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18.3.09

Bashir volta a desafiar ordem de prisão do tribunal penal; EUA anunciam enviado ao país nos próximos dias

CARTUM - O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, declarou a correligionários nesta quarta-feira, 18, que nenhum tribunal internacional nem o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) podem tocar "nem mesmo uma pestana" nele. As palavras desafiadoras de Bashir com relação à ordem de prisão expedida contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) foram feitas nesta quarta-feira, 18, durante um discurso em Nyala, no sul da região sudanesa de Darfur.
No discurso, Bashir acusou o Ocidente de tentar separar Darfur do restante do país e de operar para "criar uma situação caótica no Sudão". Esta é a segunda visita de Bashir a Darfur desde 4 de março, quando o TPI expediu uma ordem de prisão contra ele para que responda por acusações de crimes de guerra na região.
De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 300 mil pessoas morreram e cerca de 2,5 milhões foram obrigadas a fugir em cinco anos de conflito em Darfur. A violência começou quando integrantes de tribos africanas da região pegaram em armas e rebelaram-se contra o governo sudanês. As tribos africanas queixam-se de décadas de negligência e discriminação. O governo iniciou então uma contra-insurgência durante a qual uma milícia árabe pró-Cartum cometeu atrocidades contra a comunidade africana.

Enviado dos EUA

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse na segunda-feira que nos próximos dias nomeará um enviado para o Sudão, e responsabilizou Bashir, por cada morte registrada desde a expulsão de várias ONGs que operavam em solo sudanês. "Esta é uma situação horrenda, que causará uma miséria incalculável e o sofrimento do povo de Darfur, especialmente nos campos de refugiados", afirmou Hillary à imprensa depois de se reunir com os líderes do Executivo autônomo na Irlanda da Norte, Peter Robinson e Martin McGuinness.
Logo após esta declaração, a chefe da diplomacia americana, sem dar mais detalhes a respeito, antecipou que "nos próximos dias um enviado especial será nomeado para o Sudão". Hillary destacou que "a verdadeira pergunta" que se deve fazer à comunidade internacional sobre a decisão do Sudão de expulsar as ONGs é: "Que pressão se pode exercer sobre o presidente Bashir e o Governo de Cartum para que entendam que serão responsáveis por cada morte que ocorrer nesses campos (de refugiados)?".
A secretária de Estado frisou que o Sudão, com a expulsão das ONGs, "põe em risco 1,4 milhão de vidas". Nesse contexto, também lembrou que os países que apoiam a decisão de Bashir também terão responsabilidade nessas mortes. "Para que mais vidas inocentes não sejam perdidas, eles têm a responsabilidade de convencer o Sudão a mudar sua decisão, a permitir o retorno dos trabalhadores humanitários ou a repor, com dinheiro e pessoal, aqueles que foram expulsos", acrescentou. Hillary fez esta declaração sem citar especificamente a China, um dos países que mais defende a política do Sudão em nível internacional.
Fonte: O Estado de São Paulo
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link do postPor anjoseguerreiros, às 09:40 

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