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6.6.09
RIO - A cirurgia para a retirada de um aneurisma cerebral a que foi submetida a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, ligou o alerta para a necessidade da realização de exames períodicos que possam detectar sua existência e evitar que se rompa, podendo levar o paciente à morte.
O aneurisma cerebral é uma dilatação de um segmento de uma artéria do cérebro fazendo com que sua parede fique frágil e com maior chance de se romper.
Segundo o neurologista Rogerio Reis, as causas da formação de um aneurisma podem ser congênitas ou adquiridas. Nesse último caso,alguns fatores aumentam a chance de formação e rompimento, como o tabagismo, hipertensão arterial e colesterol alto.
O neurologista explica que, como na maioria das vezes o aneurisma é assintomático, é preciso que pacientes com o histórico descrito realizem exames de rotina para detectar sua presença. Atualmente, um dos considerados menos invasivos é a angioressonância cerebral, aparelho cujo software mostra somente a rede arterial, sem necessidade de internação.
O grau de periculosidade do aneurisma cerebral depende do seu tamanho e localização no cérebro, se ocorreu vazamento ou ruptura, e ainda a idade e saúde geral da pessoa. Embora um aneurisma possa se romper em qualquer momento da existência, sua ocorrência é mais comum na faixa dos quarenta e cinquenta anos, particularmente no sexo feminino.
Rogério Reis explica ainda que, na maioria das vezes, os aneurismas entre 0,5cm até 2cm não precisam ser retirados, mas acompanhados periodicamente por meio de ressonância .
- O risco de um aneurisma de 2cm se romper, por exemplo, não é tão grande, mas o acompanhamento precisa ser feito mensalmente - diz Rogério Reis.
Já os pacientes que apresentam aneurismas maiores que 2cm precisam ser internados imediatamente, assim que detectado, para uma intervenção cirúrgica.
Quando o aneurisma cerebral cresce demais ele pode romper-se, causando sangramento perigoso dentro do corpo. O paciente sente uma dor de cabeça muito intensa, súbita ou um estalo dentro da cabeça. Geralmente tem um desmaio transitório e apresenta vômitos. A pressão arterial sobe muito. A dor de cabeça e os vômitos persistem. Muitas vezes este quadro é confundido com crise de hipertensão arterial.
O aneurisma que rompeu deve ser tratado imediatamente após a sua descoberta, pois tem alto índice de nova ruptura nas primeiras 48 horas. A segunda ruptura é quase sempre fatal.
Estima-se que 30% das pessoas que apresentam ruptura do aneurisma morrem sem ter tempo de receber atendimento médico. Daqueles que conseguem sobreviver ao sangramento inicial (derrame), a metade não sobrevive ou fica com sequelas. Apenas 30% a 40% dos pacientes conseguem ter vida normal após ruptura do aneurisma se forem tratados corretamente.


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colaboradores: carmen e maria celia

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