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3.6.09

RIO, BRASILIA e SÃO PAULO - A Aeronáutica informou que foram identificados às 3h40m desta quarta-feira um objeto de 7 metros de diâmetro e 10 objetos espalhados, alguns deles metálicos, em mais quatro pontos, num raio de 5 a 90 quilômetros ao sul da área onde foram visualizados os primeiros destroços do Airbus da Air France. Uma mancha de óleo foi observada num rastro de 20 quilômetros no mar. As observações foram feitas pelo avião R-99, que tem sensores. Porém, nenhum corpo foi avistado.
Durante toda a noite, a área foi rastreada pelo R-99 e, na madrugada, três aviões C-130 Hércules passaram a sobrevoar a região e visualizar os achados. Outras cinco aeronaves decolaram de Natal nesta manhã para auxiliar nas buscas: três C-130 Hércules da FAB, um P-3 Orion da Força Aérea dos Estados Unidos e um Falcon 50 francês. Essas aeronaves vão percorrer cada um dos pontos identificados pelo R-99. No total, 11 aeronaves trabalham nas buscas.
O gravador ULB (Underwater Locator Beacon) tem uma bateria que dura no máximo 30 dias e seus sinais podem ser captados por receptores a uma profundidade de até 4.300 pés (1.300 metros). Porém, é preciso considerar também a interferência das ondas na propagação do som. Na altura onde foram achados os primeiros destroços, a profundidade varia de 4 mil a 5 mil metros.
- A luta é contra o tempo para achar e não perder as informações do gravador, que opera na frequência 37,5KHz - afirmou uma fonte do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Um dos submarinos é o Nautile, o primeiro a alcançar a carcaça do Titanic, que estava no fundo do mar desde 1912 . Operado normalmente por dois pilotos e um observador, ele é equipado com braços motores e pinças e pertence ao Instituto Francês de Pesquisas para a Exploração do Mar (Ifremer, na sigla em francês).
O outro é o navio Pourquoi pas, que estava em missão nos Açores e é equipado com um robô chamado Victor, além de um sonar. A busca feita a olho nu, porém, é considerada imprescindível. "O olho humano tem maior precisão do que as câmeras de vídeo e de foto do robô", afirmou Olivier Lefort, diretor de operações navais do Ifremer, à BBC.
A profundidade do mar na região do acidente ultrapassa 4,7 mil metros. . Para Paul-Louis Arslanian, chefe da agência francesa de investigações sobre acidentes aéreos, a caixa-preta pode não ser encontrada nunca .
A caixa preta é composta de dois dispositivos independentes. Um registra o diálogos na cabine. O outro, os dados instrumentais do voo. Os dispositivos são programados para enviar sinais quando caem na água, mas buscá-los deve ser tarefa das mais complexas já realizadas desde a busca do Titanic. Pode levar meses. Mar hostil
As buscas têm sido difíceis. De acordo com o piloto do helicóptero Blackhawk da FAB, escalado para fazer o trabalho de resgate, a aeronave não tem autonomia para chegar ao local onde os destroços do avião foram encontrados, a cerca de 800 quilômetros de Fernando de Noronha. De acordo com o major, o resgate dos corpos que podem aparecer deverá ser feito por navios.
- O helicóptero consegue voar apenas 1.000 quilômetros. Ou seja, 500 para chegar ao local e 500 para voltar. Isso significa dizer que ele não consegue chegar até as ilhotas - explicou o major Marcelo Moura, se referindo aos morros de São Pedro e São Paulo, próximos ao local onde foram encontrados os destroços.
Até agora, nem mesmo os primeiros destroços, avistados na madrugada de terça-feira pelos aviões da FAB, foram alcançados pelos navios. Os primeiros objetos observados foram uma poltrona, uma boia laranja, partes brancas, fiação e mancha de óleo no mar, mas nada foi recolhido.
Três navios mercantes - dois holandeses e um francês - estão desde terça-feira no local indicado pela FAB colaborando nas buscas.
Segundo o contra-almirante Sávio Nogueira, o navio-patrulha Grajaú já está na área onde o avião pode ter caído, mas não no lugar exato onde foram avistados os destroços. O navio iniciou varredura, mas não fez qualquer comunicado de achado.
O Grajaú tem a missão de reunir os destroços e trazer para o Brasil. Eles serão desembarcados em Fernando de Noronha e levados, a seguir, para Recife. Dakar encerra procura
O Centro de Coordenação de Resgate de Dakar encerrou sua participação nas buscas, mas continuará colaborando com permissão para que uma aeronave AWACS (aeronave radar) da Força Aérea Francesa sobrevoe a área sob sua jusrisdição em busca de destroços. O local onde os primeiros destroços foram avistados - a 150 km do arquipélago de São Pedro e São Paulo, distante 1.010 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte - é uma das regiões mais hostis do oceano. Momentos antes do acidente, a Força Aérea Brasileira emitiu um alerta oficial sobre as condições climáticas perigosas na área da rota do voo 447. O aviso da Redemet, a rede meteorológica de avião da Aeronáutica, indicou a formação de nuvens que praticamente bloqueavam a rota. O paredão teria entre 38 mil e 58 mil pés de altitude, a aerovia UM 873, por onde seguia o avião da Air France rumo a Paris. A previsão de perigo era válida entre 23h de domingo e 3h da madrugada de segunda. A mensagem automática de pane elétrica enviada pelo Airbus à companhia aérea foi emitida às 23h14m. Airbus emitiria dados online
Especialistas dizem que o Airbus disporia de um sistema que envia parte dos dados do voo em tempo real para a companhia aérea e para a própria fabricante. Portanto, mesmo que a caixa-preta não seja recuperada, parte dos dados podem ser recuperados. Segundo Gustavo Cunha Mello, professor de riscos aeronáuticos da Funenseg, diz que os aviões são monitorados em tempo real pela própria Airbus e pelas companhias aéreas, a exceção da voz.
Para o especialista britânico em segurança aérea Geoff Conelly, no entanto, o sistema em tempo real não seria suficiente para estabelecer a causa do acidente. Para ele, é importantíssimo para a industria aeronáutica que a caixa seja encontrada para que se possa analisar de forma mais completa as circunstâncias do acidente.



O Globo On Line
link do postPor anjoseguerreiros, às 16:51 

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