 km de distância de Cocal.
Na manhã deste sábado, os bombeiros acharam mais um corpo, aumenttando para 7 o número de mortes. Trata-se de uma adolescente de 16 anos, identificada como Maria Alexandra Pereira. É o segundo corpo achado no povoado de Franco. No fim da tarde de sexta, foi encontrado o corpo de uma menina de apenas 6 anos.
Na cidade de Cocal, primeira atingida pela tromba d'água, começam a faltar roupas, alimentos e colchões para os que perderam suas casas. Pelo menos 500 moradias foram destruídas pelos 50 bilhões de litros d'água que avançaram sobre a cidade com o rompimento. A represa se esvaziou em uma hora. Boa parte do município continua sem luz e, na melhor das hipóteses, o fornecimento de energia começa a ser retomado na semana que vem. O governo afirma que uma equipe de assistentes sociais, médicos e enfermeiros visita os 14 povoados atingidos neste sábado.
Na noite de quinta, a água chegou com força a Buriti dos Lopes, a 100 km de distância da barragem, arrancou as laterais de uma ponte e interditou a BR 343, isolando o litoral do estado. Para chegar a Parnaíba e Luís Correia, no litoral piauiense, é preciso ir primeiro para o Ceará, pela BR-222, num desvio de mais de 339 km. O governador do Piauí, Wellington Dias, comparou a tragédia a uma tsunami, que arrancou pelo menos 18 postes e dezenas de árvores pelo caminho.
Em Piripiri, os médicos já atenderam pelo menos 80 pessoas com crise nervosa por ter perdido parentes ou se ver sem casa. Muitas vítimas sofreram fraturas.
Neste sábado, equipes de assistentes sociais da Defesa Civil e Secretaria de Assistência Social e Cidadania começam a fazer levantamento junto às famílias alojadas em abrigos para avaliar as perdas e danos individuais.
A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) da Bahia enviou para cidade de Cocal, norte do Piauí, caminhão carregado de alimentos que foram desabrigadas e colocou à disposição do governo do Piauí mais um helicóptero para resgate e transporte de alimentos e médicos. Em alguns locais, as vítimas só são avistadas de helicóptero.

Seis pessoas morreram e três permanecem desaparecidas
As buscas às vítimas do rompimento da barragem de Algodões, na região de Cocal (PI), foram retomadas na manhã deste sábado (30). Cento e vinte homens, entre policiais militares e bombeiros, e mais 30 homens do Exército participam dos trabalhos.
Já foram confirmadas seis mortes. O último corpo foi de uma menina de 6 anos. Três pessoas permanecem desaparecidas. Muitas famílias ainda estão isoladas.
Equipes de Saúde, formadas por médicos, enfermeiros e psicólogos trabalhando na região, prestando assistência às vítimas.
Uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esteve na barragem na sexta-feira, para fazer um levantamento e discutir as providências emergenciais que devem ser tomadas em relação ao meio ambiente. Muitos animais morreram e a água do Rio Pirangi pode estar contaminada. O Ibama quer saber também o impacto ambiental causado pelo rompimento da barragem.
Uma outra equipe do Crea, o conselho de engenharia, fez uma vistoria na barragem. Na próxima segunda-feira (1º), chegam ao local técnicos que devem ajudar na análise.

Inundação
A enxurrada provocada pelo rompimento da barragem, na quarta-feira (27), arrastou casas, animais e pessoas. Em menos de uma hora, quase 50 bilhões de litros d'água desapareceram do reservatório. Plantações inteiras foram destruídas e as casas foram arrastadas pela água. Pelo menos 3 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, segundo balanço da Defesa Civil. A força da água foi tanta que derrubou 17 postes de energia elétrica. O fornecimento foi suspenso na região.

Fonte: G1
link do postPor anjoseguerreiros, às 14:21  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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