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18.6.09

Estudo foi realizado pela Fipe para o Ministério da Educação
'Era chamada de macaca pelos meus colegas', diz estudante

Aos 23 anos, Juliana Queiroz dos Santos lembra bem de como se sentia quando era xingada de "macaca" e "neguinha fedorenta" pelos próprios colegas da escola estadual onde estudava. "Eu estava no primário. Era muito humilhante, mas, como eu era nova, não sabia nem como reagir", conta.
Assim como acontecia com Juliana, que hoje é universitária, a maior parte (83,8%) das atitudes preconceituosas e de discriminação no ambiente escolar é explicada por preconceitos dos próprios alunos. Esse dado faz parte de uma pesquisa inédita realizada em escolas públicas de todo o país e divulgada nesta quarta-feira (17). Ainda segundo o estudo, 99,3% dos entrevistados, entre pais, alunos e funcionários de escolas, têm algum nível de preconceito . Além disso, os resultados apontam que escolas com nível de preconceito maior têm desempenho escolar menor .
“A pesquisa nos mostra que o preconceito vem de casa, da formação farmiliar, e o trabalho para acabar com a discriminação transcende a atuação da escola”, afirma José Afonso Mazzon, professor da FEA e coordenador do trabalho. "O que preocupa é que esses alunos serão, no futuro, pais de família e passarão isso aos seus filhos."
O estudo foi realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Ministério da Educação (MEC). Foram entrevistadas 18.599 pessoas, entre estudantes a partir dos 14 anos de idade, professores, diretores e funcionários de escolas e pais e mães de alunos de 501 escolas em 26 estados e no Distrito Federal.
Foram analisados preconceitos de diversas naturezas: racial, sócio-econômico, de gênero, de orientação sexual, geracional, territorial e o relacionado a pessoas com necessidades especiais (física e mental). Alunos negros (19%), seguidos de pobres (18,2%) e homossexuais (17,4%) fazem parte dos grupos que sofrem mais ações discriminatórias nas escolas.
Os resultados da pesquisa ainda serão analisados pelo MEC para elaborar políticas educacionais nesse sentido. "O preconceito não é algo exclusivo das escolas, portanto os municípios têm que envolver os conselhos escolares, a comunidade local e as famílias para melhorar o ambiente escolar", afirma Daniel Ximenez, diretor de estudos e acompanhamento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC.
Na avaliação de Mazzon, as "mudanças necessárias para acabar com o preconceito na escola levarão gerações para surtirem efeito".
link do postPor anjoseguerreiros, às 21:35 

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