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16.6.09
RIO - O pai do menino Sean, de 9 anos, afirmou nesta terça-feira que o filho está sofrendo pressão psicológica. Em entrevista ao programa 'Good Morning America', da rede americana ABC, David Goldman disse estão fazendo uma campanha para colocar o menino contra ele, e que o menino está lutando contra isso. Nesta terça-feira, dia em que completa cinco anos que Sean veio ao Brasil com a mãe e não voltou mais, amigos de David farão uma vigília à luz de velas em várias cidades americanas.
"Ele está lutando, pois estão fazendo muita pressão. Começaram a fazer chamado de síndrome de alienação parental. Estão querendo apagar lembranças dele ao mesmo tempo que criam memórias falsas. Isso foi dito pelos três médicos designados pela Justiça que avaliaram meu filho", disse em entrevista ao programa americano.
David afirmou ter esperança de que com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que arquivou na última quarta-feira a ação que pedia a permanência do menino Sean Goldman no Brasil , ele finalmente consiga reaver a guarda do menino. Para ele, a decisão ajuda não só no caso de Sean, mas em outros casos de crianças americanas que estariam 'presas' no Brasil.
"Essa decisão do STF, que não foi só sobre o meu caso, mas também sobre as outras 50 crianças americanas que estão 'presas' no Brasil, foi para honrar a convenção de Haia [que trata sobre o sequestro de crianças]. Eu rezo todos os dias para que ele volte", explicou.
David lembrou ainda que há cinco anos luta para reaver a guarda de Sean, e que na última vez que eles se encontraram, numa visita supervisionada, a única pergunta que o menino teria feito foi "Como você não veio me ver nesse tempo todo?".
"A primeira vez que nos vimos foi tão feliz. Ele disse 'Eu te amo pai, onde você esteve?'. Claro que eu não diria que ele foi sequestrado, mas eu disse que eu estive várias vezes com a avó dele e os primos tentando vê-lo, mas por complicações da Justiça isso não estava sendo possível. Eu tive que aproveitar o pouco tempo para mostrar fotos e tentar recriar laços num ambiente totalmente monitorado, com uma pessoa entre a gente", descreveu.
O advogado da família materna de Sean, Sérgio Tostes, afirmou que pretende responder às afirmações feitas por Goldman ao longo do dia. Ele disse ainda que o caso permanece no Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, que há duas semanas concedeu uma liminar suspendendo a ida de Sean para os Estados Unidos. O menino, por enquanto, permanecerá no Brasil até que o mérito do mandado de segurança impetrado pelo padrasto seja julgado.
Sean nasceu nos Estados Unidos, mas veio ao Brasil com a mãe brasileira aos quatro anos, supostamente sem a autorização do pai para manter a criança no Brasil em caráter permanente. Hoje com 9 anos, o menino mora com o padrasto e a avó materna no Rio. Ele saiu dos EUA para passar férias com a mãe, Bruna Bianchi, e nunca mais voltou. Bruna se casou com o advogado brasileiro João Paulo Lins e Silva. Ela engravidou dele e, no ano passado, morreu no parto da irmã de Sean. A guarda provisória do menino ficou com o padrasto. (Saiba mais sobre o caso)



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link do postPor anjoseguerreiros, às 14:37  comentar

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colaboradores: carmen e maria celia

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