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4.2.09
BRASÍLIA - O arquiteto Oscar Niemeyer defendeu nesta quarta-feira a Praça da Soberania, polêmico projeto que foi criticado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que divulgou nota na segunda-feira afirmando que a praça fere o tombamento da cidade , e é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) . Desgostoso com o rumo que o debate tomou, com críticas constantes nos jornais, Niemeyer rebateu o argumento de que Brasília não pode ser modificada.
- Não há razão para uma cidade não poder ser modificada. Isso aconteceu no mundo inteiro. Na França, a planta preliminar de Paris foi mudada. Em Nova York apareceram os arranha-céus e a cidade antiga horizontal perdeu a importância que tinha. Interferir numa cidade vai acontecer sempre. No Brasil mesmo, se o Rio estivesse tombado, o Pereira Passos não teria feito essa avenida fantástica que corta a cidade de lado a lado. Uma cidade tem que ser modificada. Vai sempre aparecer uma coisa diferente que é obrigatório aceitar - afirmou o arquiteto, em entrevista à TV Brasil.
A praça inclui um um memorial dos presidentes brasileiros, estacionamento para 3 mil carros e um obelisco de cerca de 100 metros de altura no canteiro central do Eixo Monumental de Brasília, entre a rodoviária e o Congresso Nacional.
Niemeyer disse que o projeto vai ficar na prancheta pronto para ser utilizado quando um dia surgir um governador que "concorde com os pontos de vista que estou defendendo".
- Por que continuar nesse clima de ódio e discussão que não leva a nada? Principalmente nós que queremos cidades tranquilas, com pessoas se entendendo, procurando ajudar o outro - disse.
O arquiteto também se disse incomodado com a situação das cidades satélites de Brasília. Ele considera que há um contraste entre os que vivem nestas regiões e no Plano Piloto.
- Enquanto uns estão abandonados, os do Plano Piloto têm vida boa. Esse contraste me incomoda muito. Quem vai a Brasília e depois vai às cidades satélites fica com a impressão de que é uma cidade dividida entre pobres e ricos. Foi isso que me motivou a criar a praça. Minha idéia foi lutar para não parecer que Brasília é uma cidade dividida entre pobres e ricos. Tenho certeza de que JK nunca gostaria de ver uma cidade neste sentido. Ele pensava que Brasília seria um exemplo de cidade justa para todos.

link do postPor anjoseguerreiros, às 18:00  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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